“A regionalização só avança se houver um consenso político forte, que permita iniciar o processo”, afirmou Luís Pita Ameixa, na conferência de imprensa de apresentação dos termos e das iniciativas a desenvolver no actual mandato, pelos dois deputados do Partido Socialista (PS) eleitos por Beja.A concretização da regionalização, na actual legislatura, está dependente da existência de “um consenso político forte, que permita iniciar o processo”, afirmou Luís Pita Ameixa, deputado do Partido Socialista (PS), eleito pelo distrito de Beja, deixando claro, igualmente, que num Governo minoritário para tal acontecer, tem de “haver uma maioria favorável” e que nesse contexto “o apoio do Partido Social-Democrata (PSD) é fundamental”.
Declarações proferidas, ontem, na conferência de imprensa de apresentação dos termos e das iniciativas a desenvolver no actual mandato, pelos dois deputados do PS eleitos por Beja.
Recordamos, que o PSD considera que a questão da regionalização só poderá ser analisada depois das eleições presidenciais, altura em que poderá avançar também o processo de revisão constitucional, imprescindível, na opinião, dos social-democratas para alterar os pressupostos que condicionam este tema, entre eles, a obrigatoriedade de todas as regiões dizerem “sim” a esta reforma.
Seja como for, no seio do PSD esta posição não é consensual e a prova disso mesmo, está na posição assumida por Mendes Bota, defensor da regionalização, ao rejeitar a ideia de que seja necessário esperar pelas eleições presidenciais, ou seja até 2011.
|Radio Voz da Planície|
Comentários
Estas últimas não são nem carne nem peixe, à boa maneira portuguesa, em que nunca se quer qualquer comprometimento com o essencial da evolução da sociedade portuguesa mas delira-se perder-se eternamente no acessório. Ao fazê-lo, os intervenientes políticos e outros sabem exactamente porquê e quais os benefícios percebidos.
Aquando de qualquer crise, nunca interessa reconhecer que os problemas são sempre de natureza estrutural, relacionados com investimentos Públicos, privados ou público-privados) que não se realizam a tempo e a horas e quando se decide tal, nunca os seus financiamentos estão próximos de um equilíbrio desejável e necessário. Acresce, então, que a economia portuguesa há dezenas e dezenas de anos opera com sobrecustos de diversa natureza perfeitamente desnecessários, factores de primeira intervenção na ausência crónica de competitividade, de acréscimos de produtividade e de melhoria qualitativa no desenvolvimento da nossa sociedade.
Como não se pode actuar sobre os mecanismos cambiais, monetários e outras de natureza financeira, a receita de pobre e esquizofrénica é sempre a mesma: contenção ou, mesmo, redução salarial.
Por isso, os responsáveis, políticos e outros, se não têm capacidade de direcção ou orientação estratégica "dêem a vaga", mas que se exija a alguém que a detenha e assuma decididamente essa direcção ou orientação para se poder, de uma vez, implementar a regionalização autonómica como programa político por excelência e orientado, definitivamente, para o desenvovimento integrado, autosustentado e equilibrado da sociedade portuguesa. Inscrevê-la como capítulo de um programa partidário que tem sido tudo menos político é eternizar esta incompetência e vilania que vai devorando serenamente a maioria da sociedade portuguesa, até um dia.
No entretanto, só nos aparecem empatas-tudo, capazes de darem atenção desmesurada a um simples prato de lentilhas.
Mas que País este!???? .....
Sem mais nem menos.
Anónimo pró-7RA. (sempre com ponto final)