sábado, agosto 23, 2008

Regiões sim, mas autónomas


por, Zangado

Apoiante, há muitos anos, da regionalização por verificar pela minha experiência pessoal, vivida no Porto, Lisboa, Covilhã, Régua e outras cidades portuguesas bem como numa zona rural pouco abaixo do rio Douro, a realidade nacional, sei bem os males do centralismo lisboeta que têm prejudicado todo o restante país. Basta observar e comparar as distribuições de verbas gastas em Lisboa, no Porto e noutras cidades e zonas para ficar (quem quiser) claramente elucidado.

Se estamos num só país essa disparidade tem de acabar, senão nós, os portugueses que vivemos fora da zona de Lisboa ficaremos cada vez pior que é o que tem acontecido. Por isso sou a favor da criação de regiões autónomas (com poderes político, administrativo, legislativo e outros) no continente, que não podem ser apenas as regiões administrativas-plano que muitos nos pretendem impor, num modelo de 5 regiões.

Não concordo com 5 regiões, há quem prefira 7, alguns preferem mais e outros menos. No mínimo Norte e sul, este último à volta de Lisboa, aceitando a especificidade do Algarve numa eventual terceira região.

Naturalmente que a nossa Constituição, um documento datado (apesar das alterações efectuadas) e elaborado por políticos lisboetas ou com eles coniventes, não permite regiões autónomas no continente. E depois? Vamos continuar sempre na mesma, como até agora? Já é tempo dos portugueses que querem o progresso do país e não apenas o da sua capital e zonas limítrofes e dos arredores acordarem e começarem a agir.

Por isso o Movimento Cívico "Regiões sim" tem aspectos positivos e a seguir, mas é pena que se limite a pretender apenas as 5 regiões administrativas, pois Portugal precisa de muito mais.
Um destes dias Alberto João Jardim referiu-se a um eventual Partido Federal; ora já há meses que eu propus um modelo federal para Portugal, como único meio de acabar com o centralismo secular lisboeta e desenvolver o resto do país.

Se já temos 2 regiões autónomas (Madeira e Açores) por que não podemos ter uma região autónoma do Norte (mas de um Norte alargado e a sério e não o Norte dividido em 2 que Cavaco Silva inventou nas suas 5 regiôes- plano), com um governo e assembleia regional, bandeira própria e por aí adiante. Somos menos que os madeirenses e os açorianos? E quem diz o Norte diz o Algarve ou outra região aceitável, já que julgo não ser possível um consenso total entre os portugueses favoráveis à regionalização.

Ou acaba a discriminação e centralismo em que vivemos há séculos ou então onde vamos parar? Já é mais que tempo de efectuar as reformas necessárias, de forma pacífica, senão corremos o risco de ver surgir movimentos que não sejam tão pacíficos e democráticos, como se verifica noutros países.

Por isso, regionalização sim, que do centralismo que nos discrimina e explora já conhecemos bem os efeitos nefastos. Para terminar, não recebemos lições de patriotismo dos adeptos e responsáveis do centralismo e colonialismo lisboetas.
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3 Opiniões

At domingo ago 24, 01:09:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Basta o título para uma síntese desejável e necessária para concretizar a regionalização autonómica, o principal elemento de regeneração política, económica, social e cultural.
Mas se considerarem insuficiente, olhem bem para o mapa da Espanha, onde proliferam as regiões autónomas sem preocupações argumentísticas baseadas na famigerada "massa crítica", argumento miserável com que muitos e verdadeiros antiregionalistas nos costumam brindar de forma irresponsável.
Por isso, uma título e um mapa poderão significar muito mais que 1 milhão de argumentos e, neste ponto, o caro Zangado está de parabéns.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

PS - Se os que estão preocupados com o aumento excessivo da despesa pública ao optar-se pela regionalização autonómica, atentem no facto de Espanha ter um SUPERAVIT nas suas contas públicas e o Governo Espanhol ter decidido e já concretizado uma entrega a cada cidadão de um montante cuja primeira prestação já foi liquidada. No nosso País, mesmo com regionalização administrativa, há-de continuar o défice das contas do Estado, inexplicávelmente.

 
At quinta ago 28, 12:09:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

....(mas de um Norte alargado e a sério e não o Norte dividido em 2 que Cavaco Silva inventou nas suas 5 regiôes- plano)....


!!!!!!!!????????????

 
At quinta ago 28, 06:55:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caro Anónimo disse das 12:09:00,

Terá entendido bem o significado do escreveu? Se entendeu, lamento desiludi-lo ao afirmar que anda muito mal informado sobre a regionalização.
Se não entendeu, a situação é muito pior do que penso e aconselho-o a consultar o médico.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 

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