Area Metropolitana Porto - o afundanço...!



Enquanto os pseudo protagonistas políticos - PS Porto e concelhia PSD do Porto - andam às "turras", em guerras de campanário e disputas de pequenos poderes, a GAMP (Grande Area Metropolitana do Porto) vai definhando. Ao longo da ultima década os seus indicadores económicos baixaram sistematicamente. Calcula-se que apresente hoje uma riqueza ao nivel da média nacional (100) contra os mais de 145 (quase metade do VAB nacional) da produzida pela AML (Area Metropolitana Lisboa). Foi inclusivamente já ultrapassada, quer pela região autónoma da Madeira, quer pela região do Algarve.

Assim, correspondendo o nível medio (100) de riqueza em Portugal a cerca de 73% da riqueza media produzida na UE, isto quer dizer que, mesmo retirando o resto da Região Norte, a GAMP era já hoje, por si só, elegivel em termos de atribuição de fundos de coesão.

Ora sabendo nós que a GAMP é composta de gente laboriosa, e com capacidade empreendedora. Sabendo também que esta é uma região dotada de uma reconhecida capacidade de produção científica (excelentes universidades) e de boas infra-estruturas económicas (vias de comunicação, aeroporto, porto marítimo). Então pergunto eu:

O que é que está mal e é preciso modificar?
O que é que falta?
Quais as soluções?

Comentários

A. Castanho disse…
São números impressionantes, muito embora o indicador utilizado me parece bastante enganador, conforme já várias vezes aqui foi salientado pelo S. Martins: a riqueza assim calculada não tem correspondência directa com o nível de vida da população e muito menos ainda com o potencial de desenvolvimento intrínseco.

Como se sabe, as Regiões da Madeira e do Algarve são muito menos ricas e desenvolvidas do que a A. M. P. .

Contudo, a recente EVOLUÇÃO do referido indicador económico na A. M. do Porto, bem como a sua tendência actual, são de facto ALARMANTES, e justificam bem as questões colocadas por A. Felizes.

Proponho uma resposta preliminar (que obviamente o tema carece de abordagem técnica especializada): o Porto deveria apostar mais naquela que penso ser a maior e mais promissora "indústria" portuguesa: o TURISMO!

Que é precisamente aquilo que "salva" Lisboa, a Madeira e o Algarve!...
Anónimo disse…
Não é só o turismo que "salva" Lisboa, Madeira e Algarve. A GAMP evoluiu no futebol, mas não evoluiu no resto. Porque o JNPC não foi para Lisboa. Ficou no FCP. Os políticos da GAMP não resistiram a ser deputados, secretários de estado, ministros, ou administradores de empresas (nomeados pelo governo). A GAMP, hoje, não tem um grande político. Uma referência regional. Porque quando algum desponta, é logo trucidado. Mais que a GAMP, a CCDR Norte devia ser o farol. Não é. É uma pequena velinha, tremendo ao ritmo da brisa... É a vida, como dizia o outro. E esse falhou...
al cardoso disse…
Se calhar ou que falta na GAMP e no resto do pais e uma verdadeira regionalizacao!!!

Um abraco fornense.
B. disse…
Apesar de os números não reflectirem o nível de vida (nesse aspecto concordo com o comentador A.Castanho), pois temos que ver igualmente o poder de compra que € 100 proporcionam na região, os dados não deixam de ser alarmantes. Acredito sinceramente na regionalização e creio que a sua ausência é o principal impasse ao desenvolvimento do país. Faz falta uma vontade política forte ao nível central, como na França de Mitterand, que regionalizou o país apesar do voto negativo no referendo. Todavia, isso implicaria visão e coragem política, coisa que não se pode esperar da mentalidade de campanário que inspira os autarcas da AMP.
Caro Anónimo,

Tirando a alusão ao FC Porto e ao Sr JNPC - que por acaso ainda pertencem a um cada vez mais reduzido leque de casos de sucesso na GAMP - estou de acordo com esta sua análise.

Cumprimentos,
Anónimo disse…
Senhor António Almeida Felizes. Obrigado pela notinha. A referência ao FCP é uma brincadeira de "sulista". Espero que a entenda como tal. Mas sempre tive, pelo menos desde que visitei o Porto em 1967, uma admiração pela Região. Depois, a profissão e as actividades sociais levaram-me com frequência, ao Porto e toda a região. Contactei com as mais diversas entidades, incluindo os presidentes da CCR, mas também autarcas, empresários, políticos e jornalistas. E, apesar da "minha" Lisboa e do meu Algarve, estarem bem nesta foto, dói-me, cá dentro, saber que a região que já foi símbolo do trabalho, está a viver um período menos bom. Mas, acreditemos no futuro, mesmo que os porta-vozes tenham imagem de passado.

Cumprimentos,