quinta-feira, junho 04, 2015

AUTARCAS RIBATEJANOS QUEREM A REGIONALIZAÇÃO NOVAMENTE NA AGENDA POLÍTICA

A divisão do distrito de Santarém entre duas comunidades intermunicipais (Médio Tejo e Lezíria do Tejo) é um modelo que não agrada a diversos autarcas ribatejanos e a regionalização é um processo que deve voltar à ordem do dia. 

Esta foi a posição expressa por alguns presidentes de câmara e outros responsáveis políticos durante a sessão de apresentação do Guia Autárquico do Ribatejo 2013-2017.

A presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira (PS), foi uma das vozes mais assertivas nesse sentido, recordando que actualmente os municípios do distrito de Santarém apenas têm em comum um projecto, a gestão da colónia balnear da Nazaré, que por sinal fica fora das fronteiras ribatejanas. 

Defendeu que os municípios deviam estar “mais unidos” e que devia haver mais cooperação em torno de objectivos comuns, dando o exemplo da colaboração das câmaras de Alcanena e Santarém no que toca ao projecto ambiental para despoluição do rio Alviela.

A autarca de Alcanena considerou ainda que a divisão do distrito em duas associações de municípios distintas – solução implementada há cerca de 10 anos para continuarem a ter acesso fundos comunitários – “acabou por afastar os autarcas e levou à perda da afirmação deste nosso Ribatejo que nos é tão querido”, considerando que “a salvação é a regionalização”.

Outro autarca do PSD a favor da regionalização “há muitos anos” é Ricardo Gonçalves. O presidente da Câmara de Santarém diz que essa questão deve voltar a ser discutida e referiu que não faz sentido os presidentes de câmara da região irem a Lisboa votar uma estratégia em cuja elaboração não participam. Embora tenha ressalvado que o actual modelo foi necessário na altura perante a ameaça de se perder o acesso a fundos comunitários por o distrito estar agregado a Lisboa. 
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@ O Mirante.pt

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quarta-feira, junho 03, 2015

"Fico a pensar que há uma mão negra que quer que continue a haver regiões de convergência"


Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, criticou as opções de investimento em Portugal que comparou a uma "mesa de bilhar sempre inclinada para o mesmo buraco".

"Uma mesa de bilhar sempre inclinada para o mesmo buraco". Foi assim que Rui Moreira caracterizou as decisões de investimento tomadas em Portugal, durante a conferência de aniversário do Jornal de Notícias, esta quinta-feira, na Casa da Música.

"Leixões é a principal porta para as exportações nacionais mas a prioridade é construir no Barreiro", criticou o autarca.

Rui Moreira referiu ainda que "é uma vergonha" que o Compete não fique numa região de convergência e afirmou mesmo que fica com a "impressão que há uma mão negra para que Portugal continue a ter regiões de convergência para atrair verbas" que o autarca diz que depois não beneficiam estas zonas.


O presidente da Câmara do Porto disse ainda que é apoiante da regionalização mas salientou que neste momento isso não está nas agendas políticas, nem o eleitorado concorda porque está "desgastado pela crise".

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