quarta-feira, novembro 19, 2014

Portugal numa federação com sete regiões

Jardim quer transformar Portugal numa federação com sete regiões
Alberto João Jardim assume-se "um federalista". Mas admite que para tal seria necessária uma revisão constitucional.

O presidente do Governo da Madeira defende a instituição de um modelo federalista de regionalização em Portugal com a criação de sete regiões autónomas.

"Eu sou um federalista"
, frisou Alberto João Jardim durante um debate sobre a regionalização no qual defendeu a criação de sete regiões autónomas.
Jardim disse, contudo, não acreditar que a regionalização possa avançar sem uma revisão constitucional.

"Com os partidos que temos, não vamos a parte nenhuma, a começar pelo meu",
 atirou o governante que, lembrando o 'Podemos' espanhol, considerou que "vai ter que suceder alguma coisa em Portugal", como "aparecer qualquer coisa fora do espetro radical de esquerda ou da direita".

Admitindo estar "descontente" com o próprio partido, mas já ser "tarde para mudar", o social-democrata disse que o país não pode "ficar sempre à espera dos cinco partidos" e deve "devolver a iniciativa aos cidadãos".

No final do debate, que contou com a participação de Luís Braga da Cruz e Maria de Belém Roseira, João Jardim explicou que essa chamada dos cidadãos à participação passa por "devolver o poder ao país".

"E poder ao país devolve-se dividindo o país em sete regiões autónomas, todas com poder legislativo, fazendo bem a distinção entre quais são os poderes do estado e o poder das regiões (...) e com uma definição muito clara da repartição dos recursos", salientou.

Para Alberto João Jardim, a regionalização mostra-se "absolutamente necessária" e "legítima, quando assente no respeito à dupla identidade" (local e nacional).
Já Maria de Belém disse ser "uma descentralizadora da decisão administrativa", não indo "tão longe" como Alberto João Jardim com a sua ideia de federalismo.

A presidente cessante do PS considerou que o papel de recolocar o tema da regionalização no debate político não deve caber apenas aos partidos, mas aos próprios cidadãos.


@DN

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sábado, novembro 15, 2014

O melhor vinho do mundo é português. Porto Vintage Dow´s 2011

Eleição é da revista "Wine Spectator". Há três vinhos do Douro no top 10.


O vinho do Porto Vintage Dow´s 2011, do grupo Symington, foi eleito esta sexta-feira o melhor vinho do ano pela revista norte-americana "Wine Spectator".

No top 10 dos melhores vinhos do mundo da revista há ainda mais dois vinhos do Douro, no 3.º e 4.º lugares: o Chryseia 2011 Douro DOC Prats & Symington e o Quinta do Vale Meão Douro 2011, ambos com 97 pontos.

A lista completa dos 100 eleitos entre os milhares de vinhos provados pelos críticos da revista ao longo do ano em 14 países e três estados norte-americanos só será divulgada no próximo dia 17, mas a "Wine Spectator" já divulgou o seu top 10, com três vinhos durienses ao lado de ofertas da Austrália (2), França (2), Itália, Estados Unidos e Chile.

Entre os critérios desta seleção, publicada anualmente desde 1988, a prioridade é dada à qualidade, preço e disponibilidade dos vinhos. No ranking de 2013, Portugal também esteve presente com dois vinhos do Douro, o Quinta do Passadouro Douro 2010 , no 37.º lugar, e o Quinta do Crasto Reserva Old Wines 2010, na 81ª posição.

O grupo Symington, que este ano tem dois vinhos no top 10 da "Wine Spectator", já tinha conseguido, em 2003, com o Chryseia 2001 (94 pontos) colocar o primeiro vinho de mesa português no top dos melhores vinhos do mundo da Wine Spectator.


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terça-feira, novembro 04, 2014

Regionalização envergonhada

Se há tema recorrente na oposição política portuguesa é o da Regionalização. Recorrente porque acaba metida na gaveta sempre que a oposição se transforma em situação.

O que não impede que, de cada vez que se aproximam eleições, alguém remexa o velho baú das ideias que ficam bem a enfeitar programas eleitorais, mas que não são para cumprir.

O exemplo mais recente foi o do PSD, partido que tinha no programa eleitoral de 2011, é bom lembrar, a divisão do país em regiões. Com uma nota de excentricidade, uma vez que a proposta era acompanhada da explicação (a crise) para a não aplicar.

A um ano de novas eleições, e porventura para que o não acusem de falta de ideias, António Costa, putativo primeiro-ministro, já foi ao tal baú sacar o tema. Também ele, no entanto, lhe acrescenta uma nota de excentricidade: desta vez propõe uma espécie de Regionalização indireta (e envergonhada), em que um colégio eleitoral de autarcas trataria de escolher o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

É melhor que nada, suspiram os mais convictos socialistas e regionalistas. Na verdade, é pior que nada. Não é mais do que um sinal de desistência antecipado, semelhante ao do PSD em 2011.


Num tempo em que a cidadania exige mais participação, e em que a tecnologia a permite, o PS propõe-se colocar uma série de eminências pardas municipais (Apenas os presidentes de Câmara? Os deputados das assembleias municipais? Estes todos mais os membros das juntas de freguesia?) a servirem de intérpretes da vontade do cidadão. Se é para matar de vez a Regionalização, é um bom caminho.

03.11.2014
RAFAEL BARBOSA

JN


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