quarta-feira, setembro 01, 2010

Vindimas - Douro espera colheita 40% acima da de 2009

A Região Demarcada do Douro estima um aumento da colheita para as cerca de 300 mil pipas nesta vindima, mas as atenções estão muito concentradas nas condições meteorológicas que poderão condicionar a produção.

Já se vindima no Douro. Algumas propriedades começaram a cortar as uvas brancas, enquanto as tintas estão um pouco mais atrasadas em termos de amadurecimento. Dentro de duas semanas, a Região Demarcada estará em plena vindima.

Segundo dados da Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), a expectativa de colheita possui um intervalo entre as 303 e as 366 mil pipas. O responsável, Fernando Alves, disse à agência Lusa que se prevê uma "boa" colheita, mas "não extraordinária". Quanto à qualidade, o responsável espera um "resultado final muito bom".

A confirmarem-se as previsões, o aumento da produção será de cerca de 40% comparativamente com a declarada no ano passado (211 mil pipas) e cerca de 20% a 25% superior à média de produção do Douro (265 mil pipas).

Produção regular no Dão...

Uma "produção regular" é esperada este ano na Região Demarcada do Dão, ainda que existam alguns receios quanto à possibilidade de vir a registar-se uma vaga de calor que leve as uvas a entrar em "stresse hídrico".

O enólogo Carlos Silva explicou à agência Lusa que, neste momento, "a relação fruto/vegetação está equilibrada, sendo esperada uma produção regular", e, no que respeita à qualidade, "as condições climatéricas até agora são favoráveis". No entanto, até à vindima, que deverá começar em força por volta do dia 15, "há muita coisa que pode acontecer".

... divisão em Lisboa...

Os produtores da região de Lisboa consideram que é cedo para saber como será o vinho deste ano e dizem que a maturação da uva está atrasada, embora em Carcavelos a vindima seja mais cedo, devido ao calor. Já no Bombarral, se se mantiver o tempo seco, é esperada "uma cultura fantástica (...) porque tudo indica que vamos ter uma colheita muito boa", disse Carlos João Pereira da Fonseca, da quinta do Sanguinhal.

... e aumento no Alentejo

"O andamento das vindimas está dentro do ritmo normal. Nós até já enchemos a nossa capacidade e estamos em período de fermentação", afirmou Joaquim Carvalho, presidente da Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito.

Também a Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz perspectiva "inverter a tendência dos últimos três anos", em que "se registaram quebras na produção", disse o enólogo da "casa", Rui Veladas. Borba espera manter a produção ao "nível do ano transacto". Portalegre acredita que a maior percentagem colhida será de uvas tintas.

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1 Opiniões

At quarta set 01, 10:27:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Tendo por base o conhecimento que se tem das regiões vinícolas, a Região Demarcada dos Vinhos do Porto e do Douro tem mais de 220 anos e representou a afirmação de uma estratégica política de longo prazo. A empresa então constituida ainda hoje existe, em mãos privadas, e para a região demarcada existem entidades reguladoras, como (agradeço que me corrijam se estiver errado):
(1) O Instituto da Vinha e do Vinho
(2) O Instituto do Vinho do Porto
(3) A Casa do Douro
Este é um exemplo real que justifica uma racionalização orgânica que, juntamente com outras da mesma ou de maior ou menor dimensão, poderia ajudar o Governo a reduzir a despesa do Orçamento de Estado em valores muito significativos. Por outro lado, em muitos casos, seria um oportunidade para localizar numa Região Autónoma a(s) sede(s) de organismos de coordenação e supervisão de actividades que não existem nas restantes Regiões Autónomas, com a vantagem de terem de ser os 'naturais da terra' a mandar nesses organismos de coordenação.
Por isso, ponham a CASA do DOURO, com sede na Régua, a supervisionar e a coordenar TODA a produção vitivinícola no Alto Douro (generoso e de mesa) e, para esta região demarcada, extingam todas as que porventura ainda existam inexplicavelmente noutras cidades mais ou menos distantes.
Já estou a ouvi-los: "- Ah! Mas isso não pode ser assim, dessa maneira tão rápida e radical".
Não pode, mas vai ter de ser e quanto mais tarde pior.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 

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