terça-feira, junho 28, 2011

Contra-ciclo: Calçado Xuz estuda mudança de sede de Lisboa para o Norte do País

É comum ver empresas do Norte a deslocalizarem as sedes para a capital, o inverso constitui surpresa. Mas é isso mesmo que Carmo Alvim e Rita Melo estão a estudar, uma vez que querem controlar mais de perto a produção de calçado Xuz, que subcontratam a seis empresas divididas por Felgueiras, São João da Madeira e Barcelos.

A sócia fundadora da Xuz, Carmo Alvim, sem querer revelar o que ainda está em segredo, disse ao GRANDE PORTO que será mantido um escritório em Lisboa. A marca, que recuperou a tradição das socas, vende sobretudo no mercado doméstico através do canal multimarca.

Mas a prioridade é exportar cada vez mais. Se em 2010, a exportação teve um peso de seis por cento no volume de negócios, “este ano chegará aos 15 por cento”. Suécia, Noruega, Finlândia, Dinamarca, Holanda e Alemanha são os mercados em questão.

O calçado de base de madeira (socas, sandálias e botas) da Xuz posiciona-se no segmento médio alto e chega a ultrapassar os 100 euros. Em 2010, a Xuz facturou cerca de 600 mil euros e vendeu dez mil pares de sapatos. O grande cliente, nesta fase inicial, é o mercado português, onde a Xuz está em 60 pontos de venda multimarca. “Ter lojas próprias para nós não é relevante, não passa por aí o desenvolvimento do negócio. O que queremos fazer é gerir a marca, ter modelos diferentes, produzir em Portugal e exportar cada vez mais”, sublinha Carmo Alvim.

|grandeportoonline.com|
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1 Opiniões

At terça jun 28, 11:45:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Iniciativas deste tipo são as únicas que contribuem para inverter o movimento desertificador que se verifica no interior do nosso País. Se a regionalização estivesse implementada, existia outra sensibilidade para apoiar este tipo de iniciativas que só podem contribuir para o crescimento económico e, numa perspectiva mais ampla, para assegurar condições efectivas de desenvolvimento.
Até hoje, quem tem tido a responsabilidade de governar nunca conseguiu inverter o movimento de desertificação contínuo do interior em direcção ao sobre-povoamento do litoral e, muito mais grave, nem sequer se preocupou em estancar os movimentos emigratórios para outros Países.
Um País com governos que têm no seu 'curriculum' acções desta natureza, incapazes de assegurar condições internas de desenvolvimento e a beneficiar sempre as mesmas regiões e os mesmos protagonistas de duvidosa acção, seja em que matéria for, também contribuem para lesar a Pátria nos seus interesses mais legítimos e duradouros. Interesses duradouros relacionados com a cultura, com as tradições, com a língua portuguesa, em suma, com tudo aquilo que nos distingue dos outros Países por meio de características qualitativas.
É triste, mas tem sido uma realidade permanente. E não se pense que vai mudar, vai até intensificar-se, a avaliar pelo que se diagnostica como solução para a crise. Crise? Para quem?

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 

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