"Regiões, Sim!" vai realizar sondagem

Segundo o diário "Região Sul", o Movimento Cívico “Regiões, Sim!” pretende realizar uma sondagem a nível nacional sobre a questão da Regionalização. Segundo o diário, para tal, o movimento necessita de verbas, tendo iniciado uma campanha de angariação de fundos que financiará igualmente a campanha nacional de subscrição de assinaturas.

Em Fevereiro último, em Assembleia Geral, o movimento decidiu avançar com a campanha de assinaturas para uma petição a entregar na Assembleia da República, e realizar uma sondagem sobre o tema.

Também segundo o "Região Sul", as duas acções carecem de meios financeiros pelo que o movimento acaba de lançar a campanha de angariação de fundos.

Pode ler o artigo completo através deste link.

Decidimos fazer neste link uma mini-sondagem, também acerca da questão da Regionalização. A pergunta colocada é a seguinte:
Concorda com a instituição das regiões administrativas? (segundo o modelo das 5 "regiões-plano")
[Pode votar na coluna do lado esquerdo do blog mökkikunta. Participe!]

Aproveito também para deixar a ligação para um artigo de Janeiro de 2007, "A obrigatoriedade do Referendo a Regionalizacao em Portugal", publicado hoje no Newropeans Magazine.

Boa Páscoa!

Comentários

Anónimo disse…
Porque não fazer a sondagem da seguinte maneira: Concorda com a Regionalização?

1-Sim, pelo modelo das 5 Regiões
2-Sim, pelo modelo das 7 Regiões
3-Não
4-NS/NR

Para dar voz a todos os Regionalistas e escolher conscientemente o modelo mais correcto,
Anónimo (Beira Interior)
Anónimo disse…
Parabéns pelo seu trabalho. No entanto, este só dá mais razão ao modelo das 7 regiões. Passo a citar:

"No entanto, foram algumas destas assembleias que, na altura, permitiram corrigir determinadas incongruências do mapa, que pecava pelas divisões artificiais, sem correspondência com as divisões territoriais implantadas e a realidade existente das tradicionais províncias.".

Deste modo, para evitar que o problema se repita, é necessário sobrepor províncias, o que desemboca novamente no modelo das 7 Regiões.

Afonso Miguel, (anónimo, Beira Interior)
Anónimo disse…
Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

1) Sempre com base nas 11 Regiões Naturais, Históricas ou Províncias. Com a sobreposição do Mapa das Províncias, verificarão que os concelhos serão integrados pacífica, natural e historicamente, sem mexer no seu número actual, ao contrário do que propõem alguns intervenientes neste blogue.

2) Relativamente à sondagem e com a necessidade de srmos concretos nas propostas a apresentar, a consulta deveria ser constituída pelas alternativas de resposta seguintes:

A - CONCORDA COM A REGIONALIZAÇÃO?

1 - Sim, no modelo das 5 Regiões Administrativas.
2 - Sim, no modelo das 7 Regiões Autónomas.
3 - Não concordo com nenhuma.
4 - Não respondo/Não sei.


Assim seja, amen.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)
Reitor das 1001 regioes disse…
finalmente algo para ver se isto avança.
Se não fazemos nada, nem em 3000 temos regionalização.


anonimo 7ra
se temos de fazer um sim para as 5 e um sim para as 7 entao eu exigo um outro sim para as 10 regioes. E tenho um amigo meu que defende 8, portanto outro sim para as 8.
Um outro amigo meu defende 3, portanto venha outro sim para as 3.

Penso que o melhor é metermos 10 ou 15 ou 20 sims, para começarmos do numero 2 ao numero 20 ou 30
Anónimo disse…
Caro Reitor das 1001 regiões disse,

Só para escrever o seu título levei um tempo dos diabos, mas também não queria limitar-me a 2001, por saber demasiado a tintas.
Remetendo-nos para o que interessa, fazer uma consulta já é um passo, apesar de ser contra a forma e o momento como as sondagens são colocadas na "rua". Não encontram os entrevistados objectivamente esclarecidos sobre o projecto político que está associado a uma regionalização política e pode constituir uma iniciativa apenas para dispender alguns milhares de euros, desnecessariamente. Tão bem como nós, saberá que as únicas hipóteses que se colocam para pôr de pé a regionalização, rapidamente, assentam nas duas soluções até agora maioritariamente manifestadas:
1) 7 Regiões Autónomas
2) 5 Regiões Administrativas
3) NADA MAIS
Por isso, introduzir-lhe as hipóteses levantadas por amigos, compadres, amigos dos amigos, amigos dos compadres e por aí adiante, nem em 5.000 da nossa era, a regionalização está instalada. E nisto, teremos que ser objectivos e não lançar areia para as turbinas que, como bem sabe, é uma forma expedita, eficaz e intencional de parar o andamento dos equipamentos electro pordutores, de reacção ou outros de idêntico funcionamento tecnológico.
Se tem lido as intervenções neste blogue, defensoras das 7 Regiões Autónomas, aquelas duas hipóteses reúnem o que se pode considerar o ESSENCIAL DAS SOLUÇÕES PARA A REGIONALIZAÇÃO, com muitíssimo pouco a ficar de fora (0%), quer queiram quer não.
Como sabe, a primeira delas é a que se identifica, tal como a defendemos e asseguramos, com uma REGIONALIZAÇÃO POLÍTICA MADURA, ABRANGENTE e AUTÓNOMA, a mais capaz para:
(a) Poder contribuir para a recuperação de dezenas de anos de ATRASO, em relação aos países mais evoluídos,
(b) Retirar o nosso País da recorrente posição de QUASE LANTERNA VERMELHA da União Europeia, desde há cerca de vinte anos.
A segunda solução corresponde a uma REGIONALIZAÇÃO ADMINSITRATIVA E BUROCRÁTICA, CONSUBSTANCIANDO A CONTINUIDADE DE POLÍTICAS CENTRALIZADAS E CENTRALIZADORAS ATRAVÉS DE ANTENAS REGIONAIS DO GOVERNO CENTRAL, mais indutora de controlo orgânico e administrativo do que de verdadeira autonomia regional.
Por tudo, deverá manter-se a estrutura de perguntas para respostas objectivas, claras e inequívocas, se quiserem aceitar as nossas propostas (4 perguntas para 1 única resposta). Se não quiserem, pior para a regionalização e para o desenvolvimento equilibrado e autosustentado das 7 Regiões Autónomas e do Pais.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)
Anónimo disse…
Boa tarde. Eu sou a favor da regionalização, mas por uma regionalização em que o modelo conste mais regiões do que as eventuais 5 ou 7 que pretendem impor de modo "vincado" à população.
Nessas possíveis respostas de um inquérito não se obtém o sentido democrático do público, nem a possibilidade de resposta aos que são regionalistas mas tendem para outro modelo.
Questiono o que andam a fazer os estudiosos o porque não aprofundam o conhecimento do território em vez de abordar simples "leigos de matéria" à procura de uma eventual divisão regional?
Será que se obtém algum sentido de pertença por dizer um sim ou um não? Quais 5? Quais 7? Será que temos de deixar todas as pessoas ignoradas?
Haveria muitas mais questões, mas o tempo não mo permite.
Cumprimentos.
Anónimo disse…
Caro anónimo das 07:44:00 PM:

Já aqui propus por várias vezes que o processo de Regionalização, e as configurações pormenorizadas dos mapas regionais não podem ser elaborados sem o contributo decisivo dos especialistas (economistas, engenheiros e, principalmente, geógrafos). É preciso dar a palavra a quem sabe.

Afonso Miguel (Anónimo, Beira Interior).
Anónimo disse…
Caro Anónimo das 07:44:00 PM,

Tem toda a razão na forma como acaba por colocar o problemas de delimitação territorial da regionalização.
NO entanto, estudos sobre a matéria existem já em quantidade e qualidade, sugerindo a excelente obra do Professor Jorge Gaspar sobre "As Regiões de Portugal".
Sem querer puchar a "barasa à minha sardinha", sugiro-lhe ainda que consulte os site da Ordem dos Economistas, onde existe um trabalho significativo e justificativo da criação de 7 Regiões Autónomas no território continental, e não de 11, 18 ou 24 Regiões.
As pessoas interessadas nestas matérias da regionalizaçao nunca se poderão queixar de falta de estudos elaborados por reputados especialistas na matéria, numa perspectiva multidisciplinar que é a única por que deve ser analisada a regionalização, nomeadamente na dimensão política e organizativa do Estado. Por isso, os verdadeiros interessados terão muito por onde formar e reforçar as suas opiniões com vista a encontrar uma solução politicamente eficaz para a regionalização.
Pela parte que me toca, tenho escrito neste blogue o que me parece ser o essencial de uma solução desenvolvimentista para a regionalização política e nunca administrativa, face ao grau de desenvolvimento do nosso País e das Regiões que o integram. E estas posições pró-regionalização são o fruto de estudo e reflexão como factores de uma forte convicção que cada vez se vai mais enraizando o tomando um sentido lógico absoluto.
Por fim, um alerta: a regionalização não é só criar e implementar as regiões, é politicamente muito mais, desde a renovação de quadros e dirigentes até à total reestruturação dos organismos estatais, neste incluidos todos os órgãos de soberania.

Assim seja, amen.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)