sexta-feira, outubro 24, 2008

Divisão Administrativa

Qualquer modelo de divisão administrativa do país (regionalização) que separasse arbitrariamente as regiões do litoral das regiões do interior e as regiões mais ricas das regiões mais pobres, só serviria para dar maior peso político, eleitoral e reivindicativo às mais ricas e menor às mais pobres. Deste modo, estaríamos, de certa maneira, a institucionalizar as assimetrias e a contribuir, objectivamente, para o seu agravamento.
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6 Opiniões

At sexta out 24, 02:55:00 da tarde, Blogger templario said...

Caro António Felizes,

Se não leu ainda, sugiro que leia no "Público" de hoje uma entrevista ao cientista João Caraça que faz parte do recém criado Inst. Europeu de Inovação que me parece de muito interesse, onde ele diz "vamos viver com cada vez mais pessoas nas cidades durante o resto do século XXI".

Há muita coisa para trazer ao debate. O curioso é só se discutirem bagatelas em torno da regionalização.

 
At sexta out 24, 03:35:00 da tarde, Blogger Antonio Almeida Felizes said...

Caro Templario,

Obrigado pela sugestão. Vou ler.

Cumprimentos

 
At sábado out 25, 10:34:00 da manhã, Blogger António Alves said...

Concordo com o António, aliás esta tem sido uma das minhas 'guerras'. E este problema coloca-se especialmente a Norte, porque Lisboa já tratou de se tornar numa região exclusivamente urbana e litoral. A questão da 'urbanização' galopante também é pertinente.

 
At sábado out 25, 08:55:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Para situar o problema, deixei de ler o jornal "Público" há muitos meses por questões de confiança pessoal na oportunidade das notícias e as razões são de peso.
Por isso, não li nem vou ler o artigo do Professor João Caraça sobre inovação tema em que é um dos principais especialistas da nossa praça.
O seu campo de acção é a inovação tecnológica ou associada às novas tecnologias de informação e comunicação, não tendo notado nas suas intervenções qualquer referência à inovação nas soluções políticas aplicadas ao desenvolvimento equilibrado e autosustentado, o qual é muito diferente do desenvolvimento tecnológico que tem como suporte principal a inovação tecnológica.
Por isso, é natural que ao apresentar as suas soluções preveja que a futura densidade populacional, no nosso País, se acentue com as mais recentes características urbanas e não com um equilíbrio entre a densidade populacional das grandes urbes (com tendência decrescente), a densidade populacional das médias urbes (com tendência crescente limitada) e a densidade populacional rural (com tendência crescente sem limite).
Nas condições actuais e mantendo o modelo político centralizado actual, as assimetrias regionais irão acentuar-se dramaticamente e não diferirão do que actualmente se passa nos Países subdesenvolvidos da América do Sul e de outros continentes, se não se inventariarem nem valorizarem os recursos próprios e diferenciados de cada Região. Para além das causas relacionadas com a ganância e enriquecimento sem justa causa lançados pelo neoliberalismo económico e financeiro, infantilmente apoiado por muitos governos, está uma errada política económica baseada na não inventariação e no desprezo pelo valor e contributo dos recursos próprios de cada País para o desenvolvimento e, ainda, no incentivo desproporcional e imoral do consumismo. Tudo isto verificou-se não só em cada País como, dentro dele, em cada Região autónoma e diferenciada, sob o ponto de vista económico a favor do desenvolvimento. As soluções que estão a ser encontradas são apenas de natureza financeira com uma mais intensa intervenção dos Estados (o que têm feito os organismos reguladores, mesmo nos países mais experientes na actividade reguladora?) nas organizações financeiras (de propriedade privada e causadoras da crise) integradas em cada econonomia quando as soluções políticas deveriam ir mais além ao intervir nas próprias organizações e estrutura das economias com finanças "padecentes". Mais uma vez optou-se por soluções de curto prazo e sem ir ao fundo dos problemas só porque o tempo urge.
Com maior densidade populacional citadina os efeitos desta crise serão ainda mais devastadores, dado que as causas são mais sistémicas que conjunturais, infelizmente.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 
At domingo out 26, 05:45:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Só deixou de ler o jornal "Público" quem é mais socratiano que o próprio Sócrates.
Eu leio o Público, diariamente, tal como lia o Diário, A Luta, o Portugal Hoje, e ainda antes disso o República.
Pois é 7RA, a vida é mesmo dura...

 
At domingo out 26, 07:45:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caro Anónimo disse ... das 05:45:00 PM,

Não me queixei de nada, muito menos da vida, apenas pelo facto de ainda não ter razão para tal.
Tratei apenas de "situar o problema", mais nada.
Se é dura para si, lamento.
Mas deve continuar a ler o tal jornal "Público", fica-lhe muito bem e está na "onda".
Quanto ao filósofo, não acertou nem acertará, felizmente para mim, infelizmente para si.
Um conselho: restrinja-se ao essencial, o que será muito bom.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 

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