domingo, setembro 19, 2010

Museu do Douro quer ser o “melhor do mundo”

Um museu que tem como principal espólio a região onde está inserido. Esta é uma das características que distingue o Museu do Douro, aberto ao público desde Dezembro de 2008 em Peso da Régua.




A região demarcada mais antiga do mundo e património da humanidade desde 2001, encontra neste Museu um espaço para ser investigada e divulgada. “Este museu tem uma única peça que é o Vale do Douro”, diz ao SAPO Fernando Maia Pinto, director do Museu do Douro.

“Estou muito contente e satisfeito com o trabalho que se fez até agora”, conta o director, que acredita que o Museu do Douro poderá alcançar o estatuto de “melhor museu do mundo”.

No ano passado, 40 mil pessoas cruzaram os portões da antiga sede da Real Companhia Velha, que instituiu a região demarcada do Douro em 1756. O edifício, que mantém a traça original e conserva ainda alguns espaços da época, tem duas galerias para exposições temporárias. Já o espaço para exposições permanentes, localiza-se no Solar do Vinho do Porto.

Para este ano, Fernando Maia Pinto prevê um número total de “30 mil visitantes”. “Este ano o número de visitantes desceu, o que pode estar relacionado com dois motivos, primeiro por não termos feito uma grande exposição anual e, segundo, uma certa crise de consumo no nosso país”, explica o arquitecto e director do Museu.

Museu território: um conceito inovador

Além das exposições e serviço educativo, o Museu do Douro explora um conceito inovador. Através da construção de pólos em diferentes locais da região, a fundação visa implantar o conceito de “museu território”.

Um dos objectivos é “fazer uma rede com os pequenos núcleos que o museu vai construindo”, salienta o director. “Desde Freixo de Espada à Cinta até Resende”, completa Fernando Maia Pinto.

Em cada núcleo são exploradas as características específicas daquele local: “em Freixo de Espada à Cinta destaca-se a produção de seda e São João da Pesqueira centra-se no vinho”.

A investigação da vida de grandes personalidades do Douro é outro objectivo do museu. O Barão de Forrester já foi alvo de uma exposição. Antónia Adelaide Ferreira, mais conhecida por Ferreirinha, vai ser homenageada em 2011.


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