quarta-feira, novembro 21, 2012

Censos 2011: Retrato dum país inclinado

A população residente em Portugal em março de 2011 era de 10.562.178 pessoas, um crescimento de 2% em relação a 2001 e que assenta sobretudo na imigração, de acordo com os resultados dos Censos 2011, hoje divulgados.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que em 2011 havia mais 206.061 pessoas a residir em Portugal, 188.652 das quais imigrantes.

Entre a população residente em Portugal, 52% são mulheres. 
O saldo natural entre nascimentos e mortes é de apenas 17.409 pessoas em dez anos.

Na última década tornou-se mais evidente a deslocação da população residente para a Área Metropolitana de Lisboa ou para os municípios vizinhos do de Lisboa. Já os municípios do interior perdem população e estão cada vez mais despovoados. Quase 50% da população está concentrada em apenas 33 dos 308 municípios que compõem o mapa nacional, e maioritariamente localizados na região da grande Lisboa, grande Porto e Algarve.

Cerca de 35% da população reside na região Norte, 27% na Região de Lisboa e 22% na Região Centro. Os municípios com maior crescimento da população residente foram Santa Cruz, na Madeira, Mafra e Alcochete, enquanto aqueles em que se verificou um maior decréscimo foram Alcoutim, Armamar e Idanha-a-Nova. 

Quanto ao crescimento por regiões, o Algarve foi a região do país em que a população mais cresceu na década entre 2001 e 2011, com um aumento populacional de 14,1%. 

O Censos 2011 alertam ainda para o aumento do risco de desertificação do interior, com 50% da população concentrada em apenas 33 dos 308 municípios que compõem o mapa nacional, e maioritariamente localizados na região da grande Lisboa, grande Porto e Algarve.

O Centro e o Alentejo são as regiões que perderam população, registando quebras de 1% e 2,5% respetivamente.

Relativamente a 2001, também se verifica um elevado crescimento dos alojamentos e dos edifícios - 12,4% no edifidicado e 16,3%  nos alojamentos.
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