quinta-feira, outubro 02, 2008

Aveiro e as disputas intra-regionais


“O peso político não cai do céu”


Afonso Candal reivindica para Aveiro um “papel de liderança” na região Centro. Candidato à Federação do PS diz que o distrito se limitava a “queixar-se”


O deputado Afonso Candal considera que Aveiro tem de “assumir um papel de liderança no quadro sub-regional mas também em toda a região Centro”.

O líder distrital do PS – que se candidata a um segundo mandato nas eleições deste mês – diz que “Aveiro sempre se queixou muito da falta de peso político”. “Mas o peso político não é algo que caia do céu”, advertiu em entrevista ao programa “A Uma Só Voz”, da Aveiro FM e do Diário de Aveiro.

Candal garante que “não há segredos” para obter a instalação de serviços ou de equipamentos junto do Governo. “Não é preciso ter um tratamento diferenciado, basta ter um tratamento justo”, afirma, embora reconheça: “É preciso também aprender com aquilo que têm sido as perdas para conseguir ter os ganhos. Se Aveiro sempre se queixou de perder, convém fazer um diagnóstico dos factores e saber onde se joga esse jogo e jogá-lo também”.

O presidente da Federação Distrital realça que durante anos Aveiro “nunca fez nada” para manter ou ganhar serviços, “a não ser queixar-se de que os perdia”. “É preciso ser activo, por isso digo que a questão do peso político dá trabalho”, afirmou.

Salvaguardou, porém, que os serviços públicos devem merecer uma “distribuição harmoniosa” entre os vários concelhos da região Centro. “Não defendo que venha tudo para Aveiro. Por isso não se espantem se eu defender – e já o fiz – outros serviços para outras localizações, nomeadamente Coimbra”.

1 Opiniões

At quinta out 02, 04:01:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

A "distribuição dos serviços" só é encomendada por quem não tem o mínimo sentido de serviço público, mesmo que seja deputado ou lá o que fôr.
Fazer essa distribuição antes do tempo só pode dar nisto: exigir protagonismo administrativo (e não político), não de uma região mas de e para uma cidade, muiot embora se concorde com distribuição de serviços para outras cidades "desde que seja eu a mandar".
Nunca mais lá chegaremos com atitudes desta natureza e com protagonistas cuja capacidade política e estratégica não passa de uma perspectiva de carreira.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

PS - A partir de agora já sabem o que me espera, mas enfim.

 

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