segunda-feira, abril 04, 2011

O ESTADO CENTRALISTA

REGIONALIZAÇÃO PARA PORTUGAL: O ESTADO CENTRALISTA COM VIDA DE ESTADÃO TEM QUE ACABAR AQUI

«Segundo a contabilidade mais recente da Administração Pública nacional, existem em Portugal nada mais nada menos do que:

349 Institutos Públicos (i)
87 Direcções Regionais,
68 Direcções-Gerais,
25 Estruturas de Missões,
100 Estruturas Atípicas,
10 Entidades Administrativas Independentes,
2 Forças de Segurança,
8 entidades e sub-entidades das Forças Armadas,
3 Entidades Empresariais regionais, 6 Gabinetes,
1 Gabinete do Primeiro Ministro (bem grande, diga-se),
16 Gabinetes de Ministros,
38 Gabinetes de Secretários de Estado,
15 Gabinetes dos Secretários Regionais,
2 Gabinetes de Presidência Regionais,
2 Gabinetes da Vice-Presidência dos Governos Regionais,
18 Governos Civis, 2 Áreas Metropolitanas,
9 Inspecções Regionais,
16 Inspecções-Gerais,
31 Órgãos Consultivos,
350 Órgãos Independentes (tribunais e afins),
17 Secretarias-Gerais,
17 Serviços de Apoio,
2 Gabinetes dos Representantes da República nas regiões autónomas,
e ainda
308 Câmaras Municipais,
4260 Juntas de Freguesias, e
1226 estabelecimentos de educação e ensino básico e secundário.

A estas devemos juntar:

5 Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e
23 Comunidades Inter-Municipais.

[i] Se não contarmos as 238 Universidades, Institutos Politécnicos, Escolas superiores e Serviços de Acção Social, o número de Institutos Públicos é ainda de 111, um número extraordinário para um país das nossas dimensões.» ALVARO SANTOS PEREIRA 28-03-2011


SE ADICIONADOS OS DADOS DA DESORÇAMENTAÇÃO, I.E. DA INVASÃO DO AGREGADO 'EMPRESAS' PELO 'ESTADO', ENTÃO PERCEBEM-SE AINDA MELHOR OS INTERESSES CONCRETOS DE TODOS QUANTOS ESTÃO CONTRA E NÃO CONCRETIZARAM ATÉ HOJE A REGIONALIZAÇÃO EM PORTUGAL: OS INSTALADOS QUE NÃO PERCEBERAM AINDA QUE A REALIDADE MUDOU.
INSTALADOS NÃO APENAS EM LISBOA, MAS POR TODO O PAÍS...

A REGIONALIZAÇÃO NÃO SERÁ REALIDADE SE NÃO FOR EXIGIDA MUITO FIRMEMENTE PELOS CIDADÃOS DA NOVA CIDADANIA QUE JÁ DESPERTOU.

AO MESMO TEMPO QUE SE REORGANIZARÁ PORTUGAL ATRAVÉS DE UMA MUDANÇA POLÍTICA DECISIVA, A JUSTIÇA TEM QUE PROMOVER O REGRESSO DOS FRUTOS DO REGABOFE FINANCEIRO DA ÚLTIMA DÉCADA AOS COFRES DO ESTADO. DOA A QUEM DOER.

PORTUGAL TEM SOLUÇÃO.
E A REGIONALIZAÇÃO É PARTE DA SOLUÇÃO E DA URGENTE MUDANÇA DE PARADIGMA NA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO E NA GESTÃO PÚBLICA PORTUGUESA !!!

no BLAGOSFERA
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2 Opiniões

At segunda abr 04, 07:43:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Caros Regionalistas,
Caros Centralistas,
Caros Municipalistas,

Este inventário feito aqui no blogue da regionalização é sobretudo impressionante pela sua dimensão orgânica conhecida e pela sua indispensabilidade desconhecida.
Por isso, deverá reconhecer-se que a sociedade portuguesa não precisa que lhe façam 'jeitos' para ir resolvendo os problemas que ainda subsistem, isto é que lhe 'facilitem' a vida. O que necessita é que não lhe dificultem as acções correntes, nem a concretização dos seus projectos de mais longo prazo. Pois, de outro modo, a nossa sociedade nunca será uma 'sociedade de jeito' para continuar a ser miseravelmente uma 'sociedade do jeito'.
Toda a gente conhece a que situação chegamos por se teimar em ser uma sociedade do jeito (em tudo: emprego, investimentos, subsídios, etc., etc., etc.), em vez de ser uma sociedade de jeito. A centralização política é uma das suas causas, aliada a uma mentalidade tradicionalmente caciqueira que teima ainda em assimilar o exercício de funções públicas, sem excepção, com o exercício de poder (político ou administrativo), esquecendo a sua componente de serviço ao público.
Daqui, pode resultar a necessidade de encarar a regionalização política (autonómica) como a única capaz de alterar aquele inventário orgânico mais orientado para o caciquismo político do que o exercício político respeitador dos nossos recursos próprios e das virtualidades dos portugueses. Mas terá também de se alterar a mentalidade de muita gente responsável pelas decisões políticas e de outra natureza, passsando a orientá-las para o aproveitamento sistemático e sistémico dos nossos próprios recursos, de acordo com a sua diversidade e importância regional, princípio este que NUNCA tolerará que o exercício do poder político autonómico continue a ser mais 'do jeito' do que 'de jeito'. Nem sequer precisa de 'mais sociedade', mas de MELHOR SOCIEDADE. E muito menos de 'clubes de pensadores' mas de decisores estadistas e estratégicos.

Sem mais nem menos.

Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)

 
At segunda abr 04, 11:08:00 da tarde, Blogger Antonio Almeida Felizes said...

Caro Anónimo 7RA.

Completamente de acordo. Temos um problema politico-administrativo no país que corresponde à não-regionalização, mas, temos também um problema cultural que se traduz numa sociedade civil fraca e pouco interventiva que deixa tudo na mão dos partidos políticos que nos (des)governam.

Cumprimentos,

 

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