quinta-feira, setembro 18, 2008

Não é só a Regionalização!

Com a migração massiva das populações para o litoral, que ainda não terminou, temos um litoral urbano sobrepovoado, algumas «ilhas» urbanas em alguns distritos e o resto é deserto.

Esta migração tornou completamente obsoleta a actual organização administrativa do Estado: existem largas dezenas de micro concelhos e perto de quatro mil freguesias ainda mais pequenas; existem duas regiões metropolitanas (Lisboa e Porto), com as respectivas Área Metropolitanas desprovidas de poder administrativo, etc.

O município de Lisboa tem as mesmas atribuições do que o município de Barrancos, uma freguesia com 30 ou 70 mil habitantes tem as mesmas atribuições do que uma freguesia com menos de 500 habitantes.

Na maior parte dos países da UE existem diferentes tipos de autarquias, com diferentes atribuições, para contemplar estas e outras diferenças entre municípios: em Portugal 1.000 é igual a 10!

Ao contrário do que se afirma não existe apenas a centralização do Terreiro do Paço, existe outra centralização, mais férrea, dos municípios sobre as freguesias, conduzidas com rédea curta pelos presidentes das câmaras.

A própria lei, confere apenas atribuições residuais às freguesias e atribui-lhes dotação financeira… para pagar a alguns funcionários administrativos e a fotocopiadora.

Existe alguma organização estatal mais próxima das populações do que a freguesia?

A regionalização é, sem dúvida, importante mas em termos de administração do território há muitas outras questões que terão, também, que ser abordadas e, desde logo, o enviesado princípio da universalidade.
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13 Opiniões

At sexta set 19, 11:16:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Para o asnónimo pro7-ra:
Insultuoso meu caro é aquele simbolo em que aparece um rei católico e um mouro.
por isso cala essa fossa séptica, só escreves MERDA.

 
At sexta set 19, 11:38:00 da manhã, Blogger Elvascidade said...

É JÁ AMANHÃ . . .

www.cidadelvas.blogspot.com

 
At sexta set 19, 12:23:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caro Anónimo disse ... das 11:16:00 AM,

Já lhe respondi num dos "posts" deste blogue.
Esqueceu-se de mencionar que não costumo perder muito tempo com certo tipo de gente nem de "gastar cera com fraco e pestilento defunto".

Apresento-lhe os meus subidos cumprimentos.

Assim seja sempre, amen.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 
At sexta set 19, 12:30:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Por todas as razões apresentadas neste "post" se justifica um programa político de regionalização que assegure a divisão entre as regiões do litoral e as regiões do interior, a norte do rio Tejo, exactamente aquelas onde as assimetrias de desenvolvimento são mais acentuadas. Por outro lado, é a única solução para evitar a existência de "novas centralidades" de volume populacional excessivo e de anormal concentração de organizações a actividades que acabariam sempre por limitar ou condicionar as perspectivas de desenvolvimento de cidades de dimensão equilibrada das regiões do interior e que deverão permanecer com essas qualidades por DECISÃO PRÓPRIA.

Assim seja, amen.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 
At sexta set 19, 02:40:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Anónimo Sex Set 19, 11:16:00:
Completamente de acordo consigo.
Esse simbolo adptado pelos adeptos da regionalização (centralização no Porto), é uma vergonha que não devia ser permitida num estado de direito
É uma tentativa de divisão do povo português.
Eu diria que é puro RACISMO.

 
At sexta set 19, 02:41:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Queria dizer adoptado pelo movimento regionalista e outros.

 
At sexta set 19, 09:56:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Sobre o post comentar apenas um dos muitos disparates: o município de Barrancos é o mais pequeno do continente (em população), sendo que o nº de habitantes é quatro meses mais que o afirmado.

Vivam os regionalistas e os municipalistas!

Cpts desde Barrancos.

Jacinto Saramago

 
At sexta set 19, 10:32:00 da tarde, Blogger templario said...

CARO ANTÓNIO FELIZES,

Que desespero é esse?! Ainda a procissão vai no adro e já buscam a divisão? Afinal eu tenho razão: os regionalistas querem mesmo destruir o Poder Local, atacando dessa maneira o municipalismo, a dimensão de poder que as populações mais acarinham.

Vou ocupar bastante espaço, mas julgo que os regionalistas precisam de se ligar à terra, à sua terra, à nossa terra:

Aqui vão, como lembrete, para acordar os regionalistas, alguns excertos de um escrito de ALFREDO BARROSO, do seu livro "CONTRA A REGIONALIZAÇÃO".

"Portugal é único na longevidade da sua história como Estado e como país independente, no forte sentimento de identidade nacional da sua memória colectiva, na pluralidade das gentes que constituem o seu povo e na rica diversidade do seu território continental".

"(...) A proposta de divisão do território continental em regiões político-administrativas é puramente artificial. Não corresponde a qualquer necessidade de autonomia política, económica e cultural manifestada pelas populações. Não tem qualauer justificação histórica. Não se fundamenta em diferenças nitidamente caracterizadas de natureza geográfica, étnica ou religiosa. Portugal é constituído por um só povo, que fala uma só língua. Não está dividido por quaisquer conflitos étnicos ou religiosos".

"(...) A regionalização do território continental é uma pura ficção política. Como já várias individualidades o afirmaram durante o debate em curso, é uma péssima solução artificial para um problema que nem sequer existia. Se for avante, a regionalização pode introduzir, a mais ou menos curto prazo, uma perigosíssima diâmica de fragmentação do Estado. Pode propiciar a convergência de forças políticas, culturais e económicas centrífugas num país com séculos de existência e que se caracteriza por uma forte coesão interna. Pode transformar Portugal numa verdadeira manta de retalhos, completamente dilacerado na ordem interna e sem qualquer peso específico na ordem externa, seja ela europeia ou mundial"

(...)"à sombra da necessidade de descentralização e desconcentração administrativas - que é real e poucos contestam - está-se a brincar com o fogo e a «tentar o diabo» (como ainda recentemente escreveu Eduardo Lourenço), pondo seriamente em risco a unidade do Estado e a coesão do país"

"(...) Num país com a história, a identidade, a dimensão e as características específicas de Portugal, a regionalização político-administrativa do seu território não é certamente a forma mais adequada para criar uma administração descentralizada mais racional, eficaz e desburocratizada. É, até, a forma mais preguiçosa e perigosa. Preguiçosa porque o processo de regionalização em curso é, de certo modo,, uma verdadeira confissão de impotência. É como que o reconhecimento envergonhado da incapacidade dos sucessivos governos democráticos (e não apenas do actual) para promover uma reforma séria e profunda do Estado, capax de modernizar, desburocratizar, desconcentrar e descentralizar as suas estruturas e os seus poderes, sem pôr em causa a unidade essencial, a autoridade democrática e a credibilidade interna e externa que o devem caracterizar. Mas também perigosa porque o processo de regionalização em curso é precisamente aquele tipo de tratamento que, pretendendo curar um doente, corre o risco de fazer com que ele morra da cura. Ou, então, numa versão mais perversa, pode fazer com que a doença se dissemine, reproduzindo o tão criticado centralismo e multiplicando o tão odiado e mítico Terreiro do Paço por tantos centro de poder político regional quantos os que forem criados. A menos que se pretenda que «mil Terreiros do Paço floresçam». O que não estará fora das cogitações de alguns regionalistas mais radicais".


Deu trabalho; mas faço tudo o que for possível para impedir que retalhem a nossa Pátria.

Cumprimentos.

 
At sábado set 20, 12:30:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Caro Templário,

O esforço nesse sentido é desenvolvido tem que ser inequívoco, mas as tentativas de retalho do País é apanágio de perigosos, falsos e ordinários "regionalistas", especializados na calúnia, na miserabilização e na ordinarice, mais acabrunhados de que alguma vez se teve conhecimento.
O senhor, nas suas convicções próprias de quem possui uma ideia formada e sustentada no conhecimento da história e da sociedade portuguesas, ao menos dá-nos a possibilidade de um confronto de ideias útil para se chegar (ou não) a uma conclusão sobre o que se deverá fazer para sustentar um melhor para o nosso País.
Embora discordemos sobre a forma de o fazer, permanecemos unidos no objectivo final a atingir e gostaria de felicitá-lo muito por isso.
Aos tais, a ordinarice que demonstram é tal que não vale a pena insistir no tema.

Assim seja, amen.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 
At segunda set 22, 05:40:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Coisa linda...
Em vez de regionalizar, deviam estar a construir abrigos, arame farpado e coisas assim.
A malta que fez a GUERRA COLONIAL ainda pode dar uma ajuda...
Certo?!

 
At terça set 23, 06:01:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caro Anónimo disse ... das 05:40:00 PM,

Não é preciso, já tive experiência que chegue e como comandante.
Estive no centro dos acontecimentos e o "trabalho" não era para "meninos de leite" como alguns que aparecem aqui, habitualmente malcriados e maleducados (é que há diferenças). Esta é a diferença entre quem fez a "tropa a brincar e ao abrigo de cunhas" e quem bateu com o costado no mato africano (não é na mata da família com a jornaleira ao lado).

Os meus morrinhosos cumprimentos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

PS - O melhor é parar porque nunca levará a melhor, garanto-lhe eu e, pelas suas intervenções não tem arcaboiço mental para intervir. É prudente não ser ridículo para não poder ser ridicularizado.

 
At terça set 23, 09:58:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Ridicularizados, são os "lunáticos" dos regionalistas, autênticos meninos de leite.
Parecem os antigos colonos. Com a guerra à porta e discutem organização territorial.
Deviam estar a discutir onde colocar os bancos, as ourivesarias, as caixas multibanco, os postos de vendas de combustivel, essas coisas sem significado...(???).
O futuro vai ser de guerra, sim de guerra, pior que aquela que (parece) ambos fizemos, mas mais dificil, porque com novas tecnologias.
E os colonos, (tal como em 1961), os actuais governantes ainda não perceberam...
Sim. Regionalizar para quê? Cada fronteira de região é mais um trunfo para a bandidagem.

 
At terça out 07, 04:35:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caro Anónimo disse ... das 09:58:00 PM,

É com algum atraso que lhe respondo.
Não compreendo como alguém que participou na guerra de África, como eu, está tão ansioso pela deflagração de outra que o não deixará inteiro mas reduzido a pó branco (não é do tal), se algum dia vier a deflagar (não é por falta de "ensaios" provocadores, em zonas críticas do globo, que ela ainda não rebentou).
Só encontro justificação para a sua ânsia na paixão que tem pelas novas tecnologias que estão em grande no nosso País e que promete continuar, mas não no armamento de destruição maciça, porque este só existia no Iraque.
Então, ainda quer mais bandidagem do que a que já existe no nosso País que dá para "povoar" mais que 7 Regiões Autónomas ou 5 Regiões Administrativas, de acordo com as notícias dos jornais, verdadeiros concorrentes do "FANTASPORTO"?
Está a ter os políticos em muito má conta e, dentro destes, os chamados regionalistas que não são mais que "perigosos divisionistas e traidores à Pátria".

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

PS - Peço, mais uma vez, imensa desculpa pela demora em comentar a sua opinião, embora a isso não fosse obrigado. Mas quando se trata de divisionismo, bandidagem, lunáticos e outros mimos, haverá que dizer alguma coisa, pelo menos. de outro modo, pensariam: "Nem respondem; são mesmo pernetas".
Enfim, depois de uma grande chuvada matinal, aqui na zona do Porto (com inundações inesperadas), só um comentário chocho e apaziguador.

 

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