quinta-feira, dezembro 09, 2010

Trás-os-Montes - Posta Mirandesa a caminho da certificação

A Cooperativa Agro-Pecuária Mirandesa aguarda o reconhecimento da Denominação de Origem Protegida (DOP) da «Posta Mirandesa e do «Redeão Mirandês», para colocar estes produtos no mercado já no próximo ano.

Recorde-se que a carne mirandesa já se encontra protegida pela DOP, mas o objectivo é apostar na promoção destes subprodutos para reforçar a presença da marca dos mercados nacionais e internacionais
A par da DOP, a Cooperativa também já pediu à União Europeia e ao Ministério da Agricultura o alargamento de área geográfica para a produção de bovinos mirandeses, que também conta com efectivos em zonas distantes do solar da raça, como o Alentejo.

“Quando este processo ficar concluído, os produtos e derivados de animais de raça mirandesa poderão ser produzidos em toda a área de dispersão da raça mirandesa, para além dos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro, Vimioso, Bragança, Macedo de Cavalheiros, Vinhais.

O responsável acredita que, da parte do Governo português, o reconhecimento da DOP para a “Posta Mirandesa” e “Redeão Mirandês” estará para breve. No entanto, “as estâncias da UE poderão levar mais algum tempo a reconhecer o produto transmontano”, antevê o secretário técnico da Associação de Criadores de Bovinos de Raça Mirandesa, Fernando Sousa.
O responsável entende, por isso, que o processo de reconhecimento deveria ser mais célere, já que trata de um dos produtos de origem agropecuária mais copiados” em todos o país, com nítidos prejuízos para os produtores de bovinos mirandeses envolvidos na fileira da carne.

Carne Mirandesa vai estar presente no Salão Internacional de Agricultura, que decorrerá em França

Nos próximos anos, a Cooperativa Agropecuária Mirandesa quer tornar-se num dos principais produtores de carne bovina de qualidade, proveniente de raças autóctones. Para tal, vai estar presente nos mercados externos, a começar pelo Salão Internacional de Agricultura, que decorrerá em França na última semana de Fevereiro, onde a carne de bovino mirandês terá de competir com países como a Brasil, Rússia e França, entre outros.

“Acreditamos na qualidade do nosso produto e, por esse motivo, vamos estar instalados num pavilhão com mais de 130 metros quadrados, ao lado dos grandes produtores mundiais de carne de bovino”, frisou Fernando Sousa.

Actualmente, o efectivo da raça é composto por 4.600 vacas reprodutoras dentro da área geográfica do solar, às quais se juntam 1.300 animais espalhados um pouco por todo o País.

|Jornal Nordeste|
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