quarta-feira, agosto 08, 2012

Fisgas de Ermelo

Câmara e UTAD desenvolvem projeto de valorização das Fisgas de Ermelo

.A Câmara de Mondim de Basto e a Universidade de Vila Real estão a desenvolver um projeto de valorização, melhoria das acessibilidades e sinalização das Fisgas de Ermelo, quedas de água que atraem cada vez mais visitantes.

As Fisgas de Ermelo são das maiores quedas de água da Península Ibérica e o cartão de visita do Parque Natural do Alvão (PNA) e do concelho de Mondim de Basto.

Quer seja por causa da visibilidade dada pela candidatura às "7 Maravilhas Naturais de Portugal", ou por causa da crise, que faz com que as pessoas procurem os locais mais próximos, são cada vez mais as pessoas que sobem ao Alvão para observaram a cascata ou banharem-se nas suas lagoas.

Ao longo do seu percurso sinuoso pela serra, o rio Olo foi escavando a rocha e criou pequenas lagoas de água límpida e fresca, como as Piocas de Cima, que antecedem a cascata, a qual depois cai quase 200 metros num desnível cavado nas rochas.

De ano para ano, aumenta o número de banhistas que procura esta praia fluvial para tomar banho.

Por isso mesmo, segundo o presidente da Câmara de Mondim de Basto, Humberto Cerqueira, o município está a trabalhar num projeto de valorização desta área, conjuntamente com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).




A componente material do projeto visa uma intervenção nas duas casas florestais próximas das fisgas, para a instalação de um centro de interpretação e alojamento destinado a investigadores ligados, por exemplo, às áreas da geologia, da fauna ou flora.

"Esta área pode ser valorizada do ponto de vista científico. É um nicho de mercado que também queremos atrair para as Fisgas de Ermelo", sublinhou.

Será feita também uma intervenção a nível das acessibilidades, construindo um parque de estacionamento, onde os visitantes terão que deixar o veículo, prosseguindo depois a pé até ao miradouro, onde será instalada uma plataforma de observação, de forma a criar melhores condições de segurança no espaço.

"A ideia é melhorar as acessibilidades, mas dificultando. As pessoas devem ter condições para aceder a pé, dificultando o acesso a veículos automóveis", salientou.

Será ainda melhorada a sinalização de trilhos e percursos.

"Objetivo é valorizar e promover esta área das fisgas, criar melhores condições para atrair mais pessoas", frisou.

Por causa das restrições orçamentais do município, Humberto Cerqueira salientou que este projeto vai ser incluído no Plano de Desenvolvimento Regional, que será incrementado no âmbito das contrapartidas decorrentes da construção da Barragem de Fridão, em Amarante.