sábado, julho 09, 2011

"Problemas das contas públicas não se resolve cortando municípios"

Nas vésperas de mais um Congresso Nacional, que reunirá mais de mil autarcas em Coimbra, Fernando Ruas, histórico dirigente da Associação Nacional de Municípios, em entrevista ao Negócios, esgrime os argumentos a favor da preservação da autonomia política e financeira das autarquias.

O contexto é de austeridade, o país está intervencionado, mas isso não é razão bastante para que aceitem o plano de contenção que lhes está destinado. Conquistado que está o Governo para a causa dos municípios, também a troika poderá dar o braço a torcer.







|Jornal Negócios|
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5 Opiniões

At domingo jul 10, 10:12:00 da manhã, Blogger Zé Lourenço said...

Mas também se resolve cortando Municípios...

 
At domingo jul 10, 11:03:00 da tarde, Blogger manuel amaro said...

Isto é o máximo... claro que não resolve o problema. Mas se houver 78.000.000.000 de casos e todos pouparem 1€ ficamos mais tranquilos.
Os autarcas são cidadãos normais... e um cidadão normal sabe que as ilhas dos Açores, a Madeira, o Algarve, o Alentejo e o resto do país tem municípios a mais... cuja receita não cobre a despesas dos autarcas...
Organizem-se, poupem e dêem melhor vida aos cidadãos.
Deixem a vaidade de lado...
Quase 100 municípios virtuais, não têm razão de ser... e mais de 1.500 freguesias...
Vejam o caso de Lisboa...

 
At segunda jul 11, 10:34:00 da manhã, Blogger João Marques Ribeiro said...

Caro Zé Lourenço:

Resolve-se cortando municípios porquê? Se a administração local representa apenas 15% da despesa pública em Portugal, quando a média europeia é de 25%?

O grande cancro da despesa pública é a administração central do Estado, onde se concentra a esmagadora maioria da despesa, que está escondida e passa despercebida, tal como referi no artigo "tapar o sol com a peneira", que aqui publiquei há uns dias.

O Poder Local, numa campanha apoiada por políticos do aparelho central do Estado e por uma comunicação social a quem não dá jeito nenhum que o "circo" do centralismo se desmonte, está a ser tomado como bode expiatório da crise.

O que é injusto, quando se sabe que, nas zonas deprimidas do país, acabar com o poder local é pura e simplesmente acabar com aquela terra.

Caro Manuel Amaro:

Recomendava-lhe que desse uma olhadela ao post que publiquei com a tabela da média de população dos municípios, em Portugal e em alguns parceiros da União Europeia.

E depois diga lá onde é que vê municípios a mais em Portugal.

Cumprimentos a ambos,

 
At segunda jul 11, 05:13:00 da tarde, Blogger manuel amaro said...

Onde vejo municípios a mais?...

Começando pelas Virtuosas Regiões Autónomas... vejo municípios a mais em todas as ilhas, excepto aquelas que correspondem a um município.

Continuando pelo Algarve, vejo 6 municípios que não têm razão de ser...

Alcoutim, Castro Marim, São Brás de Alportel, Monchique, Aljezur e Vila do Bispo...
Devem ser extintos???
Não!!! Nunca!!!
Devem ser integrados nos municípios vizinhos.

Subindo pelo Alentejo até ao Minho e Trás-os-Montes... idem, idem, aspas, aspas...

 
At terça jul 12, 12:09:00 da tarde, Blogger Zé Lourenço said...

Caro João Marques Ribeiro
Sei que o assunto é delicado e não deve ser encarado de ânimo leve.
Todavia estou convencido que,para além dos aspectos puramente economicistas, existem razões que justificam mexer no actual quadro dos concelhos e freguesias. Um só ex. porque este assunto (apaixonante) é demasiado vasto para «comenários»:
Uma das razões porque há século e meio atrás se consagrou o actual quadro, teve a ver com as acessibilidades. O País não tinha estradas e os meios pessoais de transporte eram o que eram, logo a sede do concelho não podia estar demasiado longe, já que as pessoas, por tudo e por nada tinham que se deslocar ao seu centro administrativo.
E hoje? Quase tudo se pode tratar pela internet,quase todos têm automóvel, estradas e autoestradas não faltam! Então? O «penacho» de ser sede do concelho ou de freguesia, os cargos que «dignificam» e recompensam os caciques locais dos Partidos, são mais importantes, não é?
Nesta matéria respeito todas as opiniões, mas acho que é um debate que tem toda a razão de ser e é, também, nas muitas «migalhas» de poupança que se poderá dar um contributo para a resolução da grave situação do País... desde que isso contribua, também, para uma mais eficiente gestão do território.
Cumprimentos.

 

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