quinta-feira, dezembro 25, 2008

Regionalização: Jovens socialistas relançam discussão

Os jovens socialistas transmontanos reúnem-se sábado, em Bragança, para relançar a discussão sobre a regionalização e a melhor forma de organizar este território, anunciou hoje fonte do partido.

O II Congresso de Jovens Socialistas Transmontanos é organizado pela Confederação da Juventude Socialista de Trás-os-Montes e Alto Douro, criada há um ano.

Aquando do primeiro congresso, os jovens socialistas aprovaram uma moção «por unanimidade e aclamação» em defesa da criação da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Há um ano, os participantes defenderam a Região de Trás-os-Montes como «o modelo que melhor vai de encontro às expectativas de desenvolvimento e às especificidades vividas nestes distritos e que são diferentes daquelas que se podem constatar nos outros distritos da Nut II Norte».

No decorrer do segundo congresso, disse a fonte socialista, será feita a avaliação do trabalho desenvolvido pela Confederação nas várias actividades promovidas e que, segundo a fonte, «tiveram sempre em vista a afirmação política dos jovens transmontanos e da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro».

A Juventude Socialista sustenta que a confederação transmontana «foi pioneira a nível nacional, abrindo caminho para uma alteração estatutária que permite a constituição de confederações por todo o país».

«Isso permite aos militantes socialistas dos vários distritos passar a trabalhar mais próximos de maneira a dar maior voz às suas reivindicações comuns», acrescentou.

Diário Digital / Lusa

4 Opiniões

At quinta dez 25, 07:28:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Seria bom que as diferentes regiões, de preferência autónomas, começassem a organizar-se partidariamente de forma a preparar os partidos políticos para as exigência de uma verdadeira descentralização política, muito contrária à administrativa que habitualmente procuram defender mas sem muita convicção, graças à sua matriz centralista e jacobina.
Se a Confederação da Juventude Socialista da futura Região Autónoma de Trás-os-Montes e Alto Douro conseguir essa autonomia partidária e transmiti-la às de outras futuras Regiões Autónomas não deixará de prestar um serviço ao País que, se for conseguida a implementação da regionalização autonómica no terreno, será Histórico.
Oxalá tenha força política, anímica e mobilizadora para isso.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 
At sexta dez 26, 06:36:00 da tarde, Blogger JOSÉ MODESTO said...

Viva a Regionalização.
Uma palavra de apreço ao vosso blogue. Continuem

 
At terça dez 30, 12:15:00 da tarde, Blogger Luis Melo said...

Só tenho pena que o PS e a JS usem a regionalização como "arma política".

Porque é que a JS relança agora esta discussão? Será porque lhe interessa mesmo? ou será ordem de José Sócrates, para tentar desistabilizar o PSD? (sabendo que esse é um assunto fora da agenda da nova direcção)

 
At quarta dez 31, 03:25:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caro Luís Melo,

A problemática da regionalização política é tanto "um assunto fora da agenda da nova direcção" dp PSD, por agora (espero que não seja tarde quando se derem conta de que se trata de um "filão" político), como um tema político demasiado incómodo para o PS e para a estrutura psicológica de quem exerce actualmente o poder político.
Faltam-nos protagonistas políticos de grande envergadura pessoal, cultural, técnica, caracteriológica e com sentido da HISTÓRIA.
O que temos tido é políticos de (e para o) marketing (informem-me onde já se viu um País onde o seu primeiro ministro andar a fazer de caixeiro-viajante na promoção e venda de computadores fabricados por uma empresa privada) , os quais só podem ser políticos-de-turno e nunca políticos-estadistas.
Esta é uma das nossas (existem também noutros Países) desgraças políticas e sociais.
Lamento escrevê-lo, mas a nossa realidade política, económica, social e cultural o confirma, infelizmente.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

PS - O maior desejo para 2009 e anos seguintes é que os actuais políticos com responsabilidades governamentais tenham aprendido nestes últimos 4 anos a não repetir os erros políticos grosseiros cometidos nesta legislatura, caso o partido a exercer o poder volte a ser a formação política candidata mais votada.
Para isso, só terão que converter-se em políticos-estadistas, nada mais.
Poderão argumentar que a probabilidade de se entrat num regime mais autoritário será grande; se for, qual o problema, sabendo-se que somos um povo que "não se governa nem se deixa governar" (já o concluiam os romanos), aforismo do qual só pode resultar uma democracia musculada ou até uma ditadura?
Estão escandalizados com esta afirmação escrita? Sinceramente lhes escrevo que não estou, por que suportado por alguns exemplos históricos nossos e que deram os seus resultados estruturados, estruturais e de avanço qualitativo em todos os domínios políticos.

 

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