terça-feira, julho 01, 2008

A M Porto, que projecto?

Embora evidentes e graves, os problemas junto às fronteiras administrativas (concelhos) não serão os mais importantes no Grande Porto, tendo em conta que outros, de carácter supramunicipal, podem ser bem mais penalizadores, sobretudo no médio-longo prazo para o conjunto do território.

De facto, na ausência de um projecto para o futuro da cidade-metrópole do Porto que assegure as relações entre responsabilidades de escala e de âmbito (transportes, ambiente, educação,...), assim como a articulação institucional que trace objectivos e assegure níveis mínimos de coordenação, vão-se somando as contradições com as inevitáveis e consideráveis perdas de eficácia, por exemplo entre a tentativa de valorização do comércio na Baixa do Porto e a multiplicação da oferta periurbana, ou com a prioridade conferida à criação de linhas de metro para áreas de negócios relativamente aos territórios onde é maior a procura de transporte colectivo nas deslocações para trabalho e ensino.

Ao mesmo tempo, esquecem-se ou, no mínimo, desvalorizam-se, questões que não encontram responsável politicamente legitimado na concertação com o governo central, como é o caso de ligações aéreas e por ferrovia, ou de estruturas de ensino superior e de saúde, e continua a decidir-se a partir da capital as prioridades metropolitanas, como acontece por exemplo em relação à rede rodoviária.


Rio Fernandes
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1 Opiniões

At quarta jul 02, 01:20:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

A questão colocada no título deste "post" é suficientemente elucidativa da inocuidade das Áreas Metropolitanas e da tentação em particular problemas políticos próprios das áreas residenciais de cada um de nós.
Esta perspectiva de análise é muito limitativa e distais-nos do essencial: a regionalização autonómica - 7 Regiões Autónomas.
Por favor, não caiam na mesma tentação de um orador que hoje tive a oportunidade de ouvir sobre a actual conjuntura de crise, em termos que não ultrapassaram o lugar comum de ideias feitas e recozidas, lançando uma excepção quando se referiu ao facto de estarmos sózinhos no domínio económico, a nível europeu ou internacional.
Trocando por miudos, o que quis referir foi que o capital externo tão cedo não voltará a colocar cá os pés, o que confirma a tese que tenho defendido desde para a NECESSIDADE DE NOS VIRARMOS PARA DENTRO E VALORIZAR OS NOSSOS RECURSOS ENDÓGENOS, COM ESPECIAL DESTAQUE PARA OS RECURSOS HUMANOS.
Uns proferem lugares comuns e são ouvidos, às vezes com avidez (alguns "ávidos" ouvintes compraram antes o que hoje vale apenas 1/5); outros fazem-se ouvir com propostas estruturadas e estruturais e passam totalmente ao lado desses tais interesses que vão definhando dia-a-dia (veja-se o comportamento negativo da nossa Bolsa de Valores Mobiliários).
A solução para esta crise de natureza financeira e especulativa seria proibir os movimentos de capitais especulativos de curto prazo ou suspender o funcionamento das Bolsas, a nível mundial, por uns tempos até serenar.
Já ando a prescrever esta receita há anos.

Assim seja, amen.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 

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