sexta-feira, novembro 25, 2011

Declarada maior falência municipal de sempre nos EUA

O condado de Jefferson, no estado do Alabama, decidiu declarar a bancarrota.

Em reunião da Comissão do Condado de Jefferson, o maior do Alabama, ficou decidido por quatro votos a favor e um contra apresentar a declaração de falência, deixando assim de pagar os três mil milhões de euros que tem em dívida.

O município, que tem mais de 650 mil residentes e que inclui a cidade de Birmingham, a maior do estado, tem vindo a tentar evitar a declaração de falência desde o início da crise financeira, em 2008, mas todas as tentativas efectuadas desde então para negociar uma reestruturação da sua dívida com os seus credores terminaram em fracasso.

"A verdade é que o Condado de Jefferson tem estado em falência nos últimos três anos", disse o comissário Jimmie Stephens, que acrescentou que a bancarrota não vai alterar muito a situação financeira do município.

Segundo as autoridades, a falência do condado é atribuível ao aumento dos juros, a turbulência nos mercados e a corrupção entre os responsáveis do governo local, estando a gerar sérios problemas na gestão dos assuntos correntes da localidade, tendo já a polícia local deixado de poder custear os encargos de lidar com acidentes de trânsito.

Crise iminente

Os analistas temem agora que a falência de Jefferson seja apenas a primeira de uma longa lista de bancarrotas das autarquias norte-americanas, muitas das quais se encontram com sérios problemas financeiros devido à subida dos juros das suas obrigações e às restrições à concessão de crédito por parte da banca, gerada pela crise financeira. No mês passado, a cidade de Harrisburg, capital do estado da Pensilvânia, declarou a falência depois das suas dívida ter aumentado em 250 milhões de euros devido a um programa de instalação de um incinerador de lixo.

O mercado de dívida municipal norte-americano, avaliado em 2,71 biliões de euros, representa um perigo para os mercados duas vezes maior do que o da Itália, a qual tem por seu turno uma dívida cinco vezes superior à da Grécia, um país cuja ameaça de falência só por si tem gerado grandes receios entre os investidores mundiais.

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