domingo, janeiro 31, 2010

31 Janeiro 1891 - quando o Porto "dava cartas"

Como forma de assinalar, neste dia 31 de Janeiro que hoje estamos a viver, os 119 anos decorridos sobre a revolução republicana de 1891, deixo-vos aqui duas imagens (gravuras publicadas na revista Illustração). Na imagem debaixo, documenta-se a proclamação do novo regime feita a partir da varanda da Câmara Municipal do Porto, bem como o modo como então se saudou e festejou aquela vitória da liberdade -- ainda que efémera, como dolorosamente se viu logo depois...! , com chapéus e bengalas ao alto...
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5 Opiniões

At domingo jan 31, 11:24:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

A comemoração do 31 de Janeiro de 1891 deveria ser estendida a uma manifestação de protesto, não para exigir o pagamento dos créditos que alguns têm junto do BPP mas em relação à incompetência política crónica manifestada na implementação de um modelo de desenvolvimento que nos retire definitivamente do lamaçal em que nos encontramos e do "polvo" que nos afixia, em muitos e importantes aspectos da nossa vida colectiva. A liberdade sem desenvolvimento real e convergente é a maior hipocrisia e moralmente pior que uma ditadura.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 
At domingo jan 31, 11:47:00 da tarde, Anonymous Paulo Rocha said...

Qualquer comparação entre a sociedade civil do Porto do séc. XIX e actual é mera coincidência.

Hoje o Porto não é mais liberal e perdeu grande parte da sua autonomia económica.

Hoje a sociedade civil do Porto envergonha a memória dos seus antepassados pois transformou-se, também ela, numa subserviente do Estado.

 
At terça fev 02, 01:38:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Caro Paulo Rocha,

Concordo inteiramente, especialmente quando se manifestam paranoicamente a favor da privatização do Aeroporto de Pedras Rubras, contra a transferência de dinheiro não sei para onde, quando muitos com mais de 70 anos de idade consideram velhos grandes especialistas com grande vitalidade na casa dos 60 anos, contra a miséria do salário mínimo, a favor do Estado diminuir os salários entre 10% e 15% para poderem fazer o mesmo nas suas empresas (à semelhança do que foi feitodesdehá muitos anos com os contratos de trabalho a prazo (in)certo). Que burguesia mais estapafúrdica em comparação com a dos finais do século XIX!!! E ainda por cima, acha-se predestinada para propor soluções governamentais de desenvolvimento. Como dizia um meu antepassado: "Tal burguesia não vale o carreto".

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 
At quarta fev 03, 04:56:00 da tarde, Blogger JOSÉ MODESTO said...

Utopia.
Vêm da capital dar o espectaculo...no dia seguinte voltam para lá.

Óbviamente estou a falar dos nossos musicos e compositores.

A cultura definitivamente de costas voltadas

Saudações Marítimas
José Modesto

 
At quinta fev 04, 11:44:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caro José Modesto,

Concordo com o António Felizes sobre as condições de participação dos artistas, sejam de Lisboa ou do Porto. Actuam apenas os que são convidados para actuar, pagando-lhes para isso e demonstrariam muita idiotisse se recusassem. A decisão de convidar não foi deles mas certamente de quem tem de decidir sobre as condições de "performance" de qualquer comemoração cujos critérios de escolha, por exemplo, não estou nada interessado em conhecer nem tal me preocupa minimamente. Como se diz na minha terra, "as acções ficam sempre com quem as pratica" (assim como lapas à rocha).
O maior problema é que existem outros "artistas" (os verdadeiros artistas) deslumbrados com o que se passa ou fazem na capital, onde a bacoquice é o critério principal de actuação impulsionado pelo "snobismo" galopante intrínseco a qualquer cidade-capital (muito mais na nossa, claro).

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 

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