sexta-feira, maio 20, 2011

Macário Correia defende eleição direta dos presidentes das comunidades intermunicipais

Os presidentes das comunidades intermunicipais deviam ser eleitos pelo povo e não pelos seus pares, defendeu hoje Macário Correia, líder da comunidade intermunicipal do Algarve, reclamando igualmente mais competências para estes órgãos.

“Era mais lógico que a gente evoluísse para um processo de regionalização e que a eleição fosse direta e universal, que o cidadão eleitor escolhesse diretamente o presidente”, disse à Lusa Macário Correia, presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), à saída de uma conferência sobre “Os modelos de Comunicação Institucional nas Comunidades Intermunicipais”, que decorreu em Caldas da Rainha

Macário Correia sustenta que “só assim” os líderes das comunidades intermunicipais terão “legitimidade eletiva universal” que implica “outro estatuto e repensar o Estado e o seu modelo organizativo”.

O presidente da AML critica ainda a “falta de um leque expressivo de competências” atribuídas às comunidades intermunicipais diz estarem “disponíveis para evoluir de um carater associativo para um outro patamar”, em que “pudessem coordenar organismos regionais do Estado que são articulados em Lisboa, onde não se conhecem as realidades de cada região”.

Orador no painel “A comunicação institucional nas Comunidades Intermunicipais: Aspetos externos e aspetos internos”, Macário Correia sublinhou as atividades desenvolvidas pela AML que considera “ valorizar a função dos municípios” e não poupou criticas à falta de competências das comunidades e assembleias intermunicipais.

“Os executivos já têm poucas competências, mas as assembleias têm ainda menos, apenas votam o orçamento e plano, o quadro de pessoal, e depois não tem matéria” afirmou Macário Correia considerando que “com este modelo organizativo, em que o Estado não lhe atribui orçamento nem competências, cada reunião é um encontro social, em que as pessoas de encontram por razões de amizade e de boa vizinhança, mas não estão ali a decidir o futuro daquela região, porque não tem poderes para isso”, concluiu.

A conferência prossegue esta tarde com mais dois painéis a debaterem o paradigma comunicacional das redes de comunidades intermunicipais e a modernização e conhecimento na competitividade intermunicípios.

|Lusa|
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