Decálogo do Localista



1. O localista sofre de graves problemas de miopia. Nunca consegue ver para além do seu próprio bairro.

2. Não há presbiopia fisiológica que atinja o localista. No seu bairro, consegue ver qualidades que não vê em qualquer outra parte.

3. O bairro do localista é sempre melhor que o bairro dos outros.

4. O localista não se sente membro da cidade ou da região. O mundo do localista é o seu bairro.

5. O localista nunca fala de regionalização.

6. Quando, eventualmente, fala de regionalização, o localista não estava a falar de regionalização.

7. O localista orgulha-se de ser provinciano.

8. O localista não se importa de ser mandado desde que os decisores estejam a mais de 250 quilómetros.

9. O localista não se acobarda. Nunca perde uma oportunidade para fazer eco da sua visão de mercearia acerca do mundo.

10. O localista tem um amigo que lhe vai contar o que está escrito neste post.

Escrito por Pedro Morgado "Avenida Central"
.

Comentários

Suevo disse…
O tal Pedro Morgado estava a olhar para um espelho quando escreveu isto.

Acusa os Vimaraneses de serem localistas porque não quererem pertencer à região criada por ele (só para não estar na mesma que o Porto) pelos mesmos motivos que qualquer "nortenho" o pode acusar de localista por querer divir Entre Douro e Minho em duas regiões só para Braga ser capital duma deles.

Há gente com uma LATA!
Rui Valente disse…
De facto, só pode ser um auto-retrato do autor do post...

Pedro Morgado inveja realmente o Porto. Desespera para que o Norte não se confunda com o Porto e vice-versa, mas anseia por transferir para Braga o protagonismo que ao Porto é devido por mérito própio e que anda a ser-lhe espoliado pelo centralismo. Mas isso, parece não o incomodar, porque até já inventou o portocentrismo...

É preciso ter lata, é!
Suevo disse…
O localista sofre de graves problemas de miopia. Nunca consegue ver para além da sua própria cidade (Braga).
2. Não há presbiopia fisiológica que atinja o localista. Na sua cidade (Braga), consegue ver qualidades que não vê em qualquer outra parte.
3. Braga é sempre melhor que a cidade dos outros.
4. O localista não se sente membro da região. O mundo do localista é Braga.
5. O localista nunca fala de regionalização.
6. Quando, eventualmente, fala de regionalização, o localista não estava a falar de regionalização.
7. O localista orgulha-se de ser provinciano.
8. O localista não se importa de ser mandado desde que os decisores estejam a mais de 250 quilómetros.
9. O localista não se acobarda. Nunca perde uma oportunidade para fazer eco da sua visão de mercearia acerca do mundo.
10. O localista tem um amigo que lhe vai contar o que está escrito neste post.

Para que não restem duvidas, o localista é o Pedro Morgado.
Anónimo disse…
Sr. António Felizes,
Eu penso que é o momento próprio para o Senhor lembrar a muitos INFELIZES comentários de alguns, pseudo defensores de alguma coisa (?) que não sabem bem o que querem escrevendo sem pensar as verdadeiras razões e importâncias da existência das Regiões, para nós em especial da REGIÃO NORTE, tal com está definida nas 5 Regiões plano, ou então para tentar convencer (?) alguém sobre a importância de determinadas cidades sobre outras, criando assim dúvidas a quem consulta este seu Blog sobre a regionalização, quanto a eventuais efeitos negativos.
Lembre a esse Senhores que o 1º passo para a importância da Região Norte, foi dado com grande visão e oportunidade pelo então Presidente da Câmara do Porto, Dr. Fernando Gomes, com a criação do Eixo-Atlantico, que para além de logo ser acolhida por cidades Portuguesas se estendeu à Galiza, promovendo convergências à altura (chame-lhe se quiser lobbie Urbano amplo) para obter financiamento para o Pacote Delors II.
Este Projecto foi acolhidoCOM LARGA VISÃO DE FUTURO, repito larga visão de Futuro (para os Dupons..) pela Galiza e aderiram de imediato Santiago de Compostela, La Coruña, Ferrol, Pontevedra, Orense e Vigo, criando-se em 1992 o Eixo-Atlantico, que agora mantem adesão das cidades do Porto, BRAGA, Bragança, Chaves, VIANA DO CASTELO, Vila Real, Peso da Régua, GUIMARÃES, e VILA NOVA DE GAIA.
Diga a esses Senhores que este sistema URBANO – EURO-REGIONAL, é único a nível Europeu, tendo já aberto as portas ao Oriente.
A este Projecto, a que, como se comprova, aderem todas estas cidades Portuguesas e demais virão, quando a REGIÃO NORTE for uma evidência, não existem obstáculos geográficos, nem étnicos, nem se olha a outras questões ridículas que tenho vindo a ler.
Existe sim um sentimento de respeito, os planos gerais quer de do lado de Portugal, até por insuficiência de projectos do Governo face à Região Norte, quer da Galiza, que se assume sempre como parceiros activos.
Diga a esses Senhores que a REGIÃO NORTE tem um papel importante neste Projecto, que cada vez mais é necessário, após a sua concretização.
Diga a esses Senhores que este Projecto prevê um projecto de sinergias e de qualidade pronto a responder em forma de convergências (logo) competitividade a esta Europa sem fronteiras com o Aeroporto de Sá Carneiro a ter uma posição central no espaço do Eixo-Atlantico.
Diga a esses Senhores sobre a plataforma de convergência entre sistema portuário e aeroportuário.
Diga a esses Senhores sobre o projecto do sistema ferroviário para atenuar grandes diferenças rurais e urbanas.
Diga a esses Senhores que o Presidente da Câmara Municipal de Gaia, hoje líder do PSD, na ultima cimeira do Eixo-Atlantico salientou a sua importância e a dos “parceiros activos” e que foi mais longe, alem de salientar este Projecto como uma porta privilegiada na Europa para oportunidades de negócios e que estes sejam alargados à América do Sul e à América Latina.
Diga a esses Senhores que a REGIÃO NORTE, está inevitavelmente ligada ao NORTE, Nordeste e Este a Espanha, com foco essencial na Galiza, dentro de um todo que é PORTUGAL REGIONALIZADO.
E os Autarcas sabem disso… vejam as adesões.
Finalmente diga a esses Senhores que o que precisamos são projectos convergentes e não divergentes para esta Grande REGIÃO NORTE, pois possuímos 45% do desemprego Nacional e também o PIB per-capita mais baixo das REGIÕES EUROPEIAS.

Agora digo eu:
O que é que os Senhores andam a discutir com todas essas verborreias?
Aqui sim apetecia-me dizer: Por que no te callas?

Cumprimentos
Anónimo disse…
O planeta tem várias regiões e a Europa é uma delas.
Existem cidades, regiões ou países sem locais?
Talvez a hipermetropia fará com que se una todo o território, aliás falamos a língua de Camões e até há do outro lado do Oceano Atlântico quem nos considere uma região de Espanha...
Aliás o que será Portugal senão "uma das regiões" da Europa?
Sois dirigidos a partir das decisões tomadas em Bruxelas e esta is a quantos Kms!?
Quem se opõem?
Braga e Guimarães têm o seu digno passado e espaço na região Minhota. A cidade do Porto ou a de Bragança são Minho!? A região norte é idêntica?
Estamos apenas a distorcer o verdadeiro assunto.
Regiões numa micro ou macro escala? E porque não falar das Áreas Metropolitanas como as verdadeiras identidades regionais!?
Anónimo disse…
Eu sou o anónimo anterior:

O abaixo cristalizou, não há nada a fazer...só lhe falta dizer..VIVA O MESQUITA...
Anónimo disse…
Bem me queria parecer que provalvelmente o que estão a discutir são as futuras portagens nas entradas das cidades.

Quem cobra mais?
Guimarães como berço da Patria?

ou Braga por causa de ter sido Augusta?.

E que culpa têm os Bragantinos que o Afonso, além de ter chapado a cara na Mãe, tenha declarado guerra a Castela?
A. Castanho disse…
Meus senhores, começam por criticar o localismo e acabam todos demonstrando a vossa mentalidade deformada pelo excesso de centralismo...


A Regionalização não é nada disto. É diferente do localismo e do centralismo, mas não tem nada CONTRA eles. Tudo tem o seu lugar e a sua escala, desde que não invada e respeite as dos outros.


A Regionalização tem o dom da harmonia, porque precisamente está situada entre as duas visões extremas, a do localismo e a do centralismo.


E uma das suas mais nobres funções é a de, exactamente, ter de se relacionar com poderes superiores e inferiores (o que apenas ela consegue, já que os outros níveis só trabalham virados para um dos lados, o local para cima e o central para baixo).


O regionalismo é assim como o tronco num corpo humano: não agride nem substitui a cabeça nem os membros, porque todos são necessários. Mas é no tronco que tudo se articula e, sem ele, a cabeça e os membros farão sempre um papel incompleto...


As rivalidades são positivas enquanto são criadoras. A partir de um certo patamar são destrutivas e doentias. Não se ofereça este triste espectáculo aos detractores da Regionalização...
Anónimo disse…
tem razão o Sr. Castanho..
há ai um anonimo que expõe bem a importancia do Norte.

deixem-se de alimentar doenças e quando estas afectam o cerebro é caso complicado...