terça-feira, agosto 23, 2011

"Os territórios são alfobres de recursos e competências"

Quando se fala das dificuldades financeiras que o país enfrenta na actualidade, e quando se fala das limitações de competitividade geral da economia portuguesa, diz-se amiúde que tal se deve a Portugal ser um país pobre, isto é, de parcos recursos.

A propósito, quero que fique claro que os territórios são alfobres de recursos e competências e que a sede primeira da respectiva afirmação económica são os seus recursos e competências, interpretadas estas como capacidade de transformar recursos de base em produtos e serviços negociáveis nos mercados, qualquer que seja a escala que se queira considerar, local, nacional, global.

|J. Cadima Ribeiro|
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1 Opiniões

At terça ago 23, 07:02:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Não sendo esta a organização territorial mais correcta para a regionalização do território continental, nunca haverá dúvidas quanto ao facto de as regiões serem o alfobre de recursos e competências permanentes.
Já o tenho afirmado por aqui, ao longo de mais de 4 anos, utilizando a definição de 'recursos endógenos e diversificados'. Recursos que poderão ser sempre transformados em produtos e serviços vendáveis em qualquer parte do mundo, desde que haja interesse ou políticas públicas interessadas em divulgá-los, no quadro de uma verdadeira política económica que ainda não existe.
Quem afirma que o nosso País é pobre em recursos e ainda mais no resto, sabe com toda a certeza o que está a dizer, mas no âmbito da 'economia do papo-seco'. Quem afirma que o nosso País é pobre em recursos e ainda mais no resto, continua a saber o que está a dizer, no âmbito de gostar de fazer contas à vida dos outros e até do próprio Governo, para se governar ainda mais a si próprio.
E o mais grave é que tais protagonistas têm defensores dessas teorias e ainda melhores seguidores formados em escolas de inegualável qualidade científica, especializados em gerir empresas com base na inércia da própria actividade empresarial. É que uma empresa é como a massa de um determinado objectivo, animado tanto de movimento (crescimento) como de inércia (em repouso). E não se pense que o crescimento das empresas é sempre real, positivo e eficiente, sem qualquer entropia pelo princípio, pelo meio e pelo fim que as faz desaparecer logo adiante, para 'surpresa' dos seus protagonistas e de muitos, muitos outros.
Então, e as crises o que serão, seus 'papo-secosos'?

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA (sempre com ponto final)

 

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