segunda-feira, agosto 08, 2011

Investigadora acredita que o abandono do interior está a contribuir para crise económica

Portugal foi classificado em 2004 como o terceiro país europeu mais desertificado

A desertificação do interior está a contribuir para a crise económica no país, acredita uma arquitecta portuguesa que está a desenvolver um projecto multidisciplinar sobre o tema com a Universidade de Manchester (Reino Unido).

“A situação económica actualmente tem muito a ver com o abandono total do interior, porque temos um país em que dois terços não estão a produzir o que deviam”, afirmou Cristina Rodrigues à agência Lusa. Na sua opinião, “não está a ser explorado a nível territorial o potencial económico do país”. Rodrigues está convicta de que “se isso for revertido, a situação económica transforma-se”.

Foi da “vontade de trazer mais gente para o interior e combater esta causa” que Cristina Rodrigues começou a colaborar com o Instituto para a Investigação e Inovação na Arte e Design de Manchester (MIRIAD na sigla inglesa).

De contactos casuais com responsáveis da instituição durante viagens profissionais a Inglaterra surgiu um convite há dois anos para dar aulas na Universidade Metropolitana daquela cidade no norte do Reino Unido. Com os alunos, fez um projecto para tentar resolver o problema de Chanca, uma das vilas mais desertificadas do concelho de Penela (Coimbra) que no fim foi oferecido à autarquia local.

Depois desta experiência, o MIRIAD decidiu pedir à portuguesa para continuar. Para Cristina Rodrigues, esta foi uma oportunidade de formar uma equipa multidisciplinar para estudar um tema que a preocupa.

Citando dados da Agência Espacial Europeia, refere que Portugal foi classificado em 2004 como o terceiro país europeu mais desertificado, atrás da Itália e da Turquia e à frente da Grécia e da Espanha. “Prevê-se que, dentro de 20 anos, dois terços de Portugal estarão desertos”, vincou, cenário que ameaça também o resto da Europa do Sul.

Juntamente com artistas, ecologistas, designers, gestores de turismo e antropólogos, quer explorar vias para combater a desertificação do território.

Uma ideia é criar pólos de escritórios mais baratos para jovens empreendedores, que no futuro acabem por se fixar na localidade, ou tentar novas abordagens ao turismo rural.

Além de Penela, vão servir de projectos-piloto Idanha-a-Nova e Alcoutim.

A divulgação do projecto em Portugal será feita em Setembro em Faro, onde Rodrigues irá organizar uma série de seminários na Escola de Hotelaria e Turismo, de 14 a 17.

|Lusa|
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1 Opiniões

At segunda ago 08, 09:32:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalstas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Sem mais nem menos, como se tem defendido aqui, ao propor-se, na regionalização autonómica, o aproveitamento intenso dos recursos endógenos.
Mas tudo isto será insuficiente se não se proceder a uma reforma profunda da estrutura e funcionamento de TODOS os organismos do Estado.
TODOS, apesar de ser dificíl, mas sempre possível.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 

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