sexta-feira, janeiro 31, 2014

Regiões de Portugal mostradas pela TVE Espanhola


Tem imagens simplesmente fantásticas, esplendorosas e magníficas. Deixam-nos plenos de orgulho por termos um país tão bonito. O documentário tem 56 minutos e começa no Algarve. Segue para o Norte, Alentejo, Centro e acaba em Lisboa.
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quinta-feira, janeiro 30, 2014

O PAPEL DA REGIÃO NORTE NO PROCESSO DE RE-INDUSTRIALIZAÇÃO DA ECONOMIA PORTUGUESA

O poder dos agentes empresariais e industriais da região Norte na economia nacional é o tópico central do almoço-debate promovido pela ANJE, no próximo dia 4 de fevereiro, no Hotel Sheraton Porto.

Subordinada ao tema "O Papel da Região Norte no Processo de Re-industrialização da Economia Portuguesa", a iniciativa organizada em associação com as Câmaras de Comércio Luso-Alemã, Belga-Luxemburguesa e Britânica, vai contar com a presença de Emídio Gomes, presidente da CCDR-N.

Durante três horas, empresários de diferentes setores de atividade poderão refletir sobre a influência exercida pela zona Norte nos processos de recuperação e reinvenção industrial nacional.

A participação de Emídio Gomes destaca-se não só pelas responsabilidades que assume atualmente na CCDR, mas também pelo seu percurso profissional marcado por passagens em entidades públicas intimamente ligadas ao desenvolvimento regional.


Esta reflexão afirma-se ainda como uma ótima oportunidade para estabelecer ou reforçar redes de contactos. Informações e inscrições aqui.

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quarta-feira, janeiro 29, 2014

Porto «não se vai calar» em matéria de fundos comunitários

Em conferência de imprensa, Rui Moreira manifestou preocupação com a distribuição de fundos para projetos e com os prazos de candidatura.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, reafirmou esta terça-feira que, em matéria de fundos comunitários, «esta cidade não se vai calar», voltando a manifestar-se preocupado com a distribuição de fundos para projetos e com os prazos de candidatura.

«A cidade do Porto, em relação a esta questão [candidaturas aos fundos comunitários para o período 2014/2020], não se deve calar», disse o presidente da autarquia do Porto, numa conferência de imprensa.

Rui Moreira respondia, assim às notícias que dão conta de que o comissário europeu para a Política Regional, Johannes Hahn, disse nunca ter havido críticas de Bruxelas a qualquer centralismo de Lisboa sobre eventual discriminação do norte do país nas propostas do Governo para o próximo Quadro Comunitário de Apoio.

«Não aceitamos é que funcionários de Bruxelas tentem atirar areia aos olhos dos portugueses, negando aquilo que eles próprios escreveram», disse o autarca do Porto.

Rui Moreira referia-se ao documento da comissão Europeia - «uma resposta ao acordo de parceria do Estado Português» com o título, em inglês, de «Informal Information about Partnership Agreement for 2014-2020 programming period - Portugal» - que aproveitou para distribuir pelos jornalistas na conferência de imprensa desta terça-feira e que a Lusa cita.

«Basta ler a frase da consideração 46 [Este projeto de Acordo ainda não tem uma cobertura geográfica clara e equilibrada, diz o documento] para se perceber que temos razões para estar preocupados», disse Rui Moreira.

Questionado sobre se está preparado para encabeçar um grupo de lobby para, junto de Bruxelas, e em conjunto com outras entidades como câmaras ou associações de municípios agilizar candidaturas a fundos que sejam benéficas ao norte de Portugal, Moreira disse estar a par de que existem mais agentes nortenhos preocupados.

«Eu sei que a palavra lobby às vezes é mal entendida mas aquilo que estamos a fazer é de facto um lobby no sentido positivo».

O autarca negou, no entanto, estar a tentar «forçar» qualquer tipo de reunião com o Governo sobre esta matéria, reiterando apenas a «disponibilidade» da Câmara do Porto para «ajudar Portugal a conseguir a melhor solução no âmbito do V Quadro Comunitário de Apoio».

«Apenas dissemos que estamos preocupados. Verificámos que algumas das preocupações tradicionais da região Norte não estão a ser devidamente consideradas. Não queremos que os fundos, o PO [Programa Operacional] regional, sejam decididos fora da região», disse Rui Moreira.

O autarca acrescentou que a Câmara do Porto entende que «as cidades devem ter um envolvimento mais ativo» nesta questão.

«Entendemos que na medida em que o Governo diz, tal como a União Europeia, que chegou o tempo das cidades serem territórios competitivos, as cidades devem então ter um papel ativo na discussão da alocação de fundos e daquilo que são os programas comunitários», referiu.

Rui Moreira negou já ter tido uma reunião com o secretário de Estado sobre esta matéria. «Eu tive uma reunião, em dezembro, aqui na CCDR-N [Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte] mas sobre o atual quadro comunitário de apoio, nomeadamente por causa do Morro da Sé e de outros projetos importantes para a região Norte», garantiu o autarca, voltando a frisar que em matéria de preocupações até gostaria de estar «enganado», cita a Lusa.

O presidente da Distrital PS Porto, José Luís Carneiro, considerou que um assunto «tão relevante» como o dos fundos comunitários «não deve ser tratado em praça pública».

«Um assunto tão relevante como é o de trazer para Portugal 22 mil milhões de euros não deve ser objeto deste tipo de tratamento na praça pública. A CCDR-N e o Conselho Regional são os órgãos onde estes assuntos devem ser tratados».

«Tão grave como termos a União Europeia a recusar as propostas do Governo português é o facto de termos informação privilegiada sobre as negociações do Governo com Bruxelas, fora dos órgãos próprios».

@TVI 24

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segunda-feira, janeiro 27, 2014

PORTO, UMA “CIDADE INTELIGENTE”


Rui Moreira (Presidente da Câmara Municipal do Porto, CMP), Emídio Gomes (Presidente da CCDR-N), e o reitor da Universidade do Porto, José Carlos Marques dos Santos, são algumas das figuras que vão estar na próxima terça-feira, dia 28 de janeiro, no Mosteiro São Bento da Vitória, para partilhar o trabalho que tem sido feito  com o intuito de a transformar o Porto numa “cidade inteligente”.

A ocasião será a Conferência Future Cities 2014, evento em que serão apresentados os resultados do primeiro ano do projeto liderado pelo Centro de Competências para as Cidades do Futuro da Universidade do Porto com o objetivo de transformar o Porto num “laboratório vivo”.

Lançado em 2013 e financiado em 1,6 milhões de euros pela Comissão Europeia, o Future Cities reúne investigadores das Faculdades de Engenharia (FEUP), Ciências (FCUP) e Psicologia e Ciências da Educação (FPCEUP) e de várias unidades de investigação da U.Porto que trabalham em conjunto com parceiros nacionais e internacionais como a Universidade de Aveiro, o Instituto de Telecomunicações, a Carnegie Mellon e o MIT.

Desta força conjunta, que envolve também empresas e instituições como a  a CMP a Porto Digital, a STCP e dezenas de parceiros industriais,  já resultou, por exemplo, a instalação de sensores e equipamentos que, através da recolha e envio de informação, permitirão no futuro melhorar a mobilidade, a segurança e a qualidade de vida dos cidadãos do Porto.

Na primeira fase do projeto, a instalação destes dispositivos abrangeu cerca de 400 autocarros da STCP, camiões e barcos do porto de Leixões e vários pontos de acesso da rede de fibra ótica da Porto Digital. A intenção passa por testar uma tecnologia de comunicação com base no WiFi que lhes permite, sem intervenção humana, trocarem entre si informações sobre o trânsito e vias alternativas.

A próxima fase incidirá sobre o “processamento de todos os dados recolhidos” pelos dispositivos”, explica João Barros, coordenador do  projeto e professor da FEUP, em declarações à Lusa.

É então o resultado de todo este trabalho que será apresentado durante uma conferência que vai reunir representantes do poder local, da academia e da indústria, mas também de algumas das principais empresas a nível mundial, como IBM, Cisco e Salesforce.

Para além da apresentação dos resultados do projeto, espera-se que o encontro (ver programa) traga a debate temas das cidades do futuro como a sustentabilidade, mobilidade e tecnologias de informação e comunicação.

@UP Notícias

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quarta-feira, janeiro 22, 2014

Tudo dito sobre o centralismo.

O texto da moção aprovada pela Câmara Municipal do Porto sobre o próximo Quadro Comunitário de Apoio 2014-2020 arrasa completamente o centralismo vigente. A própria Comissão Europeia reprovou a proposta de gestão dos fundos europeus do Governo de Portugal por considerar não estarem assegurados os mecanismos de coesão territorial entre regiões que estão na base destes fundos. Pudera, com "pérolas" como a localização dos organismos de gestão regionais dos fundos... em Lisboa!

Cerca de 5 minutos de vídeo que vale a pena ouvir e caracterizam completamente um modelo caduco, medieval e sem qualquer futuro, no qual só Portugal insiste. Um vídeo que devia ser visto e divulgado por todos os regionalistas.

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segunda-feira, janeiro 20, 2014

Mapa político de Espanha e Portugal - 3000 anos de História




@ Juan Alfambra

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O doentio país em que vivemos

Frase apanhada do Jornal da Tarde da RTP1 sobre os possíveis candidatos do PSD à Presidência da República:

«Rui Rio é uma hipótese mas é difícil, por se encontrar fora de Lisboa».

Um centralismo medieval resumido em tão poucas palavras...

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domingo, janeiro 19, 2014

OBRAS DO TÚNEL DO MARÃO RETOMADAS ATÉ JUNHO

Pedro Passos Coelho espera retomar “durante o primeiro semestre de 2014” as obras no Túnel do Marão paradas há mais de dois anos.

Os trabalhos da autoestrada do Marão, entre Vila Real e Amarante, que inclui o túnel, estão parados devido a dificuldades financeiras do consórcio construtor, liderado pela Somague.

Ontem, em Bragança, o primeiro-ministro lembrou que já anunciou várias vezes a intenção do Governo “desbloquear este assunto”, e avançou com um novo prazo para o reinício das obras, agora apontado até ao final do primeiro semestre, ou seja até junho.

“O Estado resgatou essa concessão e nós iremos retomar essas obras muito brevemente e espero que nos próximos meses essa questão fique desbloqueada”, afirmou, em Bragança, à margem de uma sessão com militantes locais sobre a sua recandidatura a presidente do PSD.

Passos Coelho recordou que o Governo considerou “muito importantes” e que “era preciso prosseguir” com as infraestruturas em curso na região de Trás-os-Montes, de onde é natural, enquanto “bloqueou” ou “reconverteu” outras obras em curso no país, nomeadamente no âmbito das Parcerias Público Privadas Rodoviárias.

A concessão do Marão é a que falta construir para que seja possível viajar entre a fronteira, em Bragança, e o Litoral, no Porto, sempre em autoestrada.

“Eu espero que essa questão possa ficar desbloqueada muito em breve”, reiterou o primeiro-ministro.

Depois de dois anos de obra parada, em Junho o Estado rescindiu o contrato de concessão do Túnel do Marão invocando justa causa fundada no incumprimento por parte da concessionária Autoestrada do Marão.

Entretanto a concessão da autoestrada passou para as mãos da EP - Estradas de Portugal.

Em Agosto, o presidente da EP, António Ramalho, afirmou que seriam precisos mais dois anos e 150 milhões de euros para concluir a auto-estrada do Marão. Ou seja, segundo explicou na altura, para os trabalhos avançarem, será necessário abrir um novo concurso público internacional, o que demorará pelo menos um ano.

Depois, de acordo com o presidente da EP, serão ainda precisos mais “oito a nove meses para concluir a obra”.

DE

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sábado, janeiro 18, 2014

AMARANTE (PORTO) TEM O MELHOR RESTAURANTE DA EUROPA !

Restaurante português é o melhor da Europa em 2013

O melhor restaurante europeu fica em Amarante, no distrito do Porto. O Largo do Paço, do Hotel Casa da Calçada, foi eleito como melhor restaurante da Europa em 2013 numa lista de 100 restaurantes.

A escolha foi feita através de uma votação online realizada pelo site líder europeu de informação baseada na opinião do consumidor sobre onde comer e beber.

Theeuropean50best.com escolheu o restaurante comandado pelo chefe Vitor Matos como o melhor à frente de nomes conhecidos como o Osteria Francescana, em Itália, ou o El Celler de Can Roca, em Espanha.

Nos últimos lugares encontram-se dois restaurantes franceses, o Le Meurice e o Le Bristol.

A marca Theeuropean50best.com é considerada, internacionalmente, como um símbolo de qualidade.

O Restaurante Largo do Passo, perto da cidade invicta, já foi também premiado com uma estrela Michelin.


Clique AQUI para conhecer a lista.

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sexta-feira, janeiro 17, 2014

PODER LOCAL E O DESENVOLVIMENTO DO TERRITÓRIO

Ricardo Rio defende papel do Poder Local no desenvolvimento e dinamização dos territórios

Ricardo Rio participou num Seminário intitulado “A(s) Reforma(s) da Administração Local”, organizado pelo Instituto de Gestão e Administração Pública, que se realizou na Fundação Eng.º António de Almeida, no Porto.

Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal de Braga salientou a “extrema importância” que assumem as instituições de poder local, que são vistas pelos cidadãos como principal forma de resolução dos seus problemas. “Apesar de alguns discursos públicos depreciativos e da existência de preconceitos negativos, a verdade é que os cidadãos confiam nas Autarquias e encaram-nas como agentes de proximidade que podem resolver os seus problemas”, salientou, destacando o papel das mesmas no desenvolvimento dos territórios e na dinamização dos projectos dos agentes locais.

Nesse sentido, Ricardo Rio sublinhou que é fundamental a definição clara do nível de competências que se quer das autarquias e se coloquem ao seu dispor os meios necessários para as executar. “Tem de existir um equilíbrio entre estas duas vertentes, sendo que o estado central não pode ser um entrave à autonomia do poder local, como por vezes sucede”, garantiu.

Para o autarca Bracarense, seria benéfico que o poder central descentralizasse competências para as autarquias. “É possível e desejável que essa transferência de poderes se aprofunde mais do que actualmente acontece em diversos sectores de actividade, como por exemplo a

 saúde e a educação”, referiu, relembrando que esse factor exige a transferência de mais meios para os municípios.

Ricardo Rio defendeu, ainda, a criação de mecanismos que possibilitem a obtenção de receitas por via própria nas autarquias, criticando a excessiva absorção de recursos financeiros que tem vindo a ser efectuada pelo poder central. Para o Presidente da Câmara de Braga, é também essencial que as plataformas intermunicipais funcionem como alicerces para projectos maiores. “Ao longo dos anos, não houve uma verdadeira predisposição para uma colaboração efectiva supramunicipal, o que redundou em situações como a que vamos vivendo no Norte, que está a sofrer com a perda de capacidade de intervenção política, social e económica derivada da falta de capacidade de diálogo dos seus protagonistas”, sublinhou.

Esta foi uma iniciativa que desafiou os oradores a reflectir sobre o quadro das várias reformas no âmbito da administração local que estão em andamento a nível de gestão, político e do território, e que têm impacto directo no desafio da gestão municipal. O objectivo foi, então, debater as formas como, neste enquadramento, se pode trazer riqueza, emprego e crescimento aos territórios.

@Correio Minho

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sexta-feira, janeiro 03, 2014

RETRATO DO INTERIOR

Em dez anos, a Beira Interior perdeu 31 mil habitantes, o equivalente a uma cidade média.

Estes são os rostos de quem ficou Rosa morreu na véspera da inauguração da auto-estrada e nunca mais ninguém se lembrou dela - tristes os que morrem na véspera da chegada do progresso. Os filhos em França, a panela de ferro ao lume, o avental preto meio sujo, os cabelos brancos a espreitar debaixo do lenço, a telefonia ligada. Rosa morreu num dia assim.

À hora do enterro no cemitério da aldeia, a comitiva de secretários de Estado chegava à cidade. Ajeitaram-se as gravatas enrugadas da viagem, discursou-se sobre as assimetrias entre o Interior e o Litoral - Rosa morreu sem nunca ter visto o mar -, houve bandas e fanfarras, vénias e continências, comes e bebes e garantias de que agora, com a estrada a direito é que o desenvolvimento ia chegar.

Quando a festa acabou, já Rosa estava a dormir debaixo da terra e os outros velhos da aldeia em casa, conformados, a contar pelos dedos os que ainda sobram. Num tempo que já não volta, chegaram a ser mais de 400. Agora não chegam a 40 e as ruas são cadáveres de pedra.

A auto-estrada, essa ruga gigante que quase cortou a aldeia ao meio e prometia resolver todos os problemas, só serviu para levar gente embora. Não trouxe ninguém e, no dia em que passou a ser paga, os que foram deixaram de voltar. Já não há crianças e a escola fechou. O forno são ruínas e os castanheiros morreram de pé. Já não há recolha de leite e o merceeiro não passa. Não há quem semeie, quem ceife, quem colha ou quem compre o que se colheu. Não há panelas de ferro nem viúvas de preto.

Os filhos envelhecem na França, dizem que não voltam e os que voltaram são tão tristes como as casas de granito vazias. Os filhos dos filhos foram-se embora. A Junta deixou de ser Junta e agora é outra coisa qualquer, noutro lugar. O posto público da PT fechou porque o dono morreu.

Sobram os velhos, pedaços de rugas à lareira, à espera que a morte os leve como levou a Rosa. Que ao menos na lápide haja um poema de Torga.

"Devo à paisagem as poucas alegrias que tive no mundo. A terra, com os seus vestidos e as suas pregas, essa foi sempre generosa."

Rosa Ramos

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