sexta-feira, outubro 09, 2009

«Uma das melhores colheitas»

Produtores falam em qualidade assinalável de vinhos em 2009

Os produtores das principais regiões vinícolas consideram que a qualidade do vinho de 2009 deverá ser de qualidade assinalável. Há mesmo quem diga que poderá ser uma das melhores colheitas dos últimos anos, especialmente na região dos Vinhos Verdes e no Douro.

Os produtores das principais regiões vinícolas dizem que a colheita de vinho de 2009 será de qualidade assinalável, entre o bom e o excepcional, especialmente no norte do país.

O presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes considerou mesmo que 2009 será mesmo o melhor da última década, uma vez que o vinho teve uma maturação acima do normal, dado o calor que se verificou nas últimas semanas.

«Não temos dúvida nenhuma em dizer que vamos ter este ano os melhores vinhos da última década. Vamos ter grandes vinhos nos brancos e nos tintos», explicou Manuel Pinheiro.

Por seu lado, António Barbosa, da Adega Cooperativa Regional de Monção, destacou a casta Alvarinho para dizer que não se lembra de ano tão bom quando o de 2009.

«Talvez seja a melhor de sempre, dado o clima que tivemos, o tempo, a maneira como tudo correu. Foi tudo muito favorável a uma colheita muito boa», justificou.

A mesma opinião tem José Manuel Santos, da União das Adegas Cooperativas do Douro, que adiantou que este «é um bom ano claramente», porque «as vindimas foram feitas todas sob um tempo muito agradável, muito seco».

«Os comentários que vamos ouvindo dos diversos agentes económicos é que este é um ano, muito, muito bom», acrescentou o presidente da Unidouro, que destacou a Touriga Nacional, Touriga Francesa e Tinta Roriz como as melhores castas do ano.

Já o enólogo e produtor João Portugal Ramos, que tem vários vinhos alentejanos premiados, considerou que 2009 é um bom ano, mas não excepcional quanto 2008.

«Está longe de ser uma má vindima, mas penso que não atingirá o patamar de excelência como o de 2008. De qualquer maneira, estou satisfeito. Está a um bom nível», concluiu.

Por outro lado, em termos de quantidade, os produtores dizem que esta deverá equivalente à de anos anteriores ou então um pouco abaixo.

|TSF|

4 Opiniões

At domingo out 11, 12:28:00 da manhã, Blogger JOSÉ MODESTO said...

Na celebre "London Wine Exhibition" o problema é sempre o mesmo:
10 stands Portugueses.
200 de Espanha!!!incluindo o stand do embaixador.

Pede-se maior intervenção do governo nesta matéria.

Saudações Marítimas
José Modesto

 
At domingo out 11, 12:50:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Caro José Modesto,

Trata-se mais uma vez, dos nossos habituais "serviços mínimos" (excepto nos défices e nas divergências reais) e já é muito bom, apesar da qualidade dos vinhos portugueses ser de longe a melhor em relação aos seus congéneres mundiais, especialmente os de DOC - Douro.
Agora, uma coisa lhe peço, não volte a sugerir a inclusão do stand do embaixador no seio da "seita" vinhateira, como faz a aristrocata Espanha. É exigir esforço demasiado.
Uma organização, um sector de actividade económica nunca poderão manter-se em actividade (concorrencial, é claro) se não realizar continuamente investimentos, com dimensão e capacidade de intervenção muito acima da qualidade dos respectivos produtos.
Já foi tempo em que o "maná" caía do céu, não sei se por efeito da força da gravidade ou se por intervenção de qualquer outra força de tipo divino. Nos temos actuais e futuros, será preciso esgravatá-lo e muito, o que exige competência e investimento contínuo, adaptado aos tempos e adequado às exigências de desenvolvimento, em todas as suas formas de intervenção.
Mas, ninguém (quer) acredita(r) nisto, mas só no "maná" da antiguidade.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 
At domingo out 11, 02:19:00 da tarde, Blogger JOSÉ MODESTO said...

Caro Pró-7RA,grato pelo seu esclarecimento, no entanto permite-me dizer-lhe o seguinte e digo isto con conhecimento de causa:
Na zona da Corunha os vinhos são muito bons, direi mesmo excelentes e o preço deveras convidativo EURO 1 a garrafa.
No Caso de Portugal veja-se o custo de uma garrafa nos supermercados... não acha que uma grande fatia vai para o intermediário? como combater esta lacuna?

Veja-se o caso dos laticinios...com uma produção excelente (Açores-Madeira) e veja-se o desespero dos nossos produtores ( 1/2 cêntimos o litro)...é uma loucura.

Faço um apêlo: Comprar o que é nosso e desta forma podemos combater grande parte dos produtos que vêm descontroladamente para o nosso mercado. Espanha fez isto á uns anos e deu resultado.

Quanto ás apostas na modernização e no investimento, estou perfeitamente de acordo, mas o problema reside cada vez mais num país completamente desacreditado e virado como sempre para esta filosofia: Temos muitos Patrões e Não Empresários...

Por tudo isto termino dizendo-lhe o seguinte e que não disse no seu comentário.

faça-se a aposta na FORMAÇÃO, e nessa vertente que ganharemos.

VIVA A REGIONALIZAÇÃO
REGIONALIZAÇÃO PRECISA-SE.

Saudações Marítimas
José Modesto

 
At segunda out 12, 01:09:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Caro José Modesto,

Tem toda a razão no seu comentário. Na verdade, se a nível da produção se têm obtido bons resultados na melhoria permanente da qualidade dos produtos vinículas que só nos engrandecem, deverá já ter verificado que são produções do tipo familiar ou individual (empresa, pessoa, família), cujo exemplo mais recente e de superior qualidade, a todos os níveis, se tem centrado na produção de "vinhos de autor" (Granadeiro, Alentejo).
Esta característica de produção tem impedido ou, pelo menos, não tem motivado a criação de sistemas organizativos encarregados da distribuição, comercialização e marketing conjunto dos produtos vinícolas, sistema organizativo este já em aplicação, por exemplo, no sector farmacêutico.
De resto, este tipo de limitações organizativas onde se procura mobilizar os esforços tendentes à prossecução de objectivos comuns com o acesso a recursos susceptíveis de serem utilizados em comum, a fim de potenciar competitividade e desenvolvimento produtivo, estende-se por outros sectores de actividade económica e reflectem o espírito paróquio-masoquista de muitos empresários portugueses.
Esta é uma das provas da nossa ancestral infelicidade na procura do desenvolvimento, suporte fundamental da intensificação do fado da desgraça, dos crimes de faca e de alguidar e do marialvismo directivo.
Por último, gostaria de lembrar a genial organização do sistema de distribuição e de comercialização implementado pelo saudoso Marquês de Pombal, há mais de 250 anos, com regiões de denominação de origem controlada. A solução basta apenas por o imitar mas bem e de forma adequada.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 

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