Centralismo no seu melhor!

O presidente da Câmara do Porto criticou, ontem, o "sistema" que obriga empresas como a Metro do Porto a pedir autorização ao secretário de Estado do Tesouro para pertencer, de forma "inócua", a associações e projectos sem fins lucrativos.

"Não é uma alfinetada ao actual secretário de Estado do Tesouro, mas a um sistema centralizado obtuso", disse Rio, referindo que a Metro do Porto aguarda há cerca de dois anos uma autorização para integrar a Associação Porto Digital.

O autarca, que falava numa sessão de divulgação do projecto Porto Digital, acredita que a "Metro do Porto irá esperar sentada, porque o secretário de Estado do Tesouro tem muito mais que fazer do que andar a autorizar empresas públicas a entrar em associações sem fins lucrativos".

"O que está em causa é um sistema obtuso em que até uma coisa destas tem de ser autorizada por um Governo em Lisboa", frisou ainda o autarca.


Comentários

A. Castanho disse…
Rui Rio tem absoluta razão, ainda bem que agora o descobriu, e o sistema é de facto obtuso.


Mas para o deixar de ser é indispensável que o "Metro do Porto" seja co-financiado também pela pela Região, quando ela existir...


Outro aspecto pertinente, para quem quer protestar contra o obtuso sistema, não deixa de ser este: o que é que Rui Rio já fez contra ele, ou seja PELA REGIONALIZAÇÃO?


Do que sei, a resposta é: VOTOU CONTRA!
Anónimo disse…
O feitiço contra o feiticeiro. Pobre país. E agora?
1 - "Mata-se" o Rui Rio, porque ele terá votado contra a Regionalização, em 1998?
2 - Vota-se no Rui Rio para Primeiro Ministro, em 2009, porque ele vai resolver todos estes problemas?
Em tempo - Sabem que quando um sargento vai em serviço ao estrangeiro, quem escolhe o hotel é o Ministro das Finanças em conjunto com o Ministro da Defesa?
Este é o nosso país...
Pondo de parte o Rui Rio, realmente o sistema é mesmo obtuso. Atente-se por exemplo na maior parte do conteúdo do Diário da República (portarias e despachos dos diferentes ministérios) e perceber-se-á, com clareza, o caricato em que se tornou a governação deste país.