quarta-feira, fevereiro 10, 2010

A Madeira e os outros

«Os dinheiros que vão para a Madeira com os que se destinam aos distritos do interior»

Numa declaração de voto contra a nova Lei das Finanças Regionais, o deputado do PS Defensor Moura lembra que o seu distrito, Viana do Castelo, com um poder de compra muito inferior ao da Madeira, mas com o mesmo número de habitantes, leva apenas 6 milhões de euros para investimentos, contra os 50 milhões que Alberto João Jardim vem "sacar" a mais... Um excerto da sua declaração:

"Os habitantes das restantes catorze capitais de distrito têm poder de compra mais baixo do que os do Funchal e, a maioria, até mais baixo do que os residentes em Ponta Delgada, sendo 100 o valor do Poder de Compra médio do país (Funchal-135, Aveiro-134, Évora-119, Ponta Delgada-113, Setúbal-113, Beja-111, Portalegre-107, Braga-105, Leiria-100, Santarém-100, Vila Real-97, Castelo Branco-96, Bragança-95, Guarda-92, Viseu-92 e Viana do Castelo-88).

Aos que falam de «migalhas» de 50, 100 ou 200 milhões de euros para a Madeira, aconselho a comparação destas verbas com os montantes que o PIDDAC regionalizado se propõe investir em 2010 nestes distritos.

Por exemplo: Viseu vai ter investimentos de apenas 7 milhões de euros, Bragança - 1 milhão, Vila Real - 7 milhões, Castelo Branco - 12 milhões, Guarda - 7 milhões, Évora - 12 milhões, Portalegre - 3 milhões e Viana do Castelo, que é um distrito que tem exactamente a mesma população da Madeira e cuja capital de distrito tem um poder de compra 47% inferior ao do Funchal, vai ter investimentos repartidos por oito dos seus dez concelhos que totalizam a "enorme migalha" de 6 milhões de euros em 2010!

|Visão|

1 Opiniões

At quarta fev 10, 08:07:00 da tarde, Anonymous Paulo Rocha said...

Em tempos de crise e de problemas com consolidação das contas públicas é imoral uma região autónoma que tem um nível de desenvolvimento muito superior à media nacional exigir mais transferências do orçamento.

Incompreensível, portanto, a posição dos partidos políticos da oposição que votaram favoravelmente esta nova Lei.

 

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