terça-feira, setembro 14, 2010

Lisboa como porta para Europa, África e Américas

António Costa vai à China promover Lisboa como porta para Europa, África e Américas

Autarca da capital junta-se à comitiva da InvestLisboa e vai tentar vender a imagem da cidade na Expo 2010, que decorre em Xangai, seguindo depois para Macau e Hong Kong.

António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), vai na próxima semana a Xangai para se encontrar com empresários chineses. O objectivo é promover a capital portuguesa, nesta viagem que depois continuará em Hong Kong e Macau, onde repetirá acções de promoção da cidade para captar investimentos e divulgar Lisboa como destino turístico.

O autarca, que já em Maio tinha realizado similares acções em Paris, vai participa na Semana de Lisboa, um evento temático que vai decorrer no pavilhão de Portugal na Expo 2010, em Xangai. E será no centro de negócios da representação nacional que o líder camarário tentará estabelecer contactos com algumas dezenas de empresários chineses.

Xangai será a primeira das três paragens onde Costa vai tentar espalhar a mensagem de que "Lisboa é a porta para a Europa, África e Américas". Depois disso, seguirá para as regiões administrativas especiais da China, Hong Kong (dia 15) e Macau (dia 16).

O autarca, que em Junho foi confrontado com um diagnóstico pouco favorável sobre a capacidade de Lisboa atrair investimento estrangeiro, não vai sozinho. Viaja integrado na comitiva da InvestLisboa, uma entidade criada em 2009, cuja ocupação é atrair capital no exterior do país, e que resulta de uma parceria entre a CML e a Associação Comercial de Lisboa (ACL)/Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa, com o apoio da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

O tema da Expo 2010 é "Melhores Cidades, Maior Qualidade de Vida". E, segundo o tal diagnóstico, apresentado antes do Verão, uma Lisboa melhor para novas estratégias de promoção da cidade. Em Junho passado, um estudo realizado por finalistas do Lisbon MBA - um programa de formação em Gestão de Empresas promovido pelas Universidades Católica, Nova e MIT Sloan School of Management - concluiu que uma das carências de Lisboa é precisamente o facto de ser desconhecida em grande parte do continente asiático, e dos empresários chineses em particular. Razão pela qual o mesmo trabalho propunha que Lisboa se dê a conhecer em grandes acontecimentos ou encontros empresariais na China, recentemente chegada à posição de segunda maior economia mundial, logo depois da norte-americana.

No início da semana, Portugal realizou a Semana do Turismo naquela exposição de Xangai, onde o secretário de Estado para o sector, Bernardo Trindade, qualificou a China como "uma aposta fundamental na estratégia de diversificação" do Governo português, salientando que aquele país se tornou uma dos maiores fontes de turistas do mundo.

Em declarações à Lusa, o governante especificou que, no ano passado, cerca de 50 milhões de chineses viajaram por outros países (mais 1,8 milhões do que em 2008) e que em 2020 esse número deverá chegar aos cem milhões. "Portugal não pode perder este oportunidade", enfatizou o secretário de Estado.

A Expo 2010 decorre até 31 de Outubro numa área de 528 hectares (dez vezes a área a Expo "98, realizada em Lisboa). É a maior de sempre, com mais de 49 milhões de visitantes até agora. O pavilhão português recebeu já três milhões de pessoas, um recorde em exposições universais.

Dez pontos fortes, incluindo salários baixos Segundo informação disponível no site da parceria InvestLisboa, a imagem que a comitiva lisboeta vai tentar vender é a de uma cidade que será uma "plataforma privilegiada de acesso aos 500 milhões de consumidores europeus, possuindo modernas infra-estruturas de transporte e logística, com ligações a mais de 150 destinos europeus e transcontinentais".

É desta forma que se descreve o primeiro dos pontos fortes na capacidade de Lisboa em atrair investimento. Citando a ONU, a mesma agência de captação de investimento classifica Lisboa como "a capital europeia mais segura", e Portugal como "o país que melhor acolhe os imigrantes". "Estabilidade social, políticas activas de fomento do empreendedorismo, inovação e simplificação administrativa" são outros dos argumentos que contribuem para "uma cidade que atrai cada vez mais empreendedores e outros talentos internacionais".

Além disso, Lisboa "tem relações empresariais privilegiadas com os sete países que partilham a língua portuguesa, e dispõe de recursos humanos qualificados, flexíveis, criativos, multilingues e altamente competitivos (remunerações médias 50 por cento abaixo da União Europeia), e investigadores e universidades com prestígio internacional." "Está no centro de uma região que gera 40 por cento do PIB nacional e cujos três milhões de consumidores constituem uma população aberta à inovação, sendo uma região privilegiada para testar novos produtos e serviços", destaca a InvestLisboa.

|Público|
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