segunda-feira, fevereiro 01, 2010

«Governo promove maior investimento de sempre em Trás-os-Montes»

O secretário nacional do Partido Socialista, Pedro Silva Pereira, garantiu hoje, em Alijó, que o Governo está a fazer na região transmontana «o maior investimento do que alguma vez aconteceu para promover o desenvolvimento e o emprego».

Silva Pereira, que falava à margem da VII Convenção Distrital da JS de Vila Real, respondeu às críticas de alguns autarcas e políticos da região que esta semana se queixaram da diminuição do investimento inscrito no Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) de 2010.

"Não se pode enganar a população de Vila Real e de Trás-os-Montes. O que acontece é que a política do Governo está a promover na região mais investimento público e privado do que alguma vez aconteceu no passado", afirmou aos jornalistas.

O responsável acrescentou que as vozes críticas"sabem bem que estão a esconder que há muito investimento público que não tem expressão no PIDDAC ou não está incluído no PIDDAC regionalizado". "Isso é uma forma antiga de olhar para o Orçamento do Estado. Portanto eu penso que são intervenções que procuram induzir em erro as pessoas", frisou.

O PIDDAC para 2010 prevê um investimento de cerca de sete milhões de euros para o distrito de Vila Real. Sem dotação inscrita ficaram os concelhos de Boticas (PSD), Santa Marta de Penaguião (PS) e Vila Pouca de Aguiar (PSD).

Pedro Silva Pereira aproveitou para enumerar o investimento em curso no território transmontano, quer nas infraestruturas rodoviárias, como o Túnel do Marão, a Autoestrada Transmontana, a concessão do Douro Interior, IC5, IP2, como também os cerca de 100 milhões que estão a ser gastos no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, nas barragens ou no turismo.

Em relação ao Túnel do Marão, o responsável disse esperar uma "solução célere" porque considera que se trata de uma obra "muito importante para o desenvolvimento da região e economia".

"É uma obra que mobiliza dezenas de empresas e dá centenas de postos de trabalho. Nós esperamos que possa ter uma solução o mais rápido possível", frisou. O Túnel do Marão está inserido na autoestrada que vai ligar Amarante a Vila Real.

As obras estão parados desde 10 de novembro devido a uma providência cautelar interposta pela empresa Águas do Marão, propriedade de António Pereira, que alegou que a obra vai prejudicar as nascentes de água. O processo vai agora a julgamento e, até lá, os trabalhos de escavação do túnel, que estava a avançar quatro metros ao dia, vão permanecer paradas.

O túnel vai ter uma extensão de 5,6 quilómetros, sendo que a nova via possuirá uma extensão total de 29,8 quilómetros e passará a ligar Amarante a Vila Real a partir de 2012. O investimento na obra é de 350 milhões de euros, nas no total dos 30 anos de concessão será de 456 milhões de euros. Esta via vai juntar-se à Autoestrada Transmontana, que ligará Vila Real a Bragança.

|Lusa|

3 Opiniões

At segunda fev 01, 08:24:00 da tarde, Blogger Gaiato alentejano said...

Deve ser que com tantos investimentos (que não nego) é por isso absolutamente necessário fechar a Linha do Tua, como fecharam a Linha do Sabor ou querem fechar a Linha do Corgo, etc., etc.

 
At terça fev 02, 01:02:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Aqui está a explicação do elevado défice orçamental de 2009 e 2010: o elevado investimento na Região Autónoma de Trás-os-Montes e Alto Douro. Como se com este investimento, atrasado mais de 50 anos, a região venha a recuperar seja o que for, em termos de desenvolvimento (lembrem-se, só o túnel do Marão deve representar mais de 30 % do investimento total!!??).

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 
At terça fev 02, 05:30:00 da manhã, Anonymous Paulo Rocha said...

Por pouco que seja, especialmente, quando comparado com a Região de Lisboa, não deixa de ter algum significado para uma região que tem sido, por sistema, esquecida pelos sucessivos governos desde há muito tempo.

 

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