segunda-feira, julho 21, 2008

EXPO


Em 1992 a Expo foi em Sevilha, Espanha, mas não em Madrid.
Em 2008 a Expo é em Saragoça, Espanha , mas não em Madrid.
Em 1998 a Expo foi em Portugal, claro, em Lisboa.

Percebe-se porque é que a Regionalização já vem pelo menos vinte anos atrasada? Agora já pouco há a fazer pelo desequilíbrio do nosso território que se exprime ainda pelos enormes desequilíbrios sociais e económicos de Portugal.

por JOÃO PAULO CRAVEIRO

1 Opiniões

At segunda jul 21, 01:19:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Lembram-se de um slogan mais ou menos antigo que dizia: "O que é nacional é bom"?
No contexto em que tudo o que cheira a político se resume à cidade-capital, é legítimo adaptar o mesmo slogan para: "O que é da capital é bom". O resto continua com a paisagem que se conhece.
Com os políticos-de-turno que temos, em que a maioria deles nem é natural de lá (e quando vão à terra comportam-se provincianamente como outrora os emigrantes para o Brasil a mostrar a sua vaidade e bem-estar porque os verdadeiros naturais da cidade-capital comportam-se de maneira menos pacóvia) já tive oportunidade de escrever aqui que aproveitaram bem a oportunidade para atraiçoarem a terra de onde são naturais ao condicionarem o seu desenvolvimento por caucionarem uma política centralista e centralizadora como a actual na preferência permanente pela cidade-capital.
Assim, queriam que a a Expo98 fosse em Freixo-de-Espada-à-Cinta?
O facto de as duas Expo em Espanha se realizarem em cidades diferentes de Madrid, tem a ver com a regionalização autonómica que em bom tempo implementaram, com uma política de administração do território compativel com o desenvolvimento equilibrado de cidades de dimensão média, com um povo que sofreu as consequências de uma das mais brutais guerras civis da História e com o espirito aberto e desenvolvimentista das suas gentes ao ocuparem as ruas, praças e esplanadas das cidades com permanência e cantarem a alegria das zarzuelas: um povo aberto ao mundo, por razões mais positivas que negativas.
Nós temos o acabrunhado fado que nos limita e destrói por dentro, ao incutir-nos uma tristeza só compatível com as desgraças de uma vida colectiva para a maioria, compaginada com vida boa e regalada sempre para os mesmos, alguns com mérito, outros por conluio ou cumplicidade, ainda outros por espírito de seita e outros mais por qualquer outro tipo de filiação (religiosa, espiritual, desportiva - futebolística, golfística, tenística - partidária, etc, etc.).
Então, consideram que há exagero neste escrito?

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 

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