sexta-feira, dezembro 19, 2008

Exigir a regionalização

O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro(CIRA), Ribau Esteves, reivindicou hoje «o poder regional para os aveirenses, como têm açoreanos e madeirenses».

«É preciso exigir ao governo mais descentralização, exigir regionalização. Chega que a regionalização e desenvolvimento, que a capacidade de mandar mais, sejam só privilégio de açoreanos e de madeirenses» disse Ribau Esteves.

Ribau Esteves falava na apresentação pública da nova estrutura associativa intermunicipal, constituída por 11 municípios ribeirinhos, que vai ter como uma das principais tarefas o acompanhamento do programa Polis Ria de Aveiro.

Para o presidente da CIRA, «é importante que os aveirenses, os transmontanos, os alentejanos e os algarvios também tenham condição de gerir poder, retirando-o aqueles que se tornam lisboetas quando se trata de gerir interesses!».

SAPO/Lusa

5 Opiniões

At sexta dez 19, 12:37:00 da tarde, Blogger O Micróbio II said...

"Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão"...

 
At sábado dez 20, 12:59:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Há já cerca de um ano que me dirijo aos destinatários deste "blogue", com opiniões que cimentem a percepção mais correcta possível sobre o significado e os objectivos da regionalização por parte dos regionalistas (cujo número está a crescer, semana a semana), que convençam os centralistas a assumirem posições políticas mais "civicistas" e desprendidas políticamente a favor da descentralização política e do desenvolvimento, que estimulem os municipalistas a dar passos audazes para reforço de um poder político (não chega administrativo, como se pretende quse impor com as comunidades inter-municipais, urnas, áreas metropolitanas, etc.) regional capaz de optimizar as decisões políticas locais ou municipais, num quadro de cooperação e complementaridade política.
To do o processo da regionalziação política e nunca outra só poderá ficar prejudicado por exigências gratuítas sem qualquer justificação ppolítica plausível a favor do desenvolvimento equilibradoe autosustentado.
Claro está que também não beneficiará de qualquer evolução (para melhor, claro), com comentários tão estreitos na sua argumentação e tão batidos na sua popularidade do tipo demonstrado pelo Micróbio II.

Sem maisnem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 
At domingo dez 21, 01:49:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Pois. Mas se somos nós, continentais, que damos o dinheiro para o Jardim e para César (e seus 57 Deputados), coloca-se a dúvida: quem vai dar dinheiro às regiões do continente?
Bruxelas?
Não acredito.
Pés no chão, amigos.
Para cada Plano, um orçamento.
Quanto custa? Quem paga?

 
At segunda dez 22, 12:13:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Caro Anónimo disse das 01:49:00 PM,

Implementar a regionalização sem uma reorganização total dos Órgãos do Estado (Presidência da República (menos "staff"), Governo (muito menos ministérios, secretarias de Estado e "staff"), Assembleia da República (mínimo constitucional do número de deputados e em exclusividade absoluta, menos "staff") e Tribunais (maior eficácia e produtividade, com consequências na redução do número de magistrados) será sempre um trabalho incompleto, tanto do ponto de vista político como do desenvolvimento futuro.
Evidentemente tudo isto acompanhado por sérias, efectivas e positivas consequências do Orçamento Geral do Estado e das futuras Regiões Autónomas que terão de se orientar pelo mesmo diapasão organizativo, rigoroso, responsável e financeiro.
Implementar seja o que for apenas para "inglês ver" em que acaba tudo por continuar na mesma (ou até pior), modalidade em que a sociedade portuguesa é das mais exímias à face do Planeta, fazendo do "zé povinho" um perfeito pateta (até ver e cuidado com a intensidade das crises que se vão deflagrando), não merece o esforço que se está a fazer na discussão da regionalização nem a importância das iniciativas que se têm vindo a realizar ou virão a realizar no futuro.
Para tal (e para tudo) é necessário exigência, competência, determinação e, por último, responsabilidade efectiva e não figurativa com tem acontecido (e que só serve para "gozar o zé povinho", infelizmente).

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

PS - A este esforço reestruturador acresce tudo o que cada região poderá adicionar com o melhor aproveitamento dos seus próprios recursos e com escolhas de investimentos com incidência mais directa e melhor no tempo (imaginem o que teria beneficiado a Região Autónoma de Trás-os-Montes e Alto Douro se a futura A4, recentemente adjudicada, tivesse sido construída há 30 anos, no tempo mais portuno), nos intereses, nas actividades diversificadas e próprias de cada futura Região Autónoma. Aos cépticos e monetaristas mais preocupados com as consequências financeiras da regionalização política (nunca administrativa porque esta iria sosiar o actual funcionamento do Estado) sugiro que reflictam na base antes indicada e procurem encntrar soluções que não as indicadas, a funcionar como hipóteses de trabalho, duras mas necessárias, dado que "O EXEMPLO TERÁ QUE VIR DE CIMA".

 
At segunda dez 22, 05:09:00 da tarde, Blogger Luis Melo said...

também tenham condição de gerir poder, retirando-o aqueles que se tornam lisboetas quando se trata de gerir interesses!

Com esta frase não posso estar mais de acordo. Esses alisboetados ainda são piores que os próprios lisboetas.

 

Enviar um comentário

<< Home