sexta-feira, outubro 21, 2011

Putas ao poder…

Putas ao poder… que os filhos já lá estão. Recordo ler, há muito, esta expressão em muros urbanos numa apologia anárquica que sei não ser a solução de coisa nenhuma.

Atualmente, voltaram a pintar a frase, porque são tempos estranhos estes que se vivem em Portugal. A leitura diária de informação adensa a ideia de que é cada vez mais um país adiado.

Fica a sensação de que se enganaram gerações, sobretudo aquelas que irão agora pagar a fatura do regabofe. Mas levantam-se algumas questões: os sacrifícios apresentados são necessários? E têm de ter tal dimensão? Não haveria outros caminhos possíveis? A perda de tanta esperança é feita em nome do quê?. Exemplo: suspender subsídios de natal e férias dos funcionários públicos é não apenas um golpe em direitos fundamentais, mas representa, acima de tudo, a redução acrescida do consumo e com isso da dinâmica económica do país. Menos renda disponível, menos consumo, menos investimento e mais desemprego..

Assim sendo, não seria preferível avançar de vez com uma reforma administrativa em que se acabassem alguns municípios e se fundissem outros? Em que se extinguissem organismos públicos regionais desnecessários ou nacionais redundantes? Com certeza que tamanha mudança, necessária aliás há muito, não representaria nem a violação da constituição nem o sacrifício nacional consubstanciados nas perdas dos subsídios de natal e de férias.

Mas há mais. Não estamos ainda preparados para fazer como a Islândia que debateu a revisão constitucional nas redes sociais, mas podemos reduzir o número de deputados (exagerado face aos tempos que correm) sem ferir a proporcionalidade necessária.

Aliás, aproveitar-se-ia e mudava-se a lei eleitoral, criando círculos uninominais em que 80 deputados seriam suficientes para fazer as vezes dos atuais 230… Enfim, a crise também é propícia a exageros e a julgamentos sumários. Diariamente recebemos muita informação que é deturpada e injusta relativamente a alguns.

Uma coisa é certa, ou a classe política portuguesa abre os olhos e decide reformar o país com proporcionalidade e adequação ou o poder das ruas (tantas vezes demagógico) substituirá sem medida os políticos. Os maus e os bons…

por Ricardo Castanheira
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2 Opiniões

At sábado out 22, 06:00:00 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Os DEPUTADOS até podem ser só 20...40... ou coisa parecida...
Eu diria 150, por aí...
A Constituição admite 180, mas os x"los têm 230... sempre o máximo.
Agora, criar circulos uninominais, não é só um erro... é crime... CRIME...
É entregar o país a meia dúzia de caciques, alguns dos quais são Presidentes de Câmara, dese 1976 ou pouco depois...
UNINOMINAIS???... NUNCA!!!!!!!

 
At segunda out 24, 11:01:00 da tarde, Blogger al cardoso said...

Opinioes sao opinioes, pois eu sou a favor de circulos uninominais, o comentador anterior provavelmente pensa que os portugueses sao uma cambada de estupidos, que nao sabem diferecar o trigo do joio, sabem sim o que acontece e que na maior parte das vezes as pessoas votam no mal menor!
Tambem penso que as listas deviam ser pessoais e nao partidarias, para cada pessoa saber em quem vota e nao votar no fulano, mas o partido coloca no lugar dele o cicrano!

Saudacoes regionalistas d'algodres.

 

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