segunda-feira, abril 11, 2011

Rio diz que o regime “está doente” e pede “regionalização que valha a pena”

Rio pede regionalização sem aumento de despesa.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, diz que o regime político democrático em Portugal “está doente”.

No congresso do PSD Madeira, no Funchal, Rio afirmou que “Portugal está doente, mas é o próprio regime democrático que está doente”.

“Não conseguiremos seguramente melhorar o regime democrático e a situação do país se não tivermos um poder político credível e forte e aquilo que temos é um poder político desacreditado e fraco”, lamentou.

“Quando digo poder político não estou a dizer os políticos ou as pessoas, porque se o problema fosse mesmo das pessoas trocava-se as pessoas e tudo ficaria bem. Mas as pessoas já se trocaram muitas vezes, ao longo de muitos anos. O problema, infelizmente, é muito mais de fundo”, realçou.

Rui Rio manifestou-se favorável a uma regionalização no continente desde que a mesma não implique mais despesa para o Estado. “Uma regionalização que valha a pena”, afirmou.

“Não digo que, se houvesse agora um referendo, votava sim ou não, porque dependeria do modelo. Há dez anos votei não e votaria não em qualquer circunstância. Hoje, não, estou disponível para votar sim em soluções que entenda que, com menos dinheiro, se pode fazer melhor, tomando também como o modelo o êxito que tiveram as actuais regiões autónomas”, concluiu.

|Porto24|
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3 Opiniões

At segunda abr 11, 09:40:00 da tarde, Anonymous zangado said...

Rui Rio é licenciado em Economia, foi deputado pelo círculo do distrito do Porto (presumo)e ao longo da sua carreira política nunca fez nada pelo Porto e pelo Norte. Sempre acatou o centralismo lisboeta. Acabou por entrar na Câmara do Porto e, apesar da sua propaganda, pouco fez e muito piorou na cidade.É muito interessante verificar que ele, como outros que por aí andam, só há pouco tempo acordou para uma verdade inquestionável: o roubo descarado e a discriminação que o Porto e a maior parte do país sofrem por parte dos governos centralistas lisboetas do PS agora, como do seu partido anteriormente, pelo que a regionalização surgiu como a única forma de acabar com essas realidades.Rui Rio e muitos outros estiveram sempre contra, apesar das estatísticas nacionais e estrangeiras demonstrarem os males do centralismo lisboeta e a sua macrocefalia.
Acordou para a realidade apenas há meses, pois só há algum tempo é que leio uma ou outra afirmação sua contra a realidade centralista em que temos vivido.O que é que andou tantos anos na vida política a fazer? Distraído ou alienado da realidade, o que é inadmissível num indivíduo natural da cidade do Porto, embora não pareça!

 
At terça abr 12, 12:32:00 da manhã, Blogger Antonio Almeida Felizes said...

Caro Zangado,

Desta feita, partilho, inteiramente, esta sua opinião sobre o processo de conversão à Regionalização do Dr. Rui Rio.

Cumprimentos,

 
At terça abr 12, 07:39:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Esta intervenção do Dr. Rui Rio aparece tarde e a más horas. Há já dois ou três anos aqui escrevi que a regionalização acabará por ser implantada no território continental a mal, se não tiver sido antes a bem.
Nos tempos que correm, as soluções para os problemas nacionais que são de natureza financeira (mas têm causas de natureza económica, organizativa e de liderança) irão ser resolvidos (se o forem), adoptando soluções financeiras. As mais fáceis e as mais rápidas, mas nada melhorará do ponto de vista estrutural se não se atacarem as condições de exercício de convergência real, mais de natureza económica e mais difíceis de implementar.
Quanto aos nossos dirigentes políticos é degradante vê-los a penar nas tentaivas de cada um sacudir a água do capote e afirmar a sete pés que o que haverá a fazer não é nada consigo, independentemente do resultado dos congressos e eleitorais recentes. Também, como já é nosso hábito, dar o dito por não dito por um monte de lentilhas ou pela preocupação de respeitar na estrutura do Estado a mesma hierarquia eleitoral verificada nas últimas eleições presidenciais, pelo menos até à segunda figura da hierarquia.
Para além de virmos a ser mais uma vez originais - o único País do Mundo que vai ter cresccimento previsional negativo em 2012 - receio que o FMI, a CE e o FEE, não nos largarão tão cedo.
Não será o Genral Beresford mas o Senhor dinamarquês a Governar. O que tem sido feito é remendar a situação e não se perspectiva nada melhor depois de 5 de Junho. Pelo contrário.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 

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