A Regionalização "Soft" !!!

Excerto do Programa de
Luís Filipe Menezes

No que ao país respeita, Menezes assenta a sua moção em alguns pontos base, que, afirma, "vão fazer a diferença do PSD para o PS": promoção do crescimento económico; combate ao desemprego; reforma da administração pública; descentralização e desconcentração administrativa, com o candidato a defender uma "regionalização soft", que "aproveite o melhor e democratize o que já existe"; desenvolvimento do país, com "um olhar especial para o interior"; reforma do estado social e a definição de "um desígnio nacional para o país".

no "Público"

Nota:
É por estas e por outras que, com este tipo de políticos, com um discurso e uma prática política dissimulada, a Regionalização corre sempre o risco, de ser remetida para as calendas.

Comentários

A. Castanho disse…
REGIONALIZAÇÃO "SOFT"??!!! Será uma nova e requentada versão da triste "regionalização tranquila"?


Políticos "soft", mas realidade "hard": a mistura explosiva na Europa democrática, em 1938, que menos de um ano depois dava origem àquilo que todos sabemos, com o resultado que conhecemos.


Conclusão: só com governantes e com políticas "hard" é que algum dia atingiremos uma realidade mais... "soft"!



Será que os mendes, os menezes e todos os "soft" deste mundo nunca irão compreender esta lição?...
Anónimo disse…
Eu não gosto, nem só um bocadinho do Luis Filipe Menezes. Mas, compreendo, que numa eleição tão difícil, ele tenha recorrido ao "soft". Como ele nunca irá ser PM de Portugal, não nos devemos preocupar.
Mas não devemos esquecer os políticos "hard", que foram PM e que nos deixaram esta "regionalização" que temos. Que, bem analisado, o que está feito, foi quase tudo feito pelo Marcelo Caetano. Os "nossos" só desdobraram a CCR do Sul em Algarve e Alentejo e foram remodelando os títulos...
E aqui, neste "crime", os mendes e os menezes, não são arguidos, apenas testemunhas.
A. Castanho disse…
Discordo deste comentário.


Claro que nos devemos preocupar, e muito! A importância dos políticos não resulta apenas de eles poderem ou não chegar um dia a Primeiros-Ministros!


A sua acção diária tem uma fortísima componente cívica e pedagógica em toda a Sociedade, que vê neles um exemplo a seguir, pelo menos em matéria de OPINIÃO, e o facto de um candidato, ainda que com diminutas probabilidades, a "líder" da oposição em Portugal baixar a voz e titubear num assunto que proclama defender com convicção mal sente os holofotes a ascender um pouquinho preocupa-me e muito.


Pelos vistos há quem não se preocupe, por isso é que, com eleitores e Cidadãos como a qualidade dos que temos, não admira que os políticos continuem a dizer o que lhes apetece de acordo com as conveniências do momento, ou seja, a "albardar o burro à vontade do dono"...


É verdade, cada Povo tem os dirigentes políticos que merece...