segunda-feira, agosto 10, 2009

D. Duarte Pio: "Autonomias não põem em causa a unidade nacional"


O pretendente ao trono de Portugal, Duarte Pio, desvalorizou ontem em Angra do Heroísmo os receios que as autonomias regionais ainda provocam, nomeadamente ao Tribunal Constitucional, considerando que não está em causa a unidade nacional.

“Aparentemente, as autonomias regionais ainda causam alguma preocupação em Lisboa, nomeadamente ao Tribunal Constitucional, porque pensam que põem em causa a unidade nacional, mas não é o caso”, afirmou o líder da Casa de Bragança.

Segundo Duarte Pio, “o aprofundamento da autonomia não põe em causa a unidade nacional”, defendendo que, “quanto melhor e mais inteligentemente for conduzido este relacionamento entre o centro e as regiões, melhor funciona e menos problemas tem”.

Exemplo disso é o caso do Reino Unido, onde as ilhas do Canal “têm mais autonomia (do que as regiões autónomas portuguesas), mas a unidade nacional é muitíssimo forte”, afirmou o duque de Bragança , que minimizou a polémica em redor da última revisão do Estatuto Político-Administrativo dos Açores.

“Estes problemas jurídicos podem sempre ser melhorados na Constituição, que está cheia de erros e disparates e, por isso, tem de ser revista”, considerou.

Comentando as eleições Europeias, o pretendente da Coroa portuguesa considerou que “tem sido positivo o aparecimento de movimentos cívicos muito interessantes, evitando que o debate fique só entre os partidos políticos”.

Duarte Pio, que se encontra nos Açores a convite da Real Associação da Ilha Terceira, manteve hoje encontros oficiais com o Representante da República para os Açores e com os presidentes das câmaras municipais de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória.

“Reino unido”

Já no domingo, D. Duarte de Bragança disse que o estatuto político ideal para as regiões autónomas dos Açores e Madeira seria o de “reino unido”, como possuem a Escócia ou as Antilhas Holandesas.

“Os reinos unidos dão o máximo de autonomia com o máximo de unidade nacional”, sustentou o Duque de Bragança em declarações à Lusa à margem da sua participação na Coroação e Função do Senhor Espírito Santo da Santa Casa da Misericórdia de Angra.

D. Duarte de Bragança considerou que “o modelo de desenvolvimento dos Açores tem muito mais equilíbrio que o do continente” alegando que “as barbaridades feitas e os desperdícios monstruosos são muito menores aqui” [nos Açores].

“Tem havido muito mais cuidado na preservação da paisagem e da agricultura, enquanto no continente tem sido um vandalismo quase completo de destruição dos recursos, nomeadamente os paisagísticos e culturais”, sublinhou.

“Os Açores são o modelo e grande exemplo de preservação dos recursos e valores que temos”, disse.

Igualmente, acrescentou, “do ponto de vista ético e moral os Açores dão uma lição muito grande ao continente”, pelo facto de “haver muito mais responsabilidade e solidariedade”.

“Todos têm a aprender com a região”, sublinhou.

(...)

in Causa Monárquica, 26/05/2009

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2 Opiniões

At segunda ago 10, 08:33:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Independentemente de o regime político ser republicano ou monárquico, na sua versão democrático-constitucional, esta posição do Duque de Bragança dificilmente seria afirmada por qualquer outro político do nosso País.
Com efeito, incorporam uma análise correcta e adequada quanto à solução de desenvolvimento a adoptar como aos seus efeitos, obrigando apenas a quem decidir ter coragem política para o fazer. É lamentável que afirmações destas não sejam atendidas com atenção e desvelo pela comunicação social por não se vincularem à moda noticiosa nem a outros interesses turnistas.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

PS - Declaração de interesses políticos: democrata e republicano; regionalistas autonómico.

 
At segunda ago 10, 10:20:00 da tarde, Anonymous Paulo Rocha said...

Não sou monárquico, mas tenho que admitir que nesta matéria (e noutras) o D Duarte tem tido uma postura exemplar. É pena, como diz o Anónimo acima, que a comunicação social não dê o merecido destaque ás suas declarações.

 

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