quinta-feira, setembro 22, 2011

Jardim, a regionalização e o descalabro da Madeira

A necessidade portuguesa de criar 5 regiões continentais foi sempre vítima das asneiras do sátrapa madeirense. Sempre que da Assembleia da República, ou de Belém, vinham apelos ao aprofundamento da regionalização dos Açores e da Madeira, ganhavam força os anti-corpos contra a regionalização.

Portugal não suporta 308 concelhos e 4260 freguesias, mas fazem-lhe falta, além das Regiões Autónomas, cinco regiões que dêem coerência e coordenem as autarquias que sobrarem de uma profunda reforma administrativa.

A tragédia financeira a que um inconsciente conduziu a Madeira ampliou as dúvidas dos portugueses quanto à bondade da regionalização. O conhecimento do buraco financeiro pelo PR, antes de marcar as eleições, se for verdadeiro, lança uma insuportável suspeita sobre a mais alta magistratura da nação.

A crise internacional, a chantagem dos mercados, as oscilações políticas das instituições europeias e os erros nacionais já bastavam para tornar desesperada a situação que nos espera. Dispensávamos um PR que parece não estar à altura das circunstâncias e um governador da Madeira que, seja qual for o enquadramento legal das suas patifarias, é um aldrabão insensato e chantagista contumaz.

Os portugueses não devem consentir que as leis da República não se apliquem a todo o território nacional e não podem tolerar forais para parcelas onde os caciques cometem toda a série de desmandos.

É urgente revogar as leis, mesmo as constitucionalizadas, que têm permitido ao sátrapa madeirense desrespeitar os órgãos da soberania nacional e dar golpes financeiros que, à semelhança de qualquer gatuno, ocultou das autoridades de fiscalização. Cavalheiros destes têm de ser presos à rédea curta.

|Ponte Europa|
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6 Opiniões

At quinta set 22, 03:14:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Tem piada, antes de ler este post eu já havia dito para mim mesmo:- E que tal e se já houvessem as tão desejadas por alguns regiões e cada uma delas tivesse um Alberto João.....como seria ?
....bem, é que da minha região ( Algarve)..... o que me saíria em sorte, AJ comparado com ele seria um menino de côro !
Parem, parem enquanto é tempo, escutem e olhem! Um exemplo é melhor que um milhão de palavras ......

Ass Atento

 
At quinta set 22, 03:26:00 da tarde, Blogger Antonio Almeida Felizes said...

Caro Anónimo,

O meu amigo com o seu comentário levanta um dos principais problemas da regionalização do território do continente que é precisamente a confusão que está instalada na opinião pública entre os conceitos de regiões autónomas e de regiões administrativas.

O que está constitucionalmente previsto para o nosso território continental é a instituição de regiões administrativas que é algo radicalmente diferente das regiões autónomas. Desde logo as regiões administrativas não têm poder legislativo e como tal não contemplam a existência de parlamentos regionais. Também não têm autonomia fiscal entre outras coisas.

Em resumo, no seu querido Algarve nunca poderia existir nenhum AJJardim pois o que está constitucionalmente previsto para o Algarve é a instituição de uma Região Administrativa.

Cumprimentos

 
At quinta set 22, 10:46:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

AAF olhe que a ideia expraiada e enraizada é de que o regabofe seria o mesmo ou pior..... E garanto-vos, vão ter muita dificuldade sobretudo daqui por diante para convencer seja quem fôr principalmente por estas bandas do Sul .
Abraço e boa sorte.

Ass Atento

 
At sexta set 23, 12:52:00 da manhã, Blogger Antonio Almeida Felizes said...

Caro Atento,

Não tenho qualquer tipo de dúvidas relativamente à influencia muito negativa que tem para a causa da regionalização todo o comportamento político (e não só) do Sr. AJ Jardim.

Todavia lembro que, da totalidade da dívida contraída pelas regiões autónomas, a Madeira detém, qualquer coisa como 99% contra 1% dos Açores.

Cumprimentos

 
At terça set 27, 12:21:00 da manhã, Blogger manuel amaro said...

Pois...
Eu, como cidadão bem educado, nunca gostei do tipo de educação que carateriza o AJJ.
Acho incrível, que a situação da Madeira tenha chegado a este ponto, sem que os fornecedores e controladores tenham tomado as devidas ações.
Eu conheço a Madeira, palmo a palmo, desde novembro de 1974, mas já lá não punha os pés, há quase 12 anos.
Por isso, na semana passada, sacrifiquei quatro dias para ver a Madeira dos 5,8mM€.
E fiquei menos preocupado, por duas grandes razões, a saber:
1 - É que o homem tem obra feita.
Foi muito cara? Deve ter sido. Muita gente ganhou muito dinheiro? Sim, tenho a certeza que se só pode...
Mas está lá. E os anti-jardim, porque sim, não podem ignorar.
2 - Quem beneficia da obra, em dívida, são os habitantes da Madeira.
Que vivem à grande e à francesa. Acima da média dos cidadãos da Europa27.
Portanto, o PLANO deve ter em conta, quanto recebem e quanto pagam de impostos, (IVA, IRS, IRC, Taxas Moderadoras, etc), TODOS os Madeirenses, principalmente quando comparados com os alentejanos, minhotos e transmontanos.
Ainda bem (ou ainda mal) que não sou eu a fazer o dito Plano. Que não envolve o enforcamento de AJJ.
Tal como não envolve o enforcamento de Sócrates por ter recebido um país de Santana Lopes, MUITO DIFERENTE daquele que entregou a Passos Coelho.
Complicadas estas coisas, é verdade...
Mas, "para homens de vontade forte nada é impossível", tal como escrevi e mantenho no livro de álgebra do 7º ano do liceu, nos anos sessenta.

PS - Autonomia e Regionalização são coisas bem diferentes, não tenho dúvidas...

Cumprimentos

 
At terça set 27, 01:55:00 da manhã, Blogger Antonio Almeida Felizes said...

Caro Manuel Amaro,

Completamente de acordo com esta sua reflexão sobre o passado, o presente e o que deve ser o futuro da Madeira.

Cumprimentos,

 

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