terça-feira, outubro 04, 2011

Propostas apontam para a agregação de 2.504 freguesias

A aplicação das propostas do Governo no Documento Verde para a redução do número de freguesias resulta na agregação de 2.504 freguesias, revelou hoje o presidente da ANAFRE, Associação Nacional de Freguesias, Armando Vieira.

"Do trabalho que pudemos desenvolver, face aos critérios apresentados, constatámos que, antes da consolidação - é bom sublinhar isto -, estará em causa a agregação de 2.504 freguesias", disse à agência Lusa Armando Vieira.

"Claro que, destas 2.504 freguesias, há de resultar um determinado número de freguesias, que agora é impossível prever, porque falta saber se haverá agregações de duas, de três ou de quatro freguesias. Só no final é que será possível perceber o número de freguesias que resultam daí, mas [a agregação de 2.504 freguesias] parece-nos excessiva", acrescentou.

O presidente da ANAFRE também não concorda com alguns critérios utilizados no modelo proposto para reduzir o número de freguesias em todo o país e entende que não se pode aplicar o critério da tipologia das áreas urbanas, que é um indicador no Instituto Nacional de Estatística (INE) para a gestão urbanística do território, à organização político-administrativa.

"O que nos apraz registar é que o critério da demografia não é o critério central - haverá aqui uma análise caso a caso - e rapidamente vamos detalhar e identificar melhor, em que medida é que os critérios indicados no Documento Verde merecem propostas de alteração da nossa parte, situação que o governo admitiu e que está aberto a receber", acrescentou Armando Vieira.

De acordo com o autarca, há ainda um conjunto de 200 freguesias que estão numa "zona cinzenta" e que a ANAFRE não sabe ainda em qual das três tipologias das áreas urbanas - Áreas Predominantemente Urbanas (APU), Áreas Medianamente Urbanas (AMU) e Áreas Predominantemente Rurais (APR) - se podem inserir.

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4 Opiniões

At terça out 04, 09:55:00 da manhã, Blogger José Lourenço said...

Neste desgraçado País tudo tem «dono»: A Madeira é do Jardim,o SNS do Arnaut, a FPF do Madail, o COI do MOura, a AIP do Rocha de Matos, etc, etc. As freguesias são do Vieira e os municípios do Ruas. Esta gente alapa-se e eterniza-se nos lugares. São as vozes do imobilismo e, sempre que alguém tenta reformar o que é consensual no País, lá vêm eles «pois que sim mas também» deixem tudo como está porque assim é que eu estou bem. Isto está a precisar é de uma vassourada!

 
At terça out 04, 06:53:00 da tarde, Blogger Antonio Almeida Felizes said...

Caro José Lourenço,

Quanto aos 'donos' estamos de acordo.

Todavia, no que concerne à reforma administrativa tenho uma perspectiva diferente, pois, quase tudo se resume, à eliminação de umas tantas freguesias. Será isto a Reforma Administrativa que o país precisa?
É mais a "reforma dos pequeninos"!

Cumprimentos

 
At terça out 04, 10:02:00 da tarde, Blogger manuel amaro said...

Pois... Há mais "quintinhas" neste país, mas os donos destas que o José Lourenço refere, eu conheço-os, todos, de ginjeira.
E no prós e contras da RTP era confrangedor assistir às intervenções, sem convicção, com uns sorrisos de meninos apanhados nas tropelias, que faziam os lideres dos Municipios e das Freguesias.
A reforma não é só reduzir, pelo menos, 1252 Freguesias por fusão.

É muito mais e muito mais importante.
Hoje, quase apetece perguntar quem "obrigou" a tripla Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António, a dizer, que não, que não estavam a estudar a integração dos três municipios.
Dar ideia de "traidores", numa plateia cheia de batedores de palmas, não era simpático, não era, não!!!
E quem impede as ilhas de S. Jorge, Pico e Flores, de terem cada uma um município?

Não gostei de ouvir que se a reforma fosse para reduzir despesas então não colaboravam.
Pois... só colaboram se for para gastar mais dinheiro.
Vergonha Nacional... pior que Grécia.

Em vez de falarem do funcionamento dos novos executivos e das novas Ass. Municipais, não, reivindicam mais dinheiro... mais... e sempre mais.

Começo a pensar que o J. L. Saldanha Sanches tinha muita razão no que dizia e escrevia...

Está aqui um problema sério, que não está a ser bem discutido... Vila do Conde não tem nada a ver com a fusão de freguesias... protesta para quê??? Marcar presença? Queimar tempo?
Não entendo.

Quase todos falaram só para o seu tempo de antena... foi TRISTE... MUITO TRISTE... e a Fátima Campos Ferreira merecia um programa melhor.

Cumprimentos

 
At quinta out 06, 01:01:00 da manhã, Blogger al cardoso said...

Parece que ha muita gente a tentar puxar a brasa a sardinha!

Segundo ouvi o ministro e embora nao concordando, ate que nem e muito redutora a sua proposta.
Em municipios em que no ultimo senco, tenham perdido mais de 10 por cento da populacao, o criterio e freguesias com o minimo de 300 habitantes, ou no caso de se situarem a mais de 15 quilometros da sede municipal, 150 habitantes!
Ate que nem acho muito exagerado.
Resalvando novamente que nao concordo, ate porque nao se ira poucar grande coisa!

Saudacoes regionalistas, deste cidadao de um municipio bastante afectado por estas reducoes.

 

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