sexta-feira, março 28, 2014

As portagens: um roubo definido por lei!


1. Com a introdução das portagens em eixos rodoviários da relevância da A25 e da A23, as assimetrias foram impulsionadas de forma exponencial e as possibilidades de coesão territorial foram definitivamente encarceradas. Viajar de e para o interior passou a ser muito caro porque as duas autoestradas que prometeram «desencravar o interior» sobrepuseram-se ao perigoso IP5 e à velha e abandonada Nacional 18 sem, no entanto, incluírem alternativas. Ao ultraje, respondeu-se com brandura; ao vitupério, opuseram-se poucos e com meros buzinões. Em três anos de políticas de austeridade, nada foi tão maléfico para a economia do interior como as portagens.

A Comunidade da Beira Baixa manifestou-se pela redução das portagens na A23 em 50 por cento. Aguarda-se que a Comunidade das Beiras e Serra da Estrela faça o mesmo. Só com um movimento dinâmico de intervenção, com algum ruído e muita força política, poderá haver uma mudança de estratégia em relação às ex-SCUT.

Entretanto, o secretário de Estado dos Transportes promete reorganizar o sistema de utilização das SCUT de forma a que «só se pague o que se anda», levando os autarcas de Aveiro, Viseu e Guarda a concluírem que viajar na A25 será menos dispendioso. Obviamente, que não é mais do que uma manobra político-partidária (são todos do mesmo partido) para ludibriar os cidadãos sobre as portagens mais onerosas do país. O que se espera e exige é a eliminação das portagens. O que se quer é que as autoestradas sejam um contributo efetivo para «desencravar o interior» e não mais um látego para a economia débil do interior.

(Há três anos promovi uma petição contra a introdução de portagens. Recolhi mais de quatro mil assinaturas. Fui à Assembleia da República. Repudiei o sentido da introdução das portagens na A23 e A25. Procurei demonstrar aos deputados o atentado e a injustiça que representava a introdução de portagens. Percebi que o parlamento está povoado por uma maioria de palermas (os deputados) eleitos em nome dos distritos e nos lugares disponibilizados pelos partidos. Enquanto evidenciei o óbvio, os deputados não me ouviram por estarem muito ocupados a manusear os gadgets ou a dormitar. E concluíram, sem saber do que estavam a falar, que sim, os que concordavam, e que não, os que discordavam. Infelizmente, no parlamento decide-se de acordo com a voz do chefe. Para dizer sim e para dizer não… Quando tivermos no parlamento deputados com um mínimo de categoria, alguma cultura e um bocadinho de inteligência… talvez as pessoas voltem a ter algum interesse pela política. Até lá, vamos ter de continuar a conviver com o ultraje de nada acontecer em prol da cidadania… nas portagens como no resto. Entretanto, a região mais pobre da Europa paga as portagens mais caras de Portugal. Mais caras que as de Lisboa onde o rendimento médio é quatro vezes mais alto…).

2. A eleição de “secretários” para a CIM das Beiras e Serra da Estrela parecia merecedora de aplauso e aceitação generalizada. Os currículos profissionais de António Ruas e José Gomes garantiam capacidade e competência na dinamização da CIM e apoio dos 15 presidentes de câmara da CIM. Mas faltava o apoio partidário. E, como sempre, os partidos disputam tudo para os seus boys, para aqueles que, independentemente do perfil ou competência, querem lugares. O PS tem maioria na comunidade e, com razoável surpresa, foi à primeira assembleia impor a sua força: O PS quer os seus boys nos lugares que houver disponíveis - mesmo sendo certo que só se chegou aqui porque o socialista Jorge Brito quis o lugar, mas depois virou costas e foi para Coimbra. Entretanto, o tempo passa e em vez de se andar a projetar o futuro da região, assistimos a discussões de lana caprina, com disputas de lugares e habilidades partidárias. Haja paciência!


Luis Baptista Martins
editorial in O Interior (Guarda, Beira Interior), 20/03/2014

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quarta-feira, março 26, 2014

Região: uma palavra e alguns sentidos

Tenha-se claro que, na linguagem comum, se usa o termo região em muitos sentidos.

Uma região é, em primeiro lugar, uma comunidade no sentido subjectivo (histórico, cultural, afectivo) do termo. Tem implícito o sentimento de pertença, de identificação com os demais membros dessa comunidade e a vontade de vê-la “triunfar”.

É muito mais que um território delimitado por uma “fronteira”, uma estrutura de poder, uma rede de empresas, uma unidade territorial para fins estatísticos ou para gerir fundos comunitários.

É nesta dimensão que a região pode ser pensada como instrumento de desenvolvimento e espaço de estruturação de legitimidades políticas e de liderança socioeconómica.

|J. Cadima Ribeiro|
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terça-feira, março 25, 2014

D. Duarte Pio: "Autonomias não põem em causa a unidade nacional"

Numa visita ao Açores, o pretendente ao trono de Portugal, Duarte Pio, desvalorizou os receios que as autonomias regionais ainda provocam, nomeadamente ao Tribunal Constitucional, considerando que não está em causa a unidade nacional.

Aparentemente, as autonomias regionais ainda causam alguma preocupação em Lisboa, nomeadamente ao Tribunal Constitucional, porque pensam que põem em causa a unidade nacional, mas não é o caso”, afirmou o líder da Casa de Bragança.

Segundo Duarte Pio, “o aprofundamento da autonomia não põe em causa a unidade nacional”, defendendo que, “quanto melhor e mais inteligentemente for conduzido este relacionamento entre o centro e as regiões, melhor funciona e menos problemas tem”.

Exemplo disso é o caso do Reino Unido, onde as ilhas do Canal “têm mais autonomia (do que as regiões autónomas portuguesas), mas a unidade nacional é muitíssimo forte”, afirmou o duque de Bragança , que minimizou a polémica em redor da última revisão do Estatuto Político-Administrativo dos Açores.

Estes problemas jurídicos podem sempre ser melhorados na Constituição, que está cheia de erros e disparates e, por isso, tem de ser revista”, considerou.

Comentando as eleições Europeias, o pretendente da Coroa portuguesa considerou que “tem sido positivo o aparecimento de movimentos cívicos muito interessantes, evitando que o debate fique só entre os partidos políticos”.

Já antes, D. Duarte de Bragança disse que o estatuto político ideal para as regiões autónomas dos Açores e Madeira seria o de “reino unido”, como possuem a Escócia ou as Antilhas Holandesas.

“Os reinos unidos dão o máximo de autonomia com o máximo de unidade nacional”, sustentou o Duque de Bragança.

D. Duarte de Bragança considerou que “o modelo de desenvolvimento dos Açores tem muito mais equilíbrio que o do continente” alegando que “as barbaridades feitas e os desperdícios monstruosos são muito menores aqui” [nos Açores].

Tem havido muito mais cuidado na preservação da paisagem e da agricultura, enquanto no continente tem sido um vandalismo quase completo de destruição dos recursos, nomeadamente os paisagísticos e culturais”, sublinhou.

Os Açores são o modelo e grande exemplo de preservação dos recursos e valores que temos”, disse.

Igualmente, acrescentou, “do ponto de vista ético e moral os Açores dão uma lição muito grande ao continente”, pelo facto de “haver muito mais responsabilidade e solidariedade”.

Todos têm a aprender com a região”, sublinhou.

(...)
in Causa Monárquica

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segunda-feira, março 24, 2014

Venezianos aprovam independência de Itália em referendo sem força legal


Os cerca de 3,8 milhões de habitantes da cidade italiana de Veneza e da sua região em idade de votar exprimiram-se de forma favorável à independência, com 89 por cento dos votos.


A votação, sem força legal, decorreu desde segunda-feira, na internet.

Os números divulgados esta noite em Treviso, no nordeste italiano, indicam que votaram 2.360.235 pessoas, equivalentes a 73% do do universo eleitoral regional.

A proclamação oficial dos resultados foi feita perante uma multidão de centenas de pessoas, muitas das quais com a bandeira da Sereníssima, o outro nome dado à República de Veneza.

O "sim" obteve 2.102.969 votos e o "não 257.276 (11%), informaram os organizadores desta consulta, que se propunha destacar a região do Veneto do resto da península italiana.

Lançado por um comité designado Plebiscito.eu, este resultado não tem qualquer consequência jurídica ou política, mas vai servir para apoiar um apelo para a realização de um referendo sobre a independência da Veneto.

No espírito dos promotores do escrutínio, o novo país inspirar-se-ia da República da Veneza, nascida na Idade Média e que foi uma grande potência económica e política, até à sua queda perante Napoleão Bonaparte, em 1797.

Questionado na quarta-feira pela imprensa estrangeira em Roma, o governador da região do Veneto, Luca Zaia, estimara que a capital italiana "continua a pensar que é a cabeça de um império", tratando a região "como estando na periferia do império".

Zaia, que está à cabeça de uma região que paga 71 mil milhões de euros de impostos, 21 mil milhões mais do que estima receber em investimento e serviços, acrescentara: "Nós, Venezianos, temos a sensação de só servir para pagar impostos".

A organização de um referendo necessita ser aprovado por um conselho regional, antes de ser submetido ao parlamento nacional.

Se estas etapas foram superadas positivamente, e se o referendo se fizer, "seria provavelmente declarado anticonstitucional pelo governo", admitiu Zaia, contrapondo que "a região faria apelo" até conseguir os seus fins.

@DNoticias.pt

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domingo, março 23, 2014

Algarve: Associação de Municípios vai coordenar plataforma contra portagens


Plataforma quer por fim às portagens na Via do Infante

O presidente da Associação de Municípios do Algarve (AMAL) aceitou ontem, sábado, durante o II Fórum Algarve/Andaluzia sobre as portagens na A22, integrar e coordenar uma plataforma regional alargada que irá construir uma estratégia para pôr fim às portagens na região.

A plataforma vai reunir vários setores da sociedade algarvia, autarquias, entidades públicas regionais e associações empresariais assim como a Comissão de Utentes da Via do Infante, deixando de fora “politiquices”, como o presidente da AMAL, Jorge Botelho fez questão de frisar perante uma assembleia com algumas centenas de pessoas.

À margem do evento, Jorge Botelho disse que o primeiro passo passará por uma avaliação do impacto das portagens no Algarve para que depois os participantes possam encontrar um “fio condutor”, uma consonância a favor da suspensão imediata das portagens.

“Sempre fui contra as portagens”, afirmou o também presidente da Câmara Municipal de Tavira, acrescentando que “ao longo dos sucessivos governos as portagens no Algarve sempre foram excluídas e depois levámos com as portagens como uma inevitabilidade”.

O representante dos 16 presidentes de câmara algarvios frisou que “há um problema económico potencial no Algarve, há um problema de mobilidade no Algarve”.

“Estamos a perder em termos de competitividade regional e em termos económicos, os agentes políticos, sociais, culturais e económicos do Algarve veem que este assunto é fundamental e merece a defesa das populações”, acrescentou.

O II Fórum Algarve/Andaluzia decorreu em Loulé, desenvolveu-se em torno do tema «Dois anos de portagens: uma PPP ruinosa para o Algarve» e contou com uma apresentação sobre a questão das portagens em Portugal proferida pelo vice-presidente da Associação Transparência e Integridade, Paulo Morais.

Os participantes, entre eles, vários autarcas, os deputados Cecília Honório (BE), Miguel Freitas (PS) e representantes de vários setores económicos da região e também espanhóis foram convidados a assinar e a integrar uma fase de recolha de assinaturas do «Manifesto ao Algarve», um documento onde são apresentados os argumentos pelos quais a Comissão de Utentes da Via do Infante se tem batido nos últimos cinco anos.

No manifesto é explicado que a Via do Infante foi construída sem o perfil de autoestrada e fora do modelo de financiamento SCUT tendo por isso dois terços do troço sido pagos com fundos comunitários.

“A EN 125 não constitui uma alternativa credível à Via do Infante, apresentando-se como uma das vias rodoviárias mais perigosas da Europa e cuja requalificação se encontra totalmente parada”, lê-se naquele documento.

@RS/Lusa

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sexta-feira, março 21, 2014

REGIÃO CENTRO: TURISMO

“O Centro de Portugal tem problemas turísticos estruturantes que é preciso ajudarmos a resolver” 
Entrevista a Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo Centro de Portugal e da Associação Nacional de Turismo de Portugal
O que é que distingue a região Centro do resto do país para quem a visita?
Desde logo, o tamanho. Estamos a falar de maior concentração geográfica organizada. Por força da lei, consagra uma organização geográfica de 100 municípios. Provavelmente, aquilo que nos diferencia é a diversidade do produto turístico. Hoje, podemos oferecer praia, sol e neve. Somos, provavelmente, a única região do país que o pode fazer.
Os turistas pernoitam pouco na região. Porquê?
O Centro de Portugal tem três problemas estruturantes que é preciso ajudarmos a resolver. Um tem a ver com estadia média, que é de 1,8 noites e a média nacional está nos 2,2, exceção feita à área de termas de saúde e bem-estar, cuja média ultrapassa os cinco, oito dias. O segundo problema tem a ver com sazonalidade. E temos um outro problema, que é uma forte litoralização do setor.
Qual é o contributo da região para o turismo nacional?
É um contributo relativo. A Madeira, Lisboa e o Algarve concentram cerca de 80 por cento do fluxo turístico nacional. [Mas] é uma percentagem significativa, porque corresponde a mais de quatro milhões de dormidas, mais de dois milhões de turistas e mais de 200 milhões de euros de receitas.
A Figueira da Foz é a “rainha das praias do Centro”?
É, seguramente, uma das praias mais importantes que temos no Centro e no país.
Esta cidade tem uma gastronomia que a caracteriza, ou tem apenas festivais gastronómicos que podem realizar-se em qualquer parte do país?
A Figueira da Foz tem uma gastronomia que a carateriza e daí ser possível realizar tantos festivais gastronómicos. O que julgo é que é necessário é que estes festivais devem introduzir alguns conceitos de modernidade e inovação. (…) Desde logo, associar a riqueza da gastronomia regional às novas tendências que o mercado procura – chefes e nomes de referência.
O aeroporto de que a região necessita está na base aérea de Monte Real?
Atendendo às circunstâncias que o país hoje atravessa, com um investimento infinitamente menor do que aquele que se fez em Beja, Monte Real tornaria possível que esse fosse um aeroporto aberto à aviação comercial e civil e isso potenciaria não apenas o turismo mas também a atividade económica. É uma ambição que mantenho. Desde que haja consonância – e julgo que já há interesses para que isso venha a acontecer, em particular nas regiões de Coimbra, Leiria e Oeste – seria de facto Monte Real um fator de desenvolvimento.
A região não tem cruzeiros…
Ainda não temos cruzeiros.
“Ainda não”?
Ainda não significa que nas regiões de Aveiro e Coimbra existem vontades para essa ambição maior de podermos ter condições para barcos que possam transportar até 600 turistas. Sabemos, também, que não é só por se fazerem marinas e pontos de atracagem que os cruzeiros vêm, mas há, hoje, uma oferta que pode vir para a região Centro, se entre Coimbra, a Figueira da Foz e Aveiro pudesse haver condições para a receber.
Quais foram as razões que o levaram a não avançar para a Câmara de Montemor-o-Velho (pelo PSD)?
Três ordens de razão. Primeiro, o Pedro Machado tem cinco mandatos consecutivos dados à causa de Montemor-o-Velho. Por isso, julgo que mereço, no mínimo, o reconhecimento e a aceitação de que, mais do me identificarem como o indivíduo que se foi embora, o indivíduo que deu 20 anos consecutivos ao seu concelho. Acho que é uma leitura diferente daquela que às vezes querem fazer passar, que é olhar apenas para o último dia do último ano. Segundo, porque havia na estrutura da equipa de que fazia parte pessoas que ainda hoje considero que têm mérito e competências, nomeadamente Abel Girão, para poderem desenvolver e aceitar esse desafio. E julgo que Montemor-o-Velho ficaria também bem entregue se ele tivesse sido eleito presidente da câmara. Terceiro, porque o calendário de uma eleição autárquica embateu no calendário da eleição para a Turismo Centro de Portugal. O desafio que me era colocado era este: tinha liderado um projeto de quatro anos, esse projeto tinha, pela primeira vez, conquistado território, cultura e a vontade expressa de empresários e de autarcas e o desafio que nos era colocado era interromper esse projeto.
Em Montemor-o-Velho diziam que ficou à espera no que ia dar a Turismo do Centro. Estava a jogar em dois tabuleiros?
Essa é leitura mais primária e mais imediatista de quem não percebe o que é que estava em causa. O ser tarde ou não [para anunciar a candidatura à câmara], lembro que candidatos que hoje são autarcas anunciaram a sua candidatura em junho e outros processos de candidaturas foram resolvidos dois ou três meses depois de Pedro Machado ter tomado a decisão.
Pelo menos no último mandato, as relações entre o presidente Luís Leal e o vice-presidente Pedro Machado deterioraram-se. Quais foram as razões?
Houve um afastamento eventual, pelo facto de não ter sido eu a assumir a liderança da candidatura à câmara, mas julgo que o mais importante fica escrito nos 20 anos que dei ao município.
Foi presidente da Distrital e da Concelhia do PSD e vice-presidente da autarquia montemorense. Quais são as suas ambições políticas?
Há duas coisas que eu aprendi: não dizer nunca e não dizer irreversível ou irrevogável. Deixei todas as minhas funções executivas partidárias. Acho que é preciso termos ambição para fazermos melhor. (…) Agora, a minha ambição é o turismo.

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quinta-feira, março 20, 2014

AEROPORTO DO PORTO VAI SOMANDO DISTINÇÕES...!


Aeroporto do Porto no TOP 5 das preferências


Segundo um estudo publicado pela Deco, os aeroportos de Singapura, Hong Kong, Tóquio e Dubai têm são os que mais agradam aos inquiridos. No entanto, o aeroporto de Sá Carneiro, Porto, surge logo na 5ª posição, sendo o mais apreciado ao nível nacional.

Os inquiridos destacam aspectos como o tempo para chegar à porta de embarque e os lugares sentados nas zonas de espera como os mais importantes.

O único critério que mostrou desagrado aos inquiridos foi o controlo de segurança. Segundo o mesmo estudo, o lugar de pior aeroporto nacional é ocupado pelo de Porto Santo, no arquipélago da Madeira.

O mesmo relatório revela que a companhia aérea mais utilizada pelos portugueses continua a ser a TAP, com 32%, seguindo-se as low-cost Ryanair e easyJet, ambas com 11%.

Antes de reservar uma passagem aérea, os portugueses preferem cada vez mais online. Antes de comprar o bilhete de avião, cerca de 42% dos inquiridos portugueses afirmaram utilizar um comparador de preços online, de forma a descobrir o valor mais baixo da passagem aérea.

Para obter estes resultados, entre Setembro e Outubro de 2013, a Deco enviou um questionário a uma amostra da população nacional e, para aumentar a quantidade de opiniões, o mesmo inquérito foi realizado em conjunto com as associações congéneres, num total de seis países, onde obtiveram 9279 respostas, das quais 1797 de Portugal.

@Publituris

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quarta-feira, março 19, 2014

Vigo pedirá en referendo a adhesión a Portugal


Polo menos douscentos cincuenta mil vigueses están chamados ás urnas para decidir en referendo o futuro da cidade de Vigo.


Despois de anos de rumores e difamacións acerca da procedencia e nacionalidade dos habitantes vigueses, o levantamento popular das clases lusistas da cidade, fará posíbel este pronuciamento.

As opción que se presentarán en dito referendo serán:


  1. Os habitantes de Vigo dependerán de Galiza como ente autónomo e soberano, deixando atrás a actual dependencia española.
  2. Vigo seguirá pertencendo ao reino de España.
  3. Vigo consumará a súa independencia plena, para posterior adhesión á República de Portugal como Estado-Cidade Federada.

Sendo esta última opción con máis peso dentro da propia cidadanía viguesa.

Se os habitantes da cidade votan pola saída da autonomía galega, e por tanto da española, o seguinte paso será o ingreso de Vigo no seo da República de Portugal, pasando así a ser a terceira cidade máis habitada do país luso.

As autoridades de Vigo contemplan que polo menos o 70 por cento dos habitantes da cidade participarán na votación e que a abafadora maioría farao a favor da saída do seo de España.

Na consulta poden participar todos os cidadáns de Vigo maiores de idade residentes en na cidade, así como os portugueses con permiso de residencia.

Vigo súmase así ao rebufo do éxito da consulta popular en Crimea, na que os seus habitantes, por ampla maioría, decidín libremente convivir dentro da federación de Rusia.

En tanto, España e a Unión Europea deixaron claro que non recoñecerán os resultados do referendo e que, en xeral, non o consideran lexítimo.

Pola súa parte Artur Mas pronunciábase a favor da consulta viguesa, e afirmaba que “o pobo de Vigo debe ser dona do seu futuro, e desde Catalunya apoiaremos a súa consulta”.

@TemposGalegos

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terça-feira, março 18, 2014

Veneza: Está em curso um referendo para se 'separar' da Itália


Os ativistas do referendo pedem a independência de Veneza e da região circundante (Veneto) tendo na mira o que se passa na Escócia e na Catalunha

A votação iniciou-se no passado domingo e a pergunta a referendar é se Veneza e a sua região circundante deve separar-se do resto da Itália, numa tentativa de restaurar a sua história de 1.000 anos como uma república soberana.

" La Serenissima " - ou Sereníssima República de Veneza - foi uma potência comercial independente durante quase um milénio antes do último 'doge', ou líder, ter sido deposto por Napoleão em 1797.

A república englobava não apenas Veneza, mas o que é hoje a região circundante de Veneto e é lá que a votação terá lugar até sexta-feira .

Os ativistas foram inspirados pelo exemplo da Escócia , que irá realizar, em setembro, o seu referendo sobre a independência do resto do Reino Unido e a Catalunha, onde cerca de metade da população diz que quer romper com Espanha.

Os referidos ativistas dizem que a última sondagem mostra que 65 por cento dos eleitores na região de Veneto, que inclui cidades históricas, como Treviso, Vicenza e Verona, são a favor de cortar os laços com Roma.


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segunda-feira, março 17, 2014

Catalunha: Barcelona admite "declaração unilateral de independência" ...!


O presidente da Generalitat insiste no referendo de 9 de Novembro
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Artur Mas, presidente da Generalitat, não descarta declarar unilateralmente a independência da Catalunha caso Madrid continue a não aceitar a convocação de um referendo de soberania da região marcado para 9 de Novembro deste ano.

"A declaração unilateral de independência não é o nosso marco ideal, nem o melhor, nem o que queremos. Mas não o podemos descartar a 100% porque seria uma renúncia tão evidente que nos faria perder a força", disse hoje o líder catalão, num encontro organizado pelo 'El Periódico de Cataluña'.

Ao contrário de Londres que aceitou a consulta pública aos escoceses sobre se querem ou não continuar no Reino Unido, Madrid nem sequer está aberto ao diálogo sobre o assunto. Mas explica, por isso, que sem a "via britânica" - o acordo entre Londres e Edimburgo que fixaram a pergunta, a data e o procedimento do referendo -, o governo de Barcelona pode seguir a ‘via Kosovo', de declaração unilateral de independência. Um processo, aliás, que foi aprovado pela maioria dos países europeus, com excepção de Espanha e alguns países balcânicos. "Para a convivência, ir a votar não é perigoso, mas não puder votar é", disse Mas.

@DE

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domingo, março 16, 2014

O NORTE EMPREENDEDOR


S. João da Madeira: Project ID aposta na internacionalização

Gabinete de design vocacionado para o calçado participou na "Linnea Pelle-International Leather Fair", em Itália, no âmbito da sua estratégia comercial de chegar a novos mercados.

Uma presença que contou com o apoio do Centro Tecnológico do Calçado de Portugal (CTPC) através do programa de consultadoria de marketing.

A Projet ID, liderada pelo designer Paulo Sérgio, já trabalha com clientes nacionais para a exportação e "está agora a apostar forte na angariação de clientes internacionais", refere uma nota de imprensa.

A feira italiana onde o empreendedor sanjoanense mostrou-se os seus trabalhos "é considerada a maior mostra internacional de pele e acessórios, componentes, sintéticos para calçado, marroquinaria, vestuário e mobiliário".

A Project ID foi dar a conhecer as suas competências "a nível de desenvolvimento de design do produto".

O gabinete engloba serviços de estilismo, modelação e design gráfico."Um espaço vocacionado diretamente para a moda e a inovação nos produtos que desenvolve". Apesar de muito direcionado para o sector do calçado, tem vindo a dar apoio, igualmente,  a empresas de vestuário e marroquinaria.

@NA

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sábado, março 15, 2014

Porto: Regulem, mas não estraguem a “mobida”



Texto de António Barroso


A “mobida” do Porto é um facto. Existe. Está firme e ajuda mais a cidade do que alguma vez a cidade a ajudou. Está na hora de ser ajudada, como se fosse um adolescente cheio de saúde, mas com poucas regras.

A noite está para o “novo” Porto como o ovo para a galinha: ninguém sabe quem apareceu primeiro. E, com turistas ou sem eles, a verdade é que há uma economia emergente na Baixa. Há emprego ou trabalho – optem pela ideologia que melhor vos servir, mas não me estraguem a ideia da prosa –, há restauração, há hotelaria e não falta onde beber, conviver e dançar, apesar dos 23 por cento do IVA.

Já havia turistas nas caves do Vinho do Porto, já havia património mundial com selo da UNESCO, já havia FC Porto, já havia tripas e história de Portugal, mas o “boom” noctívago começou, com muita coincidência, à saída da primeira década deste século, graças à estratégia da companhia aérea irlandesa Ryanair e à credibilidade em crescendo da Universidade do Porto.

Ao contrário das estratégias de marketing, que estão para o desenvolvimento sustentável como a maquilhagem está para o embelezamento pessoal, o amadurecimento da noitada portuense tem um encanto que vive do seu charme muito próprio, das suas pessoas e não das plásticas “a aplicar” por quem não a vive, não a sente e apenas a conhece por relatórios alheios.

A noite do Porto representa, goste-se ou não, dois factores fundamentais para a cidade: económico e turístico.

Económico porque gera trabalho, gera riqueza, gera criatividade e desempenho, gera crescimento. É verdade que gerou já coisas a mais, a necessitar de regulação e não de estrangulamento. Mas já lá vamos.

Turístico porque tem oferta para acolher. Aumentou a oferta já existente, de cultura, de conhecimento e de identidade. Além da que existia, agora acolhe com diversão e prazer, com bom trato e profissionalismo, com gastronomia melhor definida e passeata para moer depois de jantar. Ó sim, passeata é de destacar, pois só quem cá vivia sabe bem o quão perigoso e solitário era passear pela Baixa antes da “mobida” (se podemos escrever “movida”, em castelhano, por que não em portuense?).

A “mobida” do Porto é um facto. Existe. Está firme e ajuda mais a cidade do que alguma vez a cidade a ajudou. Está na hora de ser ajudada, como se fosse um adolescente cheio de saúde, mas com poucas regras.

Sim, precisa de regulação. E foi com alguma esperança que li, há dias, que a nova Câmara pretende reanalisar o processo, nomeadamente o dos horários, cuja vigência estava ultrapassada pela modernidade e pelas necessidades.

Os empresários da “mobida” não precisam de subsídios, não precisam de favores e não precisam de mais enganadores entre eles, a representá-los ou a negociar a sua própria actividade em função da cidade.

A “mobida” precisa de ideias, de visão e do trabalho de quem dirige a cidade. Mas precisa que esses decisores saiam à rua, saiam à noite em trabalho. Não pode mais viver dos tais relatos alheios, feitos por quem diz que sabe e não sabe do que fala.

Precisa de regulação e fiscalização capaz e eficiente. Não se podem apenas fiscalizar os bares e discotecas constantes nos mapas de Excel, feitos com base no CAE (Classificação das Actividades Económicas), que afastam os fiscais das pastelarias, confeitarias, livrarias, associações culturais que funcionam, ilegalmente, como concorrência dos espaços comerciais fiscalizados intensa e massivamente.

Nada contra os pastéis e os rissóis vendidos às três ou quatro da manhã. Só não podem é vender álcool para a rua, sem cumprimento das regras de segurança e salubridade e em completo desrespeito pelos empresários que pagam forte e feio para o vender. A isso chama-se concorrência desleal. Tem sido pouco nobre e leal, tem…

O que está errado na noite do Porto resume-se praticamente numa expressão: concorrência desleal. E esta, como tudo em Portugal, só acontece à custa da ineficácia e/ou desconhecimento das realidades dos nossos eleitos.

Sou suspeito. Sou mesmo muito suspeito. Cresci e vivi sempre no Porto. E acompanhei sempre muito de perto – com interesse e empenho pessoal – a forma como a “mobida” se desenvolveu. Deu-me prazer e até orgulho. De alguma forma, sinto que eu e os meus contribuímos como pudemos.

Sou suspeito. Mas, mesmo suspeito, estou convicto de que, se não houver visão, se não se baralhar e tornar a dar, a noite do Porto morre. E com a “mobida” morrerão muitos negócios diurnos que foram abrindo e crescendo à custa dessa tremenda capacidade que os Portuenses têm de “dar a volta à coisa”.

Ainda estamos todos a tempo. A tempo de pensar que o que existe, em termos de regras a aplicar, está desajustado no tempo, no território e face à energia da “mobida”.

E, se dúvidas houver no terreno, venham beber um copo comigo.

@Porto24

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sexta-feira, março 14, 2014

CENTRO DE CONGRESSOS DA ALFÂNDEGA DO PORTO ELEITO MELHOR DO PAÍS


O Centro de Congressos da Alfândega, no Porto, foi quarta-feira eleito como melhor centro de congressos do país e está nos quatro finalistas para melhor da Europa.


A escolha foi divulgada hoje na Feira de Turismo de Lisboa e, para o responsável, o reconhecimento nacional “pelo segundo ano consecutivo” é também “importante para o Porto”, identificado “desta forma com uma cidade importante para o turismo de negócios”.

“É muito importante porque cada turista [de negócios] deixa na cidade, de acordo com os últimos estudos, 400 euros por dia”, destacou Gouveia dos Santos.

O responsável considera que esta é “uma realidade diferente que importa apoiar” e defende que “todas as entidades possam convergir” na sua “divulgação e promoção”.

“Uma gestão mais capaz e integrada da diversidade do Porto também poderá promover a vinda de mais interessados para fazerem os seus eventos”, frisou, apelando a “mais apoios” e a “concentração de sinergias”.

Questionado sobre quais os efeitos que poderá ter a instalação de um centro de congressos no Palácio de Cristal, Gouveia dos Santos admitiu que outro espaço do género pode atrair outro tipo de clientes.

Destacou ainda que o centro de congressos da Alfândega será sempre “único”, pela “localização, carácter excepcional, pelas características únicas dos espaços e a proximidade do rio Douro”.

“Não é um pavilhão, não é um estúdio, é muito mais do que isso. Por muito que se possa fazer, e vai com certeza ajudar a que se atraiam mais clientes e outros segmentos, nunca se fará nada como o centro de congressos da Alfândega do Porto”, afirmou.

Gouveia dos Santos referiu ainda que “o centro de congressos da Alfândega está numa zona classificada como Património da Humanidade, num edifício com 150 anos onde conseguimos aliar o moderno e o antigo”.

O Centro de Congressos da Alfândega concorria, a nível nacional, com os centros de congressos de Lisboa, do Estoril, de Vilamoura e de Braga, bem como com o Centro Cultural de Belém e o Miríade Cristal Center, revelou Gouveia dos Santos.

A eleição foi feita “por um júri nacional do sector do turismo e através de uma votação online”.

Na lista dos quatro finalistas para a eleição de melhor centro de congressos da Europa estão, para além da Alfândega, os centros de congressos de Munique (Alemanha), Genebra (Suiça) e Eindhoven (Holanda), acrescentou o responsável.

@Porto24

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quinta-feira, março 13, 2014

GALIZA "MAIS PERTO" DO NORTE DE PORTUGAL


PARLAMENTO DA GALIZA APROVA LEI QUE AMPLIA O ENSINO DO PORTUGUÊS


O Parlamento da Galiza aprovou anteontem uma nova lei que prevê a ampliação do ensino do português nos estabelecimento de ensino desta região autónoma, resultado de uma iniciativa legislativa popular, com o nome Valentín Paz-Andrade, que chegou ao parlamento regional com mais de 17 mil assinaturas.

De acordo com a Lusa, a legislação que entrará em vigor é justificada pela "vantagem competitiva da proximidade deste bloco linguístico” e permitirá uma maior colaboração com o Norte de Portugal, através do intercâmbio de emissões de radiotelevisões e da promoção de outros programas que reforcem os vínculos linguísticos e culturais.

Das ações previstas, a que deverá ser mais célere é a do ensino do português, que estará presente num maior número de escolas já no ano letivo 2014-2015.

@Lusa

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quarta-feira, março 12, 2014

MERCEDES EM FORÇA NO ALGARVE


Herdade dos Salgados recebe 15 mil pessoas no Global Training Experience 2014 da Daimler Mercedes


A Herdade dos Salgados, em Albufeira, vai ser palco, até 12 de abril, do maior evento do setor automóvel alguma vez realizado em Portugal, o Global Training Experience 2014 da Daimler Mercedes, que juntará cerca de 15 mil participantes.

Trata-se de uma ação de formação da Mercedes para concessionários da marca alemã de automóveis de mais de 50 países. Ao longo de várias semanas, vão ser apresentados novos modelos e novas versões de modelos já existentes.

Durante o evento, vão estar hospedados nas unidades hoteleiras da Herdade dos Salgados mais de 15.000 pessoas, provenientes de todos os Países da Europa, Médio Oriente, Ásia e América Latina.

Mário Azevedo Ferreira, CEO do Grupo CS Hotels & Resorts, que detém a Herdade dos Salgados, considerou o evento “da máxima importância” para as respetivas unidades.

“Tem lugar no inverno e logo após a reabertura das unidades dos Salgados, ultrapassado que foi o dramático encerramento em 2012. Pela sua dimensão, este evento vai ter um forte impacto nas estatísticas de turismo, não só no Algarve, mas nas estatísticas nacionais. Para além de ser uma importante ajuda para o emprego e para os fornecedores de Albufeira e do Algarve durante a época baixa”, considerou.

O evento da Mercedes na Herdade dos Salgados estende-se por uma área de 20 mil metros quadrados para exposição, formação e testes e contempla 45 mil noites em hotéis, mais de 100 mil refeições e outros tantos coffee breaks.

O CEO do grupo CS Hotels & Resorts revela ainda que, “pelo seu formato específico, este evento dificilmente poderia ter lugar noutro sítio em Portugal”.

“A concentração de unidades de alojamento diversificadas com capacidade de salas e outras estruturas de apoio a uma distância passível de ser percorrida a pé e nas quantidades adequadas apenas é oferecida na Herdade dos Salgados em parceria com empresa de organização de eventos Team 4”, finalizou.

.diariOnline RS
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sábado, março 08, 2014

INTERIOR: O ENCERRAMENTO DE SERVIÇOS PÚBLICOS


O ex-ministro da Economia e atual presidente da Fundação de Serralves, Luís Braga da Cruz, criticou hoje, no Porto, a forma “como se vai cortando e se vai desfazendo” a rede de apoio aos cidadãos do interior do país.


“O que me parece é que é preciso olhar para esses territórios com uma capacidade de análise muito fina, o que significa que é necessário designar pessoas que tenham capacidade de interpretar e de propor soluções de forma integrada”, defendeu.

Braga da Cruz, que também já foi presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte, falava à Lusa à margem de um debate organizado pela Academia para o Debate e Formação Política da Federação Distrital do PS/Porto, tendo abordado o tema “Demografia: diminuição, envelhecimento e assimetrias no povoamento”.

O ex-ministro da Economia considera que “se o tribunal de um determinado concelho tem de fechar por razões de racionalidade, não pode, simultaneamente, fechar-se no mesmo concelho o posto da GNR, a escola ou o centro de saúde”.

“Até agora não tem havido essa preocupação, cada um olha para o território da forma mais desintegrada. O que está a acontecer é falta de articulação. Não se dá às pessoas aquilo que elas merecem, e isso chama-se política de coesão, política de justiça”, sublinhou.
Braga da Cruz admite que é necessário “alguma racionalidade” na rede de serviços públicos, mas critica a intervenção que está a ser feita por considerar que é “puramente setorial”.

“Ou seja, o Ministério da Justiça faz a rede judiciária, as escolas fecham onde têm menos de ‘x’ alunos, depois vêm os postos da GNR que também fecham e cada um vai cortando e vai desfazendo a rede de apoio aos cidadãos de uma forma incoerente”, frisou.

Segundo Braga da Cruz, “as regiões de baixa densidade carecem de uma visão, no mínimo, integrada. Esses territórios precisam de uma analise muito cuidadosa e a isso chama-se politica regional de desenvolvimento”.

“Tenho receio, mas também acredito que se a inteligência das pessoas for mobilizada há muita coisa que pode ser feita e bem feita. Os princípios que estão aí como orientadores do próximo acordo de parceria, justamente proclamam que é necessário inovar, garantir sustentabilidade nesses territórios, melhorar as condições de governação e, se forem bem aplicados, pode haver sucesso”, considerou.

Mas, “se esses princípios forem mal aplicados, se as políticas forem mero faz de conta, nessa altura estamos mal”, acrescentou.

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sexta-feira, março 07, 2014

Algarve: Comboios estão há 40 anos à espera...!


Poucos investimentos na rede ferroviária resultam na perda de passageiros a todo o vapor. A linha ferroviária Lagos-Vila Real de Santo António está a perder passageiros desde 2010

A modernização da linha ferroviária do Algarve, que o Governo quer agora relançar numa lista de trinta projetos prioritários para “estruturas de elevado valor”, está desde abril de 1974 à espera de ser concretizada. É a promessa mais antiga de sucessivos governos que continua por cumprir na região.

A Refer gastou 39 milhões na reabilitação da linha, entre 2007 e 2014, mas os comboios continuam sem eletrificação, a revelar falta de competitividade e a perder milhares de passageiros todos os anos

São muitos os projetos que foram prometidos aos algarvios ao longo dos últimos anos e que continuam na “gaveta”. É o caso da requalificação da estrada nacional 125, da construção do novo hospital central ou da navegabilidade dos rios Arade e Guadiana, só para dar alguns exemplos.

Porém, nenhuma destas promessas é tão antiga como a realização de obras de renovação da linha ferroviária do Algarve, nomeadamente a sua duplicação e eletrificação…

NC/JA

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quinta-feira, março 06, 2014

Linha do Norte - nome errado

A mais surpreendente decisão do pacote de grandes projetos do novo quadro comunitário 2014-2020 é o de continuar a investir na Linha do Norte. Depois de muitos milhões gastos numa linha com 150 anos, o Governo resolve fazer mais do mesmo e inclui uns trocos para remendar mais um troço, presume-se desta vez algures na Região Centro. É para rir. Ou chorar. Ou ambas as coisas.

Portugal perdeu a capacidade de perceber a nova ferrovia (de bitola europeia) depois do pugilismo "TGV" entre José Sócrates, Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas. Em vez de se tentar perceber a importância da modernização da ferrovia, passou apenas a discutir-se comboios a 300 km/h.

Daí esta questão central para o país nas próximas décadas: podemos não ter comboios? Pode continuar a remendar-se a Linha do Norte? A resposta unânime de todos os especialistas e governantes com quem falei até hoje é uma: não. A Linha do Norte não tem conserto no troço entre Ovar e Porto e é preciso gastar muitos milhões para tornar modernos os troços entre Coimbra e a capital.

Os únicos quilómetros com via quadruplicada (permitem comboios rápidos ao lado dos urbanos ou de mercadorias) situam-se entre Azambuja e Lisboa (50 km) porque... ia ser construído no Carregado o aeroporto da Ota.

Bastaria que qualquer governante no ativo (ou o presidente da República, tão lesto a criticar as propostas ferroviárias socialistas) tivesse viajado uma vez que fosse ao lado do maquinista entre Lisboa e Porto e perceberia que cada euro gasto nesta linha é dinheiro atirado fora.

Os problemas com o traçado, numa parte dele apertadíssimo pelas urbanizações, não permitem que se façam quadruplicações para que os comboios rápidos andem depressa e os semiurbanos ou de mercadorias fiquem parados à espera do Alfa ou o Intercidades.

Sócrates e o então ministro das Obras Públicas, Mário Lino, colocaram sempre o problema da forma errada ao sublinharem a vertigem do "Portugal-ultramoderno-com-TGV". O projeto, embora subsidiado em mais de 80% pela rede transeuropeia de transportes, era demasiado ambicioso e só o troço Porto-Lisboa, com sete milhões de passageiros por ano, era operacionalmente lucrativo (tal como hoje o Alfa Pendular é o serviço mais rentável da CP).

Ao dar prioridade ao Lisboa-Madrid, Sócrates destruiu a ferrovia moderna (de bitola europeia) porque os estudos demonstravam que os prejuízos desta ligação seriam (serão) imensos e deu razão aos críticos. Mas o Governo PS resolveu avançar com esta opção porque o então líder espanhol, José Luiz Zapatero, mantinha em andamento a Linha Madrid-Badajoz-Lisboa.

E o resultado está à vista: Portugal vai fazer uma linha de passageiros (e mercadorias) entre Lisboa e Madrid quando, na verdade, precisava de uma via moderna entre Lisboa-Porto-Braga para passageiros e mercadorias, em bitola europeia, com uma derivação em Aveiro para Vilar Formoso (o corredor mais importante para algumas exportações).

Não andemos a disfarçar: a ligação Lisboa-Madrid que estará pronta em 2019 é para passageiros. As mercadorias são uma espécie de embuste político. Faz-se de conta que manda a economia real. Não é verdade. Madrid quis e Sócrates aceitou esta má prioridade para Portugal. Entretanto este Governo prossegue o erro e limita-se a despejar "uns milhões" num troço remodelado da Linha do Norte - de forma a disfarçar a prioridade no Sul.

Note-se a falta de visão: vamos perder talvez o último quadro comunitário com dinheiro abundante para "redes ferroviárias transeuropeias" sem criar uma alternativa à principal linha do país.

Ao planear zero até 2020, não haverá nova Linha do Norte à vista até 2030 pelo menos. Espera-se que, até lá, o mar não acabe de vez com ela em Espinho.

Se isso acontecer, mesmo sem apoios de Bruxelas, terá de haver dinheiro para se ir a correr fazer uma linha nova. (Ou então nem isso - o país já emigrou todo para a capital e realmente não precisa de comboios para nada...)

@JN

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terça-feira, março 04, 2014

"20 razões para deixar tudo e ir até Portugal"

O site espanhol da Condé Nast Traveler acaba de revelar 20 razões para "largar tudo e ir até Portugal". Desde as praias, ao vinho, aos doces, a cidades como Lisboa e Porto, “Portugal é igual a Espanha, mas melhor”, garante a autora do artigo.

“Do Norte ao Algarve, a passar pelas ilhas, há sempre uma praia portuguesa daquelas que se pensavam que já não existiam no continente europeu pronta para se tornar uma das suas preferidas”, pode ler-se no artigo da revista que elege as praias como o principal motivo para viajar para Portugal.

Para além das praias, também a proximidade a Espanha é uma boa razão já que Portugal está a “um passo” num “máximo de uma hora e meia de avião”.

“O Porto é roupa estendida, francesinhas, as caves de Vila Nova de Gaia, a livraria que parece tirada de um conto de fadas”, são algumas das razões para que a cidade invicta esteja também ela presente no artigo de uma das mais prestigiadas revistas de viagens do mundo.

Lisboa: "Uma luz branca incrível"

Raquel Piñeiro, autora do artigo, menciona também a capital lisboeta que “tem sempre o mar no horizonte e uma luz branca incrível que a transforma na cidade mais bonita da Península Ibérica”.

A gastronomia também merece destaque. O “magnífico café” que “até no bar mais humilde é maravilhoso”, o “vinho do Porto e da Madeira conhecidos por todo o mundo”, “as entradas mais saborosas”, “as diferentes maneiras de cozinhar um delicioso bacalhau” e os famosos pastéis de Belém fazem as delicias da autora.

“Desde os azulejos (elemento decorativo que já é um símbolo nacional) de uma igreja em Braga à Casa de Chá de Matosinhos, de Siza Vieira, passando pela Casa da Música ao estilo manuelino do Mosteiro da Batalha, os edifícios portugueses exibem um estilo próprio inconfundível”, elogia o artigo que elege a arquitetura como o oitavo motivo para ficar em Portugal.

A autora revela ainda que “é um ótimo local para fazer todo o tipo de compras” pois são praticados “preços acessíveis para o bolso médio espanhol”.

“Há situações em que o tempo parece ter parado, como quando se vê os pescadores a chegar ao porto e a vender ali mesmo a sua mercadoria, ou um produto que se encontra nas principais ruas da cidade e que ainda não está nas grandes cadeias de lojas”, explica Raquel Piñeiro que considera Portugal um “lugar exótico para descobrir”.

Já, os arquipélagos da Madeira e dos Açores são dois grandes motivos para deixar os portugueses orgulhosos pois oferecem uma paisagem “brilhante, colheitas que nascem de rochas vulcânicas, praias onde é sempre primavera, vestígios da época dos Descobrimentos e uma natureza que tanto tem forma de flor exótica como de uma baleia a mergulhar diante dos nossos olhos”.

"Vão cumprimentá-lo pelo nome e com um sorriso"

A juntar-se à beleza das praias, o artigo destaca ainda “o vento e as ondas do vasto litoral português que é ideal para praticar surf, kite surf, windsurf” num “oceano considerado a diversão dos mais corajosos”.

Na lista dos 20 motivos para visitar Portugal encontram-se também a tradição, o fado, a elegância e simplicidade das pousadas e dos hotéis portugueses.

“Se se for dois dias seguidos ao mesmo bar, ao terceiro dia vão cumprimentá-lo pelo nome e com um sorriso. Já não me lembro do tempo em que isso aconteceu em outra parte do mundo, e em alguns lugares nunca aconteceu. Gestos como estes são o tipo de promoção turística que nos conquista para sempre”, conclui Raquel Piñeiro.

Clique AQUI para ler o artigo orginal (em espanhol).

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segunda-feira, março 03, 2014

REGIONALIZAÇÃO: E O PSD NÃO É GOVERNO...?


Congresso social-democrata aprovou proposta do PSD/Algarve em defesa da regionalização


A proposta do PSD/Algarve apresentada ao XXXV Congresso Nacional do PSD, realizado no passado fim de semana, em Lisboa, defendendo a regionalização através da “aproximação do Estado às pessoas”, foi aprovada por larga maioria.

Na moção, os sociais-democratas propunham “processos de descentralização administrativos e políticos”, sublinhando a necessidade de “regionalizar Portugal” e que o Algarve acolhe as condições necessárias para se tornar uma “região-piloto”.

O presidente do PSD/Algarve, Luís Gomes, fez a apresentação da proposta temática perante o congresso, afirmando ser necessário que o Estado “se coloque de forma eficaz e eficiente ao serviço das pessoas, das suas necessidades e sempre com a respetiva de resolução dos seus problemas”,

“Isso implica repensarmos a organização do estado, os serviços que presta e a relação entre eleitores e eleitos”, ressalvou.

(...)

.diariOnline RS

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