sábado, abril 16, 2011

Trás-os-Montes: Empresa flaviense produz alheiras de 15 sabores

Novas tendências culinárias

Presunto com ananás, polvo com vinagrete à galega, noz com mel, caril, azeitonas e óregãos, vitela, vegetais com molho de soja…Entre outras, estas são algumas das variedades de alheiras produzidas pela Artefumo, uma empresa sedeada no concelho de Chaves, que já emprega dez pessoas e factura mais de meio milhão ao ano.

Quando começou a pensar em lançar-se no negócio da produção de fumeiro, Maria Antónia Gonçalves, de Chaves, então funcionária pública, percebia da arte pouco mais que nada. Via a avó fazê-lo, mas nunca tinha metido as mãos na massa. Agora, além de produzir o tradicional fumeiro que via fazer à avó, Maria Antónia, de 47 anos, foi mais longe. Inovou e, a partir da base, tradicional, começou a produzir alheiras dos mais diversos sabores. Já vai em 15. Presunto com ananás, polvo com vinagrete à galega, noz com mel, caril, azeitonas e óregãos, vitela, vegetais com molho de soja são exemplos de alguns dos novos sabores …

O mercado tem respondido de forma “positiva” à “aventura” da empresária. O negócio já emprega dez pessoas e só ainda não se internacionalizou porque a empresária “respeita muito a alheira”. “Tratando-se de um produto muito sensível, e não tendo a certeza das condições em que iria chegar ao destino, prefiro não arriscar”, explica. Por cá, as “invenções” da empresária estão à venda na grande maioria dos hipermercados. A facturação anual da Artefumo é já superior a meio milhão de euros.

A aposta nos novos sabores foi uma espécie de “segunda vida” para a Artefumo, que, recentemente, abriu a primeira loja de venda directa, para responder às pessoas que apareciam “à porta da empresa para comprar”.

Muitos dos novos sabores surgem a partir de programas de culinária que Maria Antónia gosta de ver, como aconteceu, por exemplo, com a alheira de alho francês com cogumelos. A de presunto foi inspirada na avó. “Eu lembrei-me que a minha avó punha o osso do presunto a cozer com as carnes da alheira porque lhe dava um paladar diferente, então, começámos a fazer. É da que eu mais gosto, fica muito condimentada!”, conclui a empresária.

|Margarida Luzio|
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