sexta-feira, agosto 20, 2010

Lisboa e o Centralismo

É conhecido o peso que o Estado tem em Portugal. José Mattoso defende mesmo que, no caso português, o Estado precedeu a Nação, formou a Nação.

Foi esse peso perene do Estado que impediu a formação de uma classe média autónoma, independente e amante da liberdade que assegurasse as reais condições de progresso do país.

Por falta dessa classe média orgulhosa e pensante, o país perdeu todas as revoluções industriais até hoje. A classe média portuguesa é uma classe funcionária, feita pelo Estado, dependente do Estado e, por conseguinte, profundamente respeitadora e obsequiosa do Estado, ou melhor, do poder instituído, de qualquer poder instituído.

É igualmente sabido que, em Portugal, o Estado se confunde com o poder central e este com Lisboa. Sem benefício para o país e com prejuízo para Lisboa.

O país sufoca sob o peso do centralismo lisboeta, desertifica-se, esvai-se, anula-se, morre.

Lisboa, por sua vez, mergulhada no tédio mediocratizante do funcionalismo público que a domina, reprime e nega a sua vocação natural de metrópole africana na Europa, ou metrópole europeia em África, de grande porto de mar, a abrir os braços à Europa que parte e à América que chega.

|Funes|
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6 Opiniões

At sábado ago 21, 02:51:00 da tarde, Anonymous ravara said...

Garantidamente, o PIB português vai descer até 2015, para todos? Não, os capitalistas do Norte vão continuar cada vez mais os mais ricos e os nortenhos cada vez mais pobres. Vem sendo assim pelo menos há trinta anos, o drama é que a maioria dos desgraçados que os enriquecem, aceitam a sua triste condição e para cúmulo lamentam a sua falta de habitações e elogiam o grande mérito dos senhores por quem são roubados.

O centralismo de Lisboa pode ter as costas largas, mas se esta gente se deixa explorar e gaba ainda por cima quem os explora,então não haverá regionalização que resolva seja o que for. Exactamente o que os agiotas do capitalismo português e os político-dependentes esperam que aconteça.

 
At sábado ago 21, 07:19:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

ravara comuna de merda o Norte despreza-te!!!!!! Vai la pro Alentejo ou pra Setubal!!!

 
At sábado ago 21, 07:37:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Caro Ravara, como sou também do Norte, peço-lhe desculpa pelo insulto ordinário de que foi alvo, pelo anónimo de serviço, porque pelos vistos teve origem num cidadão administrativo do Norte, a quem nunca eu próprio passei procuração para o insultar desta forma.
Lamento ainda que o não tenha mandado para Lisboa, mas lá terá as razões legítimas de um profícuo empresário português e nortenho, por onde também passará o nosso destino próximo e muito mais que certo: um contínuo empobrecimento material e de espírito.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 
At sábado ago 21, 11:42:00 da tarde, Anonymous ravara said...

Caro 7RA
Agradeço a sua solidariedade, mas isto é mesmo assim, quem anda à chuva molha-se; mas eu tenho um guarda-chuva que não é novo mas ainda veda.

 
At sábado ago 28, 11:26:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

realmente...

estes comunas com o seu discursozinho economico metem nojo.

e dizem-se diferentes dos capitalistas.

 
At sábado ago 28, 11:29:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

aquele anonimo mandou esse comuna para Setubal (peninsula) ou Alentejo, porque la o comunismo domina TOTALMENTE.
ou seja, la este "ravara" sentir-se-ia em casa.

mas algo me diz que este "ravara" é precisamente da peninsula de Setubal ou Margem Sul.

comunistas metem nojo aos porcos.

 

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