sexta-feira, dezembro 03, 2010

A lengalenga do anti-regionalista

«Acredito na descentralização, mas não acredito na regionalização. O nosso país, no seu todo, tem a dimensão correspondente a uma região média europeia. O caso dos Açores e da Madeira é muito especial, pela geografia e pela história. Não podemos correr o risco de perder uma coesão nacional que se diluiria se houvesse regionalização.»

Vasco Graça Moura ao JN. A lenga-lenga dos anti-regionalistas continua a mesma passados 12 anos, assente apenas em mitos pacóvios e mentiras grossas.

Acreditam na descentralização, mas não se lhes conhece uma única medida nesse sentido.

Distorcem o mapa da Europa e dizem coisas tão incríveis de tão falsas como "o nosso país, no seu todo, tem a dimensão correspondente a uma região média europeia" (!?!?). É que o nosso país, no seu todo, é superior ao país médio da UE. Eu sei que é muito mais fixe passarmos a vida a dizer que "o país é pequenino, coitadinhos de nós", mas na verdade o país é mediano, grandito até, para os padrões europeus... A diferença é que a maioria dos países, mesmo sendo mais pequenos que o nosso, estão regionalizados.

Last but not least, a "coesão nacional". Será "coesão nacional" a diferença brutal do PIB per capita do Norte em relação ao do Vale do Tejo? Dane-se a coesão nacional se assim for. Os Açores e a Madeira estão mais "coesos" agora ou antes de estarem regionalizados? É fácil lembrar Jardim, e pelos vistos também já ninguém se lembra dos movimentos bombistas que defendiam a independência dos arquipélagos antes da regionalização.

E também é fácil esquecer o crescimento brutal da emigração portuguesa para Espanha, sobretudo partindo do Norte e interior do país, não será isso atentatório à "coesão nacional"? O nosso modelo de desenvolvimento deve então continuar a inspirar-se no modelo grego? Pode-se "retalhar" o país em freguesias, concelhos, distritos, mas jamais em regiões porque a seguir ia querer ser tudo um país independente? Será? E porque seria?



|renas e veados|
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2 Opiniões

At sexta dez 03, 08:17:00 da tarde, Blogger templario said...

O que mais atropela os regionalistas, é alguém defender a Descentralização. Eu, pessoalmente, defendo uma Descentralização, correta, na base de um estudo profundo e honesto, decorrente das experiências já no terreno, tal como Graça Moura.

Nada de poderes políticos regionais e acabem com a lenga-lenga de que seriam órgãos autárquicos. Querem enganar quem?

Onde é que estão os "mitos pacóvios" e "mentiras grossas" quando se defende a Descentralização? Sabemos bem porque preferem a Regionalização...: O que lhes interessa é a criação de 5 "Terreiros do Paço", onde possam instalar os seus bandos e camarilhas que há muitos anos vivem da política, à custa do povo, encravando o país em dívidas, os mesmos que agora querem retalhar o país, como se não tenham nada a ver com o vexame que estamos a suportar.

Quase todos os regionalistas estão nos aparelhos partidários, que destruiram por golpes e contragolpes, transferindo o sistema partidário para dentro do Estado, onde há agora míngua de lugares. Através dessa artimanha, em aliança com uma certa burguesia capitalista nacional e internacional, e com a "Nomenklatura" criada na área estatal, querem comprar o Estado, enfraquecê-lo nas suas relações com o mundo, alienar a política ao povo.

A "regionalização" no espaço ibérico começou a definir-se há 850 anos, com a nossa independência, e está ainda em desenvolvimento, com as autonomias espanholas a reivindicarem cada vez maior libertação de Castela e Leão.

Portugal é uma "região" independente da chamada Pen. Ibérica (ninguém até hoje conseguiu provar que o nosso povo descenda de algum povo chamado Iberos, uma invenção da intelectualidade castelhana, no seu permanente sonho por um "império doméstico", e somos, de facto, uma média região europeia.

O nosso povo vive extremas dificuldades, as práticas ilícitas nos aparelhos partidários são conhecidas de todos, a democracia e governação sentem os efeitos; mas alguém ouve os regionalistas denunciarem este crime, à vista de todos, exigindo uma profunda revolução nos partidos, denunciando os gangues que os dominam, para restabelecer a fortaleza desses pilares vitais do regime?

Não. Preferem estilhaçar o país, sempre comparando o nosso país, a nossa história e cultura com outros países que nada têm a ver connosco.

Era altura de terem vergonha de invocar como exemplo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores. Salta à vista de toda a gente que só a sua situação geográfica em relação ao continente é suficiente para se aceitar o estatuto actual.

O que deve ser combatido sem tréguas em Portugal é contornado pelos regionalistas, aparelhistas, burocratas, servidores públicos, todos comedores da manjedoura nacional, como se tenham hoje legitimidade para ..... postas de pescada.

 
At sexta dez 03, 09:03:00 da tarde, Blogger Antonio Almeida Felizes said...

e a lengalenga continua !...
(ver comentário acima do templario)

Cumprimentos,

 

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