domingo, julho 27, 2008

Custos da Interioridade

Bragança ocupa o topo da lista da mortalidade infantil

O distrito de Bragança apresenta a taxa de mortalidade infantil mais alta do país em crianças com menos de um ano de vida. Os números são revelados pela Direcção-Geral de Saúde e dizem respeito a dados de 2007.

De acordo com este relatório, em 918 nascimentos registados no distrito o ano passado, ocorreram seis mortes. A taxa de mortalidade infantil situa-se, assim, nos 6,5 por mil ao passo que a média nacional fixa-se no 3,5 por mil.
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3 Opiniões

At segunda jul 28, 12:35:00 da manhã, Anonymous Hellboy said...

Enquanto isto, o governo fecha serviços de saúde na região...

 
At segunda jul 28, 11:18:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Esta notícia, penso eu, não surpreende ninguém. Apesar de Portugal, em comparação com a situação a nível mundial, e em confronto com a nossa própria situação há uns anos atrás, ter evoluíudo muito no que toca a cuidados de saúde materno-infantis, isso parece ter-se verificado, mais uma vez, só no litoral.
O distrito de Bragança foi, desde sempre, aquele cuja cobertura hospitalar foi mais deficitária. Se a isto juntarmos as péssimas acessibilidades entre as principais cidades (Mirandela, Macedo, Miranda e Bragança) e as restantes sedes de concelho, temos a resposta para este insucesso.
A decisão de fechar as maternidades no Interior do país é um gigantesco passo atrás, é um recuo de décadas na evolução que se vinha a registar. Em vez de se atrairem médicos para o Interior do país, nomeadamente com a abertura de mais vagas nos cursos de medicina na Universidade da Beira Interior, e com a criação destes cursos nas Universidades de Trás-os-Montes e de Évora, este governo entretém-se a "escurraçar" os profissionais de saúde para o Litoral, para, mais uma vez, se concentrarem nos hospitais centrais, onde a falta de médicos não é, de todo, evidente (S. João e Sto. António, no Porto, Santa Maria e São José, em Lisboa, e H.U.Coimbra).
Em Espanha, por exemplo, os Hospitais são geridos, não pelo Estado Central, como a maioria dos hospitais portugueses, mas também não são entregues aos interesses privados, o que, tendo acontecido em Portugal, se revelou, como a maioria das concessões a privados (vide o caso das SCUT), um autêntico desastre para as contas públicas.
Não: Em Espanha, os hospitais estão, dentro da sua natural autonomia, sob a dependência dos Governos Regionais.
E, se isto constitui mais uma prova de que a Regionalização funciona bem noutros países, é também um aviso para nós, portugueses, quanto ao modelo de Regionalização a implementar. Imaginemos que o modelo das "5 regiões administrativas" era implementado, com a "capital regional" no Porto: este problema iria repetir-se; com a concentração de médicos e hospitais à volta de Lisboa, Porto e Coimbra (Capitais do "Norte", "Centro" e "Lisboa e Vale do Tejo"), e a afastar-se do Interior do País.
Por isso faz sentido, não só regionaliza, mas regionalizar bem. Regionalizar sob o modelo das 7 Regiões Autónomas, dando autonomia tanto às regiões litorais como às regiões interiores, de forma a estas últimas se poderem tornar igualmente competitivas, atrair investimentos e população, através da melhoria das suas infra-estruturas e serviços públicos.

Afonso Miguel, Beira Interior

 
At segunda ago 04, 01:11:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas, Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Tudo a lamentar, no domínio do "post" aqui inserido.

Sem mais nen menos..

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 

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