segunda-feira, setembro 29, 2008

Desequilíbrio Regional nos Investimentos

O ministro do Ambiente e Ordenamento do Território, Nunes Correia, rejeitou hoje as críticas do presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), Rui Rio, relativas a um alegado desequilíbrio regional nos investimentos realizados em Portugal.

"Refuto essas críticas, mas compreendo que quem defende interesses regionais, como é o caso do presidente da JMP, tem que chamar a atenção para os seus interesses", afirmou o ministro.

Por isso, considerou que "o presidente da JMP está a fazer o seu papel".

O presidente da Junta Metropolitana do Porto, Rui Rio, acusou no fim-de-semana o executivo liderado por José Sócrates de não estar a olhar "responsavelmente" para o Norte.

"Um Governo responsável tinha de olhar responsavelmente para o Norte, não o entendendo como uma coisa que está à parte - um apêndice - mas, como parte integrante do território nacional", defende Rui Rio.

O autarca sublinhou ainda que um investimento a Norte afectará positivamente o país.

Em declarações à Renascença, o presidente da Câmara do Porto voltou a denunciar a concentração excessiva de grandes projectos em Lisboa, questionando também o investimento na região Oeste para compensar o abandono da Ota.

"Dois mil milhões de euros de compensação pelo facto de lá não ser construído um aeroporto. É algo um pouco esquisito, principalmente, quando esta quantia é pouco menos de metade do novo Aeroporto de Lisboa", exemplificou.

Quarta-feira, o ministro das Obras Públicas reúne com os autarcas da Junta Metropolitana do Porto para debater a expansão do Metro.

Na semana passada o Governo deu "luz verde" à linha de Gondomar.

"Relativamente ao Porto, há um acordo assinado para o Metro, mas nem esse é cumprido. Desde que este Governo entrou em funções não houve autorização para um euro de investimento no Metro. Houve agora, esta semana, após termos levantado um pouco a voz", lembra Rui Rio.

Nunes Correia contesta e sustenta que "entre os compromissos já assumidos pelo QREN, 92 por cento são para as regiões de convergência".

"A região norte é campeã dos compromissos já assumidos", frisou.

O ministro, que falava aos jornalistas à entrada para uma conferência sobre política regional que hoje decorre no Porto, manifestou ainda satisfação pelas conclusões da avaliação que um grupo de peritos da OCDE fez sobre as políticas territoriais portuguesas.

"A avaliação é fortemente positiva, Portugal é apontado como um exemplo de políticas territoriais e de desenvolvimento regional corajosas", frisou o ministro do Ambiente.

"Publico"

2 Opiniões

At segunda set 29, 10:01:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

A assumpção de compromissos políticos regionais tem de derivar de responsáveis eleitos e não de responsáveis designados por um governo centralizado e centralizador.
Por mais que o Presidente da Junta Metropolitana do Porto reclame, na pressumpção de que tenha uma procuração política para representar as 2 regiões autónoams previstas para o Norte de nosso País, nunca conseguiria do Governo Central um conjunto de investimentos públicos compatível com as exigências de desenvolvimento regional, este entendido na versão das 2 Regiões Autónomas: uma do interior (RATM), outra do litoral (REDM).
- Ah! Não é tanto assim!
- Pois é, é.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 
At quinta out 02, 12:08:00 da manhã, Blogger JOSÉ MODESTO said...

A solução pode ser "muito inteligente", mas, nem por acaso, no único estudo de viabilidade que se conhece, o que está escrito é que a Linha da Boavista acrescentaria mais 1114 passageiros em cada hora de ponta da manhã. Já a Linha do Campo Alegre acrescentaria 869 clientes por cada hora de ponta da manhã.
Pede-se bom senso.

 

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