Sondagem - Referendo à Regionalização

Referendo sobre regionalização divide portugueses

Os portugueses estão divididos em relação à realização de um referendo sobre a regionalização, com 42,1 por cento a quererem nova consulta e a mesma percentagem a mostrar-se contra esta hipótese. No Grande Porto, Litoral Norte e no Sul estão os maiores defensores deste referendo.

De acordo com o Barómetro DN/TSF/Marktest, 42,1 por cento a defendem esta hipótese e a mesma percentagem está contra nova consulta popular.

O Grande Porto, Litoral Norte e o Sul são as zonas onde há mais apoio à realização de uma consulta popular neste sentido, com 51 por cento a mostrarem-se favoráveis.

Já a Grande Lisboa e o Interior Norte estão no pólo oposto, com 48 por cento de pessoas a não pretenderem a realização de um novo referendo.

O eleitorado socialista é aquele que mais se mostra a favor de um novo referendo sobre a regionalização, com 50 por cento a apoiar a consulta.

Entre os votantes do PSD, a maioria está contra este referendo, apesar de 40 por cento do eleitorado social-democrata mostrar-se favorável a este referendo.

Comentários

Calécia disse…
Falta saber qual a posição dos que não defendem a realização do referendo.

Eu, por exemplo, não defendo a realização do referendo. Defendo é a desburocratização do processo e a iniciação do processo da regionalização.

Já se empatou em demasia. Estar a criar novas discussões é estar a criar suceptibilidades na cabeça dos cidadãos. E sabemos como o povo reage quando desconfia...

A regionalização é inevitável para o desenvolvimento económico do país e das regiões. E quem disser o contrário é porque tem outros interesses.
Anónimo disse…
Bem visto. Não defender um novo Referendo pode de facto significar apenas que se pretende ver o assunto resolvido pela Assembleia da República. Também havia essa posição no tocante ao aborto.

Mas os jornalistas vêem tudo numa base de simplismo exagerado e, muitas vezes, erróneo, como é o caso...

A. Castanho.
AF disse…
Sem dúvida.

Eu sou contra a "necessidade" de realização de um referendo. Pura e simplesmente.
É uma medida que, como outras, estavam no Programa Eleitoral do governo logo não deveriamos dispender recursos (tempo e dinheiro). É um assunto de bem menor "consciência individual" como foi o aborto.

E uma sondagem a um referendo não é uma sondagem ao assunto.

Além disso, medidas que não estavam no Programa Eleitoral (e até contrárias a ele) foram tomadas sem referendo.

Já para não falar na manipulação da informação...... Grande Porto, Litoral Norte e Sul são a favor..... Sobra quem? LVT, Interior Norte e Centro? Ou o Litoral Norte vai desde Caminha até Peniche.....
Anónimo disse…
Pois. O referendo não é necessário. Basta o Parlamento encontrar um consenso alargado. Mas sobre todas as matérias. Incluindo a quantificação do aumento de custos e quem paga. Talvez começar com a proposta do PSD de reduzir a AR de 230 para 181 deputados. Reduzir o Governo, de 52 elementos para 40. Reduzir os 18 governadores civis a 5 directores regionais do MAI. Tanto que há por fazer. E sendo muito, neste caso, nem é dificil. Basta haver vontade.
Anónimo disse…
Quando leio certos comentários, como este último, fico sem saber se estão a discutir a Regionalização, ou a aproveitar-se deste espaço para venderem a sua banha-da-cobra...