sexta-feira, novembro 28, 2008

Beira Interior

Governo Civil quer maior dinâmica para os vinhos

A governadora civil de Castelo Branco desafiou os responsáveis locais do turismo a aproveitarem os financiamento do QREN para dinamizarem e tirarem proveito da Rota dos Vinhos do Centro e Beiras que dá visibilidade à fileira do vinho da região. Um desafio deixado durante a visita de trabalho às Adegas e Empresas de Vitivinícultura da região da Cova da Beira.

Na opinião de Alzira Serrasqueiro a valorização dos vinhos locais pode fazer-se à escala de uma regionalização em que a Beira Interior terá a visibilidade que merece no contexto da futura região Centro.

A dinâmica de uma Rota de Vinhos em tudo semelhante às boas práticas do que se faz em regiões como o Alentejo merece a concordância de todos e o Director Regional de Agricultura do Centro diz mesmo que a questão terá de merecer uma estratégia que envolva também o distrito da Guarda. Rui Moreira pegou num outro desafio lançado pelo Governo Civil de Castelo Branco e sugeriu que os dois territórios definam caminhos comuns.

Para a realização de um forúm de reflexão sobre a promoção dos produtos da região, a governadora civil de Castelo Branco vai solicitar à sua congénere da Guarda uma reunião de trabalho. Será então estabelecida uma espécie de plataforma de trabalho que terá no futuro Pólo de Desenvolvimento Turístico da Serra da Estrela o maior agente de divulgação dos vinhos da região.

Uma ideia do agrado de todos, pois se a Adega do Fundão se queixa das dificuldades de escoamento do produto, os empresários em nome endividual querem aumentar a área de produção por forma a chegarem a outros mercados. Isso mesmo foi sublinhado pelos empresários da Alma da Beira em Alcaria ou pela Sociedade Agrícola da Beira no Tortosendo.

Dulce Gabriel
|JF|

3 Opiniões

At sexta nov 28, 02:42:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Estas são intervenções dignas de serem estimuladas na sua componente prática mas exigem que partes de acções constantes de políticas económicas regionais onde, por exemplo, seriam de incentivar e aplicar a melhoria da gestão das Adegas Cooperativas, não só na sua componente individual como na sua componente de cooperação inter-adegas, eliminando as que estão a mais por não se justificar a sua existência face a insuficiências de quantidade e/ou de qualidade dos produtos (vinho, azeite ou fruta), constituindo outras que pelas mesmas razões se justifica fazê-lo e, mais importante ainda, incentivar a criação de "HOLDINGS DE COOPERATIVAS" para coordenação estratégica das actividades cooperativas NUMA MESMA REGIÃO (de onde nascerão as tais iniciativas e outras idênticas ás propostas da Senhora Governadora Civil de Castelo Branco). Finalmente, é mais que necessário, é imprescindível incutir-lhes qualidade de gestão compatível com as exigências da competitividade interna e internacional na produção e comercialização dos excelentes produtos portugueses que produzem, região a região, para a excelência do nosso País. ESTAS EXIGÊNCIAS SÃO IMCOMPATÍVEIS COM QUALQUER TIPO DE INFLUÊNCIA PERNICIOSA: PESSOAL, PARTIDÁRIA, POLÍTICA OU DE GRUPOS DE INTERESSES QUE NÃO ESTEJAM IDENTIFICADOS COM OS DAS REGIÕES (AUTÓNOMAS) ENVOLVIDAS.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 
At sexta nov 28, 09:35:00 da tarde, Blogger Afonso Miguel said...

O destino da Beira Interior, que corresponde, grosso modo, aos distritos da Guarda e Castelo Branco, é a união. É o fortalecimento das relações entre este território, que culminará, espero eu, na constituição de uma região da Beira Interior, a inserir num Portugal regionalizado. Esta é a derradeira alternativa para os distritos da Guarda e Castelo Branco superarem as barreiras económicas, políticas e sociais, que escondem os seus problemas e os separam do Litoral e da prosperidade. Não é por vontade do governo centralista de Lisboa que o desenvolvimento vai chegar à nossa região. As forças vivas da Beira Interior, nomeadamente da sua espinha dorsal, as urbes da Guarda, Castelo Branco e Covilhã, têm de dar as mãos e ultrapassar as mesquinhas rivalidades que condenaram esta zona ao isolamento durante décadas. Espero que estas iniciativas sejam sinais de convergência, e que se continue, passo a passo, a caminhar-se para o objectivo do desenvolvimento: a constituição de uma Região da Beira Interior

 
At sábado nov 29, 12:49:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Caro Afonso Miguel,

Em termos políticos gerais, tem toda a razão e há mais distritos do nosso País nas mesmas condições.
Em termos de política económica regional, qualquer esforço ou acção terá de integrar-se ou de vincular-se aos objectivos lá fixados, onde a reorganização das unidades económicas para a modernidade terá de ser realizada com urgência, especialmente as que têm revelado uma ineficácia de gestão manifesta como as cooperativas de produção agrícola, vinícola e frutícola e que as tem impedido de se afirmar nos circuitos de distribuição interna e internacional.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 

Enviar um comentário

<< Home