segunda-feira, março 24, 2014

Venezianos aprovam independência de Itália em referendo sem força legal


Os cerca de 3,8 milhões de habitantes da cidade italiana de Veneza e da sua região em idade de votar exprimiram-se de forma favorável à independência, com 89 por cento dos votos.


A votação, sem força legal, decorreu desde segunda-feira, na internet.

Os números divulgados esta noite em Treviso, no nordeste italiano, indicam que votaram 2.360.235 pessoas, equivalentes a 73% do do universo eleitoral regional.

A proclamação oficial dos resultados foi feita perante uma multidão de centenas de pessoas, muitas das quais com a bandeira da Sereníssima, o outro nome dado à República de Veneza.

O "sim" obteve 2.102.969 votos e o "não 257.276 (11%), informaram os organizadores desta consulta, que se propunha destacar a região do Veneto do resto da península italiana.

Lançado por um comité designado Plebiscito.eu, este resultado não tem qualquer consequência jurídica ou política, mas vai servir para apoiar um apelo para a realização de um referendo sobre a independência da Veneto.

No espírito dos promotores do escrutínio, o novo país inspirar-se-ia da República da Veneza, nascida na Idade Média e que foi uma grande potência económica e política, até à sua queda perante Napoleão Bonaparte, em 1797.

Questionado na quarta-feira pela imprensa estrangeira em Roma, o governador da região do Veneto, Luca Zaia, estimara que a capital italiana "continua a pensar que é a cabeça de um império", tratando a região "como estando na periferia do império".

Zaia, que está à cabeça de uma região que paga 71 mil milhões de euros de impostos, 21 mil milhões mais do que estima receber em investimento e serviços, acrescentara: "Nós, Venezianos, temos a sensação de só servir para pagar impostos".

A organização de um referendo necessita ser aprovado por um conselho regional, antes de ser submetido ao parlamento nacional.

Se estas etapas foram superadas positivamente, e se o referendo se fizer, "seria provavelmente declarado anticonstitucional pelo governo", admitiu Zaia, contrapondo que "a região faria apelo" até conseguir os seus fins.

@DNoticias.pt

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2 Opiniões

At quinta mar 27, 11:41:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

E nós por cá, tudo bem. Mais um exemplo de quem não se resigna a lutar por aquilo em que acredita.

 
At sábado mar 29, 07:08:00 da tarde, Anonymous António Correia said...

E porque não organizar-se o mesmo tipo de votação na Região Norte? Não tem força legal e depois? Era um apalpar a opinião dos nortenhos.

 

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