quarta-feira, maio 11, 2011

Portagens na A28 reduzem tráfego entre Caminha e Porto

O tráfego na A28, entre Caminha e o Porto, caiu 22,4% no último trimestre de 2010, coincidindo com a introdução de portagens, mas a entrada em Portugal através de Chaves registou uma subida.

Os números vão ser analisados hoje em Valença por representantes das associações empresariais dos dois lados da fronteira, mas segundo os dados do estudo a divulgar, e a que Lusa teve acesso, denotam uma quebra na utilização da A28 no quarto trimestre do ano passado, comparativamente com o mesmo período de 2009.

Se pela A28, auto-estrada que, sem custos para o utilizador, ligava praticamente a fronteira mais a norte, entre Caminha e Vila Nova de Cerveira, ao Porto, a quebra foi de 22,4%, no mesmo período o número de veículos que passaram na fronteira entre Chaves e Verín subiu cerca de 8%.

"Há um decréscimo global de movimento de galegos em relação à região do Alto Minho", apontou à Lusa o presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo, Luís Ceia, fazendo o contraponto com a subida através de uma fronteira "não portajada".

Os dados constam de um estudo do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial do Norte de Portugal e Galiza (AECT), entidade com sede em Vigo, que contou com a colaboração da Universidade de Santiago de Compostela, com o propósito de avaliar o impacto das portagens na mobilidade transfronteiriça nos últimos três meses de 2010.

Além da diminuição do tráfego na A28, desde a introdução de portagens em Outubro, o estudo aponta para quebras na utilização a A3, entre Valença e Porto e na A27, entre Viana e Ponte de Lima, esta ainda sem custos para o utilizador (SCUT).

Ou seja, uma descida "generalizada" que se faz sentir "de forma mais gravosa" na região do Alto-Minho, tendo em conta a "desinformação" existente na Galiza sobre as formas de pagamento, garante Luís Ceia.

"Um reflexo importantíssimo, porque as pessoas [galegos] duvidam e em caso de dúvida não se querem meter em alhadas", aponta.

Quebras de mais de 50% no volume de negócios, com visitantes da Galiza, são as primeiras consequências detectadas pelos empresários alto-minhotos.

As conclusões deste estudo serão divulgadas hoje, em Valença, por representantes das maiores associações empresariais de Pontevedra (Galiza) e do Minho, em que vão transmitir ainda as preocupações com a perda de competitividade e a violação do princípio europeu de mobilidade depois da introdução de portagens nas antigas auto-estradas SCUT do Norte de Portugal.

|Lusa|
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