segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Algarve Massacrado

No dia 19 de Fevereiro, pelas 15:30, terei a honra de apresentar, no Centro Comunitário de Alvor, o mais recente livro de Nuno Campos Inácio, desta feita um romance histórico intitulado “1189 – Último Massacre”. Neste livro o autor conta-nos entre outras estórias, a história do massacre que, em nome de Cristo, os terceiros cruzados cometeram a fim de conquistar Alvor aos Mouros e entregar esta localidade a D. Sancho I. Um acto bárbaro que vitimou 5.000 pessoas, um número populacional que esta localidade só conseguiu recuperar oito séculos depois.

Passados 823 anos, pergunto-me se este terá sido, efectivamente, o último massacre cometido pelo Poder Central sobre o Algarve. Quantas e quantas vezes têm sido o Algarve ignorado nos processos de decisão e quantas vezes o status quo instalado neste distrito se revela ineficaz em defesa dos superiores interesses da região?

Vejamos em retrospectiva: do QCA III para o actual QREN e derivado à entrada dos novos membros da EU, o Algarve saiu do Objectivo 1 dos fundos comunitários, tendo com isso a região perdido mais de 1.000 milhões de Euros de investimento. Em 2010, ao nível do PIDDAC – documento que identifica o investimento directo do Estado – o Algarve recebeu, em verbas, 1/5 do que havia recebido em 2005 e também desde dessa altura que nenhuma obra estruturante foi alavancada na região.

Poder-se-á falar na Barragem de Odelouca, mas mesmo essa empreitada foi executada com recurso a empréstimo bancário efectuado pela empresa Águas do Algarve, o qual todos nós estamos a pagar na factura da água que consumimos.

Atendendo às circunstâncias económicas e sociais em que vivemos, com uma população cada vez mais envelhecida e com uma divida externa que a todos nos custa a pagar, o Hospital Central promete ficar no papel e quando algum dia de lá sair o seu projecto estará desajustado da realidade futura – tal como aconteceu com o actual edifício do CHBA. Para não falar na requalificação da EN 125 a qual está por fazer e no facto de que as portagens na Via do Infante se terem revelado, efectivamente, um verdadeiro massacre para o quotidiano dos algarvios.

No dia 21 de Outubro de 2011 com a assinatura do contrato para exploração de petróleo no Algarve, o qual - ao contrário da mensagem que tem sido veiculada - não fala em exploração de gás natural mas sim de petróleo, e sem que tenha sido negociado o valor do seguro a ser accionado em caso de catástrofe ambiental, este foi só mais um golpe sobre o Algarve, entre tantos outros já cometidos. Importa lembrar que o Turismo no Algarve representa 60% do emprego da região, vale 66% PIB regional e que 40% dos turistas que entram em Portugal passam pelo Algarve.

O contrato que permite a perfuração do fundo marinho para exploração de petróleo parece-me, até melhor explicação, mais um massacre em potencialidade sobre a nossa costa do que um investimento. Para não falar no facto de que está desajustado do paradigma energético emergente, a micro-geração de energia.

É minha convicção de que enquanto a Regionalização for tabu e enquanto não for revista a Lei Eleitoral o Algarve será sempre “o reino” onde os portugueses passam férias uma vez por ano sendo isso o bastante para as suas vidas. A continuar assim, o massacre de 1189 está longe de ter sido o último massacre efectuado sobre o Algarve.

por Antonieta Guerreiro
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1 Opiniões

At segunda fev 20, 03:03:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

questao de vida ou de morte


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